Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

A República

Brasão da República Federativa do Brasil

Data de 1887 o primeiro clube republicano na terra capixaba, devido à iniciativa de Bernardo Horta de Araújo, Antônio Gomes Aguirre e Joaquim Pires de Amorim - "os gigantes do pensamento republicano no Espírito Santo" - assim julgados juntamente com Afonso Cláudio.

A propaganda da nova idéia muito se beneficiou - aqui, como nas demais Províncias - com o despeito que a abolição da escravatura provocara entre os fazendeiros. Contando, portanto, com o apoio dos verdadeiros chefes das municipalidades - os proprietários rurais - foi fácil aos republicanos a pregação do seu evangelho e a formação de núcleos por todas as localidades da Província.

Aos dezesseis de setembro de 1888, reuniu-se, em Cachoeiro de Itapemirim, o primeiro Congresso Republicano Provincial do Espírito Santo, que indicou o nome de Bernardo Horta para candidato do Partido no pleito de trinta e um de agosto de 1889, do qual saiu eleito pelo segundo distrito.

À tarde de quinze de novembro de 1889, chegaram à Vitória as primeiras notícias do que se passava no Rio de Janeiro. No dia seguinte, Afonso Cláudio recebia do Governo Provisório a incumbência de administrar o Estado empossando-se a vinte de novembro no cargo de governador, perante a Câmara Municipal da capital.

Como no resto do Brasil, o povo não tomou parte nos acontecimentos. Assistiu àquilo "bestializado, atônito, sem conhecer o que significava". Como nas demais Províncias, aqui não houve reação alguma. Uma a uma, as câmaras municipais encaminharam ao novo governo seus protestos de adesão.

Nos primeiros momentos, houve, na capital, certa e natural confusão provocada pelos boatos. Disso se originou uma corrida de depositantes à Caixa Econômica, ao mesmo tempo que os habitantes das cercanias de Vitória se punham em guarda, na expectativa de atentados às suas pessoas e bens. Afonso Cláudio se apressou - logo no dia dezessete de novembro - a estampar na imprensa um comunicado que terminava com as seguintes palavras:

"Não há motivo para tamanho pânico: a guarnição da capital, enquanto estiver sob a responsabilidade dos briosos militares cujo patriotismo o país admira, é o mais seguro penhor de ordem que os cidadãos aqui residentes podem possuir e desejar".

O advento do novo regime foi festivamente recebido pelos republicanos de Cachoeiro de Itapemirim, que promoveram passeatas animadas pelos acordes da Marselhesa. À falta de bandeiras, os manifestantes conduziam estandartes vermelhos.

 

Fonte: História do Estado do ES, 1951
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2012 

História do ES

Com o segundo donatário, mais prosperidade

Com o segundo donatário, mais prosperidade

Sem o benefício da riqueza fácil do ouro e pedras, o jeito foi tirar o açúcar da terra com o suor do rosto

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Viajantes Estrangeiros ao ES – Auguste François Biard

Na relação dos principais viajantes estrangeiros ilustres que estiveram em nosso país, no segundo meado do século dezenove, sem muito destaque, inclui-se o nome do pintor francês — Auguste François Biard

Ver Artigo
Viajantes Estrangeiros ao ES – Jean-Jacques de Tschudi

"No dia seguinte, a comitiva regressou a Vitória, onde o presidente Sousa Carvalho já havia providenciado uma canoa grande e cinco remadores, escravos, para subirem o curso caudaloso do rio Santa Maria, até a colônia de Santa Leopoldina"...

Ver Artigo
Palácio das Águias

A Barra do Itapemirim, em Marataízes, é um antigo núcleo de povoação fundado no ano de 1771 pelos portugueses 

Ver Artigo
Festival de Verão de Guarapari Janeiro 1971

A ideia tinha partido de dois jornalistas, Antônio Alaerte e Rubens Gomes Filho

Ver Artigo
Mais nomes curiosos de ruas de Vitória

RUA DO FOGO ou CARAMURU - Foi conhecida por Ladeira do Quebra-Bunda, pois com leito em pedra, muito íngreme e sempre molhada por infiltrações, era bastante escorregadiça

Ver Artigo