Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Ano de 1862 – Por Basílio Daemon

Revista do IHGB, 1862 - Autor: Brás da Costa Rubim

1862. É instalada a 25 de maio deste ano a 1ª sessão da 14ª legislatura da Assembleia Legislativa Provincial concernente aos anos de 1862 a 1863, sendo a mesma composta dos deputados: coronel Dionísio Álvaro Resendo, vigário Manoel Antônio dos Santos Ribeiro, padre Joaquim de Santa Maria Madalena Duarte, major Francisco Gomes Bittencourt, bacharel José Camilo Ferreira Ribeiro, alferes Manoel de Morais Coutinho e Castro, padre Francisco Antunes de Siqueira, Carlos Augusto Nogueira da Gama, Dr. José Joaquim Rodrigues, Fabiano Martins Ferreira Meireles, Dr. Florêncio Francisco Gonçalves, José Cláudio de Freitas, Manoel da Silva Simões, Aires Loureiro de Albuquerque Tovar, José Sebastião da Rocha Tavares, vigário João Pinto Pestana, major Caetano Dias da Silva, capitão João Crisóstomo de Carvalho, capitão Francisco Rodrigues de Barcelos Freire, vigário Miguel Antunes de Brito.(661) Foi composta a mesa no primeiro ano da legislatura: presidente bacharel José Camilo Ferreira Rebelo, 1º secretário vigário João Pinto Pestana, 2º secretário padre Francisco Antunes de Siqueira.(662) No segundo ano foi reeleita a mesa à exceção do 2º secretário.

Idem. É publicado neste ano, na Revista do Instituto Histórico, um pequeno dicionário sob[re] a topografia da província pelo espírito-santense Brás da Costa Rubim.(663)

Idem. É nomeado por decreto de 6 de outubro deste ano, juiz de direito da comarca de São Mateus o bacharel Daniel Acióli de Azevedo, que prestou juramento a 3 e entrou em exercício a 5 de novembro do mesmo ano, sendo a 30 de setembro do ano seguinte nomeado chefe de Polícia de Sergipe.(664)

Idem. É medido e demarcado neste ano o segundo território da Colônia do Rio Novo pelo engenheiro Lassance Cunha,(665) sendo em 1869 dividido em lotes pelo engenheiro José Cupertino Coelho Cintra, ficando o mesmo a 54 quilômetros de distância do primeiro território, que é a sede da colônia. Em 1874 principiou o diretor da dita colônia, engenheiro Joaquim Adolfo Pinto Paca, auxiliado por dois agrimensores, a demarcar prazos para os colonos que se esperavam da Europa, fazendo derribadas, construindo um grande barracão e casas provisórias para recebê-los, os quais, a 16 de julho de 1875, chegaram a Benevente em número de 565 imigrantes tiroleses, que foram acompanhados pelo vice-diretor da Colonização, engenheiro bacharel José Cupertino Coelho Cintra.

Idem. Neste ano, pelo recenseamento feito na Colônia de Santa Leopoldina, existiam 1.016 colonos ali estabelecidos, sendo 542 do sexo masculino, 476 do sexo feminino, sendo maiores 489 e menores 527, havendo 599 solteiros, 37 viúvos e os mais, casados.(666)

 

NOTAS

(661) Ofício de Assembleia Legislativa ao secretário da província remetendo a relação dos nomeados senhores deputados [que se acham reunidos em sessão preparatória]. 22 de maio de 1862. A data que consta no documento difere da de Daemon.

(662) Siqueira, Memórias do Passado, p. XXX.

(663) Rubim, B. C., Dicionário Topográfico, in RIHGB, 1862, 25:597-648.

(664) “Tendo sido nomeado por decreto de 30 de setembro, chefe de Polícia da província de Sergipe, o juiz de direito Daniel Acióli Azevedo, foi removido a 6 de outubro para a comarca de S. Mateus, o da do Paraná, em Minas Gerais, Dr. José Pinto de Vasconcelos que ainda não tomou posse.” [Relatório apresentado à Assembleia Legislativa Provincial do Espírito Santo na abertura da sessão extraordinária no dia 2 de fevereiro deste ano, pelo 1º vice-presidente Dr. Eduardo Pindaíba de Matos, precedido daquele com que o Exm. presidente da província Dr. André Augusto de Pádua Fleury, passou a administração ao mesmo Exm. vice-presidente, 1863, p. 4]

(665) “Em 1857 começaram os trabalhos de demarcação dos lotes pelo engenheiro Ernesto Antônio Lassance Cunha.” Rio Novo. [Nery, Lembranças, p. 123]

(666) “Em 1862 a colônia já possuía 1.016 habitantes, sendo 542 homens e 474 mulheres, 489 maiores e 527 menores, 599 solteiras, 37 viúvas; 320 católicos e 695 protestantes...” [Stange, 100 anos, p. 45]

 

Nota: 1ª edição do livro foi publicada em 1879
Fonte: Província do Espírito Santo - 2ª edição, SECULT/2010
Autor: Basílio Carvalho Daemon
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2019

História do ES

Contestado: zona explosiva

Contestado: zona explosiva

No transcurso das administrações de Carlos Lindenberg, Jones Santos Neves e Francisco Lacerda de Aguiar, nossa história foi marcada por violentos conflitos rurais 

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

A Mata Virgem – Por Auguste François Biard (Parte IV)

Tinham me falado, várias vezes, desde que chegara ao Brasil, de uma terrível cobra, a maior das trigonocéfalas, conhecida pelo nome de surucucu

Ver Artigo
Por que Morro do Moreno?

Desde o início da colonização do Espírito Santo, o Morro do Moreno funcionava como posto de observação assegurando a defesa de Vila Velha e de Vitória

Ver Artigo
A Ilha de Vitória – Por Serafim Derenzi

É uma posição privilegiada para superintender, como capital e porto, os destinos políticos e econômicos do Estado de que é capital

Ver Artigo
A história do Jornal A TRIBUNA

Conheça a história do jornal A TRIBUNA, publicada na resvista da Associação Espírito-Santense de Imprensa (AEI) em 12/2008

Ver Artigo
Intervenção federal - Governo Nestor Gomes

A vinte e seis de maio de 1920 começou a luta armada na Capital, com elementos da Força Policial dividida entre as duas facções 

Ver Artigo