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Auto de Aclamação e Levantamento

Revista do IHGES - nº 65

(Publicado no livro "As Câmaras Municipais e a Independência", vol. 1, pg. 180, 1973)

Ano do nascimento de N. S. Jesus de 1822 aos 12 dias do mês X do dito ano, nesta vila da N. Almeida, da Província do Espírito Santo, nos Passos do Conselho e casas da Câmara, onde se achavam reunidos o Juiz Presidente Francisco Gonçalves dos Banhos, Vereadores João Baptista da Costa, Antônio da Costa Amorim, Faustino José Santa Anna e o Procurador do Conselho Antônio Leite de Alvarenga, comigo escrivão do seu cargo abaixo declarado, e mais pessoas da nobreza, clero e povo nesta Vila e, no termo abaixo assinados, unanimemente, por todos foi aclamado por Primeiro Imperador Constitucional do Brasil e Senhor D. Pedro, hoje Príncipe Regente Protetor e Defensor Perpétuo deste vasto Império, que o mesmo Senhor prestaria previamente juramento solene de jurar, guardar, manter, defender a Constituição Política, que fizer a Assembléia Geral Constituinte e Legislativa deste novo Império do Brasil, cujo ato se fez com toda solenidade a ele devida, e com todas as circunstâncias costumadas, levantando todos a vós, gritando os vivas seguintes: Viva a nossa Santa Religião, Viva a Independência do Brasil, Viva a Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Brasil, Viva o Imperador Constitucional do Brasil o Sr. D. Pedro I, Viva a Imperatriz do Brasil e a Dinastia de Bragança imperante no Brasil, Viva o Povo Constitucional do Brasil, o que foi uma e muitas vezes repetido, e aplaudido com salvas, e ao depois saindo todos pelas ruas públicas da mesma Vila dando vivas acima declarados, estes eram repetidos com acenos de lenços e repetidos salvas no que mostraram o grande contentamento e alegria que tiveram, recolhida a Câmara e o Povo nos Paços do Conselho, onde Reverendo Vigário desta Vila, e fregueses foram recitados três sonetos com suas rimas, e pelo Minorista Manoel José Ramos, outros repetidos vivas ao Senhor D. Pedro I, Imperador Constitucional do Brasil, ao depois do que o Reverendo Vigário Joaquim Gomes de Jesus encaminhando-se à Igreja Matriz, Presidente e mais oficiais da Câmara, Nobreza e mais Povo celebrou missa solene cantada, e no fim Te Deum com o Santíssimo Sacramento exposto, ao depois do que fez uma oração análoga ao mesmo assunto com muito aplauso de todos os circunstantes havendo-se iluminado na noite antecedente a este ato todo o Povo desta Vila, e entusiasmados a continuar por mais noites; do que para constar mandaram fazer este auto em que assinaram. E eu, Manoel José Ramos, escrivão da Câmara que o escrevi – Francisco Gonçalves dos Banhos, João Baptista da Costa, Antônio da Costa Amorim, Faustino José de Santa Anna, Antônio Leite de Alvarenga, Manoel José Ramos, escrivão da Câmara. (Seguiram-se mais de 61 assinaturas).

 

Nota: Dados, para a História do Espírito Santo, colhidos pelos irmãos Francisco, Antônio e Pedro Feu Rosa nos arquivos do Rio de Janeiro, os quais foram entregues para publicidade ao IHGES

Fonte: Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Nº 65, ano 2011
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2013

 

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