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A Penitenciária do ES – Governo Punaro Bley

A atual administração pública que, pelos seus competentes departamentos, vai atendendo a melhoramentos sensíveis no aparelho do Estado, realizando obras notáveis, dentro da sua capacidade técnica financeira, promove continuamente inúmeros benefícios dos mais relevantes para a coletividade dentre os quais a construção da nova Penitenciária do Estado, que focalizamos, nos seus vários aspectos nestas páginas.

Sem destruir, de pronto, os velhos casarões em que foi instalada a antiga penitenciária, aproveitando-os até finalizar a obra em execução de uma penitenciária modelar que correspondia às finalidades a que se destina, o departamento a que se acha subordinada, revelando o grau do progresso que atingimos, orienta sua construção sob os moldes das mais adiantadas do país.

Assim, nossas fotografias dão idéia das duas fases da penitenciária do Estado: os pavilhões já condenados e as construções novas que em breve surgirão em todo o seu apogeu, abrangendo toda essa área em que se ostentará a moderna penitenciária do Espírito Santo.

Realizando, plenamente, os preceitos regulamentares, tornando o homem ali recluso, útil à sua coletividade, dando-lhe ao mesmo tempo, uma fórmula humana mais compatível com as teorias modernas de sistemas penitenciários no cumprimento de sua pena, turmas de convictos passaram a trabalhar no cultivo das terras adjacentes nos limites da Penitenciária, ou nas suas pedreiras, preparando o sítio em que se terá levantado em breve; a moderna penitenciária do Estado, contribuindo com suas atividades profissionais os pedreiros, carpinteiros, pintores, etc..., aplicando-se, em boas condições, no trabalho que lhes ameniza a reclusão e lhes inspira novos surtos de vida.

 

Fonte: Revista Annuário do Espírito Santo, 1937
Compilação: Walter de Aguiar Filho, dezembro/2017



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