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Aristeu Borges de Aguiar

Massacre de 13 de fevereiro

O presidente capixaba, Aristeu Borges de Aguiar (1928-1930), seguiu a tradição da polícia de “troca de favores” entre os governos estadual e federal: apoiou a candidatura de Júlio Prestes à Presidência da República em 1930. Em razão disso, organizou-se, no Espírito Santo, uma seção da Aliança Liberal, com o objetivo de fazer-lhe oposição.

Os aliancistas capixabas eram liderados por Jerônimo Monteiro, que, desde a crise sucessória de 1920, estava afastado do poder central do Estado. Oportunistas, os jeronimistas viam, na vitória de Getúlio Vargas, a chance de retornar ao governo estadual.

Para a campanha eleitoral de 1930, o núcleo estadual da Aliança Liberal realizou um comício, em Vitória, com a participação estimada de 3 mil pessoas. Discursos inflamados e denúncias de corrupção no Palácio Anchieta provocaram a reação da força policial destacada para a segurança do evento. Segundo a versão mais aceita, a polícia abriu fogo contra a multidão, para dispersá-la. O pânico e a tragédia instalaram-se: tiroteio, tumulto, correria, pisoteamentos, muito feridos e alguns mortos – quatro, cinco ou dez, conforme cada versão. Tal episódio é conhecido como o Massacre de 13 de fevereiro e contribuiu para abalar ainda mais a imagem já desgastada do impopular Aristeu de Aguiar.

Invasão Militar no Estado

Quando a Revolução de 30 foi detonada em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, a reação em cadeia foi instantânea. Era preciso derrubar todos os presidentes estaduais que haviam apoiado a vitória eleitoral de Júlio Prestes e que, por conseguinte, eram fiéis ao presidente Washington Luiz.

O Espírito Santo, por isso, foi invadido por tropas militares revolucionárias provenientes do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Sem forças armadas suficientes para resistir à altura, o presidente Aristeu de Aguiar abandonou o cargo e embarcou para o exílio em um navio cargueiro italiano que estava no porto de Vitória. Seus aliados políticos refugiaram-se em localidades próximas à capital.

As colunas militares percorreram o Estado. Substituíam, nas cidades por onde passavam, os prefeitos que tivessem alguma ligação política com as lideranças estaduais ou federais que estavam sendo afastadas do poder.

Para governar o Espírito Santo, Getúlio Vargas nomeou, por decreto, um militar-interventor: o capitão João Punaro Bley – leia suas Memórias, em texto que abre este capítulo.

Os jeronimistas, por terem apoiado a Revolução, passaram a ter participação na administração do interventor federal. O monteirismo continuava vivo.

Fonte História do Espírito Santo - Uma Abordagem Didática e Atualizada 1935 a 2002 
Autor: José P. Schayder

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Personalidades Capixabas

Levy Rocha

Levy Rocha

Levy Cúrcio da Rocha nasceu em 14 de março de 1916 no município de Muqui. Fez seus primeiros estudos em São Felipe, depois Marapé, atual sede do município de Atílio Vivácqua, então um distrito de Cachoeiro de Itapemirim

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