Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Arquitetura Colonial do Século XVIII – Por Serafim Derenzi

Poucos logradouros guardaram os eixos diretores daquela época, situação que se manteve no Século XIX, conforme a foto de 1911 do Parque Moscoso

Os colonos portugueses, no Espírito Santo, não conheceram conforto doméstico e muito menos o coletivo, por isso, não souberam construir cidades: Vila Velha, Vitória, Nova Almeida, Guarapari e Anchieta, elevadas todas a categoria de vilas, antes do 1760, atestam, insofismavelmente, o mau gosto arquitetônico e a ignorância absoluta das regras mais elementares de construir. Foram pobres demais e ignorantes em grau superlativo.

Pelo meado do século XVIII, o número de sobrados em Vitória é avultado. Todos invariavelmente toscos, inexpressivos e desproporcionados.

As janelas, mal vazadas, temiam a entrada de luz e ar. As sedes das sesmarias afinavam no mesmo diapasão de desconforto e mau gosto. É de se lamentar, pois a arquitetura colonial, nascida do barroco, larga e sombria, que se adaptou no ambiente americano, tem requintes de grandeza. É a alma pródiga do conquistador audaz, que se implantou dominado pela paisagem. Tudo é grande, como grande é o território que o recebe. Não nos transmitiram, os portugueses, nenhum monumento ou edifício, que possa atestar-lhes o indiscutível penhor pelas artes, manifestado com tanto engenho na metrópole. Os poucos conventos construídos pelas Ordens Religiosas e pela fé do povo, no desejo sincero de expiar suas culpas e cultuar a religião cristã, são obras singelas, de valor sem dúvida, mas traduzem parcela modesta no âmbito da arte de construir.

Das velhas residências nenhuma resistiu aos tempos. E fica-se curiosamente perguntando como seriam as casas dos moradores coloniais, da pequena nobreza senhoril, dos capitães privilegiados e das autoridades presunçosas, que usavam calções de seda e chinós frisados em meio à escravatura rota e esfomeada.

No que concerne ao traçado das cidades, o ilogismo foi a regra. É bastante considerar os poucos logradouros da cidade, que guardaram os eixos diretores daquela época: Rua Duque de Caxias, Maria Ortiz, Prof. Azambuja, José Marcelino, Ladeira da Misericórdia orientam-se todas por onde não deviam.

 

Fonte: Biografia de uma ilha, 1965
Autor: Luiz Serafim Derenzi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março/2017

História do ES

A Inquisição no Espírito Santo - Por Mário Freire

A Inquisição no Espírito Santo - Por Mário Freire

Uma ordem régia de 1720, por exemplo, proibiu aos barqueiros e canoeiros cobrarem passagens aos franciscanos, em viagem por mar ou rio, no trecho entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

A trajetória dos partidos políticos capixabas até 1930

A partir de 1822 foi instituído o regime monárquico em nosso País e as capitanias receberam a denominação de províncias

Ver Artigo
Basílio Daemon - Biografia

Por seus filhos capitão Dr. Ticiano Corrégio Daemon e tenente Daemon

Ver Artigo
Viana, O Convento, O retorno ao Rio de Janeiro – Por Saint-Hilaire

Vêem-se o mar em frente ao Morro da Penha, o Monte Moreno e a foz do Ribeirão da Costa, cujas águas, vão entulhar a baía com as areias que carregam

Ver Artigo
Antônio Pacheco de Almeida, alcaide-mor da vila do Espírito Santo, 1707

Antônio Pacheco, para o lugar de alcaide-mor da vila do Espírito Santo, cabeça e comarca da capitania do mesmo nome, de que sou donatário

Ver Artigo
Governador Rubim se dirigindo às diversas autoridades da capitania,1817

Sejam isentos do pagamento de dízimo o terreno que não estiver cultivado, ou concedido por sesmaria, mas que...

Ver Artigo