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Araribóia X Villegagnon

Estátua do índio Araribóia, na Curva do Saldanha - Década de 1970

De Araribóia,(4)  comandante de duzentos temiminós que o Espírito Santo mandou à luta contra os franceses de Villegagnon, não é necessário dizer mais que isto: ele e os frecheiros que tinha junto de si decidiram da sorte dos intrusos.

Além do auxílio em homens, a capitania forneceu a Estácio de Sá, de início, mantimentos
(5) e, mais tarde, quando minguavam os recursos materiais da expedição, Belchior de Azeredo foi mandado ao Espírito Santo, no navio Santa Clara, com a missão de, “como Provedor da Fazenda Real della, se provêsse ali do necessario em auxilio da nova Cidadella e sua defensão”.(6)

 

NOTAS

(4) - MÁRIO ARISTIDES FREIRE diz: “Há quem afirme Ararigboia, ou Arariboia, nascido no Espírito Santo” (Capitania, 26). Coube-lhe vingar a afronta sofrida por sua tribo da parte dos tamoios, vendo-se obrigada a emigrar para o Espírito Santo em 1555 (ver p. 82). Em reconhecimento aos grandes serviços prestados às armas portuguesas, foram-lhe concedidos o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo e o posto de capitão-mor da sua aldeia (atual Niterói, cidade do Estado do Rio de Janeiro). Ao que informa frei VICENTE DO SALVADOR (Hist. Brasil, 197), Araribóia foi batizado em 1530, tendo servido de padrinho Martim Afonso de Sousa. Daí o nome usado pelo valente temiminó – Martim Afonso de Sousa, ou Martim Afonso Araribóia – o primeiro figurando na petição cujo traslado existe na Prefeitura de Niterói (FREIRE, op. cit., 27).

– “Nos cronistas, o nome Araryboia, Ararigbóia, ou melhor, Araigbóia, vem como significando ‘cobra feroz’; mas, decompondo-se o vocábulo tupi, acha-se araib, tempo mau, tempestade, tormenta, e bói, cobra: cobra do mau tempo ou da tempestade, que assim chamavam os índios uma serpente aquática, esverdeada e de cabeça escura, cujo grunhir para eles prenunciava mau tempo” (GARCIA, Notas aos Tratados, 358).

(5) - Estudando esta passagem da História do Brasil, Varnhagen assim se expressou: “com o reforço que conseguiu no Espírito Santo, e que foi de consideração” (HG, I, 394).

(6) - SILVA LISBOA, Anais, I, 101.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2017

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