Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Ano de 1843 – Por Basílio Daemon

Guido Tomás Marlière, padrinho de batismo do índio Guido Pokrane, célebre chefe índio da tribo dos botocudos

[no original, 1848]. É nomeado por carta imperial de 9 de janeiro deste ano para presidente da província o brigadeiro Venceslau de Oliveira Belo,(524) que prestou juramento e entrou em exercício a 15 de fevereiro, sendo exonerado a 19 de outubro deste mesmo ano.

Idem. Toma posse da administração da província a 27 de janeiro o capitão-mor Francisco Pinto Homem de Azevedo,(525)  por se achar doente e ter obtido licença o 1º vice-presidente comendador Joaquim Marcelino da Silva Lima.

Idem. Toma assento na Câmara temporária como deputado por esta província o padre Manoel de Freitas Magalhães na 5ª legislatura, mas tendo o mesmo falecido, foi chamado o Dr. João Lopes da Silva Couto, a 8 de maio do ano seguinte, para substituí-lo como suplente eleito por um voto. Não tomou assento em razão da injustiça que com ele se praticara, oficiando nesse sentido à Câmara em 15 do mesmo mês e ano de 1844, e apesar do que expôs à Câmara esta não quis conceder-lhe escusa; contudo não tomou assento, e desde essa época afastou-se da política conquanto conservasse ilesas as suas crenças.

Idem. Estabelece-se neste mesmo ano no lugar denominado Biriricas um aldeamento para catequese e civilização dos índios despendendo o governo avultadas somas, sendo mais tarde abandonado pelos índios, por ter o mesmo governo extinguido o aldeamento em 1847, entranhando-se os aborígines nas matas e estabelecendo-se perto do Mucuri.(526)

Idem. Falece no Rio Doce Guido Pokrane, célebre chefe índio da tribo dos botocudos, e que muitos serviços prestou à catequese e civilização dos seus irmãos, sendo nesse sentido muito coadjuvado por Guido Tomás Marlière, seu padrinho de batismo, a quem esse chefe índio e seus companheiros muito deveram. Foi Guido Pokrane soldado da 2ª Companhia da Montanha no Rio Doce, assim como diretor da aldeia de índios do Manhuaçu no Cuieté. Homem enérgico, não só os seus como os índios de outras tribos lhe obedeciam. Sua Majestade o imperador muito o estimava, tendo sido até padrinho de um de seus filhos. Em algumas viagens que fez ao Rio de Janeiro foi ali admirado, não deixando nunca de visitar em todas elas ao Sr. D. Pedro II que o acolhia com benevolência.(527)

Idem. Neste ano, pela lei nº 4 de 24 de julho, que mais tarde sofreu diversas alterações como fosse em 1854, 1858, 1864, 1867, 1872 e 1877, foi criado nesta capital um estabelecimento de instrução primária e secundária, que foi instalado na sala do edifício do antigo Convento dos Jesuítas, por baixo da repartição da Tesouraria de Fazenda.(528) Ensinava-se nesse estabelecimento o latim, língua nacional, francês, aritmética, caligrafia e doutrina; mais tarde, em 1854, sofreu alterações dando-se-lhe outras proporções e sob o título de Liceu da Vitória, depois ainda passou por nova fase, dando-se ainda o título de Ateneu Provincial. Este estabelecimento chegou ao estado em que hoje existe, com todos os preparatórios precisos à matrícula nas academias do Império.

Idem. É nomeado por carta imperial de 19 de outubro deste ano presidente desta província o bacharel D. Manoel de Assis Mascarenhas, que prestou juramento e tomou posse da administração no dia 1º de dezembro do mesmo ano,(529) sendo exonerado a 11 de agosto de 1845.

 

Nota: 1ª edição do livro foi publicada em 1879
Fonte: Província do Espírito Santo - 2ª edição, SECULT/2010
Autor: Basílio Carvalho Daemon
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2018

História do ES

A Matriz de Santa Cruz – Por Levy da Rocha

A Matriz de Santa Cruz – Por Levy da Rocha

O pintor François Biard e o Imperador D. Pedro II visitaram a Vila de Santa Cruz, respectivamente, em fins de 1859 e começos de1860

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Ano de 1550 – Por Basílio Daemon

A Alfândega, pelas investigações que fizemos, e como adiante se verá, no século XVII parece-nos ter sido estabelecida no local em que existe a casa de propriedade do Sr. Firmino de Almeida Silva 

Ver Artigo
Ano de 1539, 1540, 1547 e 1549 – Por Basílio Daemon

A escritura de doação foi firmada ainda em 1540, no entanto apenas em 1549 o monarca assinaria a carta de confirmação dela a pedido de Duarte de Lemos   

Ver Artigo
Doação da Ilha de Vitória a Duarte de Lemos

Mais uma vez a história do Espírito Santo traz “novos” fatos que favorecem o fim da cobrança da taxa de marinha na Ilha de Vitória

Ver Artigo
A antiga localização de Santa Catarina das Mós

No mapa do Império Brasileiro, de 1868 e elaborado por Cândido Mendes, a localidade de Santa Catarina das Mós situava-se ao sul da foz do rio Itabapoana

Ver Artigo
Ano de 1536 e 1537 – Por Basílio Daemon

Faz Vasco Fernandes Coutinho doação da ilha de Santo Antônio a Duarte de Lemos, que em sua vinda o acompanhara da Bahia 

Ver Artigo