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A Bolsa Oficial do Café em Vitória

Exposição dos ypos do nosso café. Salão dos pregões da Bolsa. A mesa o Interventor do Estado e o Presidente da Bolsa Oficial do Café com outros membros. No círculo sala dos classificadores.

A Bolsa Oficial do Café, da Praça de Vitória, foi criada pelo Governo do Estado em 19 de março de 1929, pelo Decreto nº 9.382, e inaugurada em 30 de junho do mesmo ano, tendo por finalidade promover o desenvolvimento do comércio de café mantendo uma organização eficiente de informações, sobre quanto se relacione com esse comércio, e realizar as operações de compra e venda de café a termo.

É dirigida por uma câmara sindical composta de três membros dos quais um é nomeado bienalmente pelo Governador do Estado, de preferência, entre os comerciantes desta praça, e os outros dois eleitos dentre os corretores oficias de café.

Pelas disposições do Decreto nº 1423 de 7 de julho de 1931, foi lhe concedido ainda o privilégio de classificar obrigatoriamente todos os cafés do Estado que entrassem nos Armazéns Reguladores, para efeito da necessária fiscalização sobre a entrada de cafés baixos.

Apesar da Bolsa ser uma repartição oficial, a sua manutenção é custeada pela sua própria renda, proveniente das taxas de classificação, que constituem a sua principal fonte de receita, e outras de menor importância.

Os serviços de propaganda dos cafés do Estado, estão afetos à sua seção técnica de classificação, cuja atuação vem sendo bastante animadora. O Governo do Estado, com o fito de promover a propaganda dos bons cafés, montou dois cafés “modelo” na capital, para a venda de cafés em xícaras e em pó cuja direção está a cargo do Serviço Especial de Defesa do Café, porém, fiscalizados pelos técnicos desta Bolsa, que mantém nos seus serviços uma severa vigilância sobre o produto destinado ás vendas, trazendo em resultado a magnífica impressão causada tanto aos consumidores locais, como aos viajantes em trânsito, que nunca deixam de procurá-los, conhecedores já, dos excelentes cafés de diversas qualidades que ali sempre são servidos.

O movimento de classificação da Bolsa, nos últimos anos, foi o seguinte:

1932-1933 ... 1.230.644 sacas

1933-1934 ... 1.472.057

1934-1935 ... 1.189.811

1935-1936 ... 1.321.343

1936-1937 ... 1.224.367

 

Está a cargo da Bolsa Oficial de Café a confecção de todos os mostruários de café do Estado, que, por várias vezes, tem sido remetidos para o estrangeiro, afim de figurarem em várias exposições, com proveitosos resultados.

O movimento das operações de café a termo, nesta Bolsa, desde a fundação até 30 de junho passado, foi o seguinte:

1929 ... 101.250 sacas

1930 ... 65.500

1931 ... 91.750

1932 ... 11.250

1933 ... -

1934 ... 20.000

1935 ... -

1936 ... -

1937 ... – 1.000

A direção atual da Bolsa Oficial do Café de Vitória, está a cargo do Sr. Álvaro de Oliveira, seu presidente.

A corporação dos Correios Oficiais de Café é constituída por 13 corretores, cujos nomes seguem: - Ademar Gaspar de Oliveira, Alberico Nicolletti, Alfredo Cavalcanti, Antonio Elias Saadi, Candido Trancoso Sobrinho, Desmosthenes de   Carvalho, Hugo Pereira de Souza, Joaquim Ribeiro Gonçalves, João E. de Carvalho Costa, João Dias Collares Junior, Lauro de Lá Ferré Laperriére, Lysandro de Oliveira, Victor D. Machado da Silva.

A Bolsa Oficial do Café tem seus escritórios montados nos andares térreo e quarto do Edifício Glória, à rua Jerônimo Monteiro, esquina da Praça Costa Pereira.

É pensamento do Governo adotar a bolsa de prédio próprio. Fazer sua transformação em Bolsa de Mercadorias, afim de registrar e cotar os novos produtos que ultimamente tem pesado na balança econômica do Estado, tais como, cacau, algodão, mamona, fumo e açúcar. Está ultimado o projeto de regulamento dependendo unicamente da aprovação dos poderes competentes.

 

Fonte: Revista Annuário do Espírito Santo, 1937
Compilação: Walter de Aguiar Filho, dezembro/2017

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