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Carlito Von Schilgen

Carlito Von Schilgen

Que faríamos de nós sem o amanhã? O passado embora extremamente agradável de recordar, está morto. O presente está sempre a puxar por nós. Mas o amanhã é o paraíso do sonhador. Tudo é possível amanhã; nenhum sonho é demasiadamente louco, nenhum objetivo parece inatingível...

Talvez seja desta forma que pense o abnegado e Incansável médico CARLITO VON SCHILGEN. Homem que jamais soube viver sem servir, provavelmente transformaria em oração a famosa exaltação de Sir Alec Paterson: “Ó DEUS, AJUDAI-NOS A SER SENHORES DE NÓS MESMOS, PARA QUE POSSAMOS SER OS SERVOS DOS OUTROS”.

Ser o servo do povo, eis o objetivo deste homem cuja atuação na vida pública do Estado tem sido marcada por imensa dedicação ao próximo.

Sua filosofia política ele a denomina de ecumênica: aproveitar o que há de bom em todas as filosofias e aplicar em benefício do povo.

CARLOS ALBERTO LINDENBERG VON SCHILGEN, ou simplesmente, o DR. CARLITO como é mais conhecido, é filho de um dos homens que mais amou o Espírito Santo: Nicolau Von Schilgen, casado com a Sra. Laura Lindenberg Von Schilgen. Ao morrer, o “velho” Nicolau deixou como maior herança para os filhos sua honestidade incontestável, seu carinho pelo povo de Vitória, sua grande paixão pela natureza. Seu maior sonho era ver o filho, CARLITO, como governador do Estado, no Palácio Anchieta, confiando que ele realizasse pela Cidade onde viveu e por seu povo, tudo aquilo que aspirou e desejou.

Médico, CARLITO é titular da Cadeira de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Vitória.

Casou-se com a Sra. Maria José Vivacqua Von Schilgen, de cujo casamento nasceram LETÍCIA e CARLOS NICOLAU, tendo dois netos Luciano e Cláudio Von Schilgen Ferreira.

Antes de ingressar na política, CARLITO VON SCHILGEN, conquistou uma infinidade de adeptos, devido sua atuação humanística na Santa Casa, no seu consultório particular, em outros hospitais, onde operava ou consultava de graça, não lhe importando a condição social do doente, se era ou não associado aos antigos IAP’s ou hoje ao INPS.

Foi graças a esta gratuita atividade médica que, pressionado por amigos, aceitou em 1959, a incumbência de gerir os destinos do Departamento Estadual de Saúde – DES, no Governo Carlos Lindenberg, no tempo em que ainda não havia sido criada a Secretaria de Saúde. No desempenho desta função, o jovem médico CARLITO haveria de conquistar não somente Vitória, com suas campanhas em benefício da mãe pobre, fornecendo-lhe leite gratuito; a construção de creches; o combate à mortalidade infantil; a expansão do Hospital N. S. da Glória e seu reaparelhamento; construindo 689 serviços de abastecimento de água no interior, 9 Postos de Saúde no interior e um Centro de Saúde em Vila Velha; a criação de Comandos Sanitários que percorreram todo o Estado prestando assistência médica, vacinando e fazendo abreugrafias. Graças a esta sua atuação, chamou a atenção da Sra. Sara Kubitschek, esposa do Presidente Juscelino, que realizava idêntico trabalho em todo o Brasil, através da LBA e das Pioneiras Sociais., Desde então,CARLITO tornou-se conhecido dos Kubitschek dos quais se tornou amigo, especialmente do presidente Juscelino, que recebeu em seu sítio em Guarapari, e ao qual se refere dizendo: “JK PLANTOU PARA A ETERNIDADE. FOI O ESTADISTA DO SÉCULO. TIVE O PRIVILÉGIO DE RECEBÊ-LO EM MINHA CASA EM GUARAPARI EM 1961, QUANDO JÁ SE ENCONTRAVA NO OSTRACISMO, COMBATIDO E ABANDONADO...”

Devido a sua influência no meio político durante a última gestão do governador Carlos Lindenberg, CARLITO viu-se transformado por seu carisma pessoal em autêntico líder. Em torno dele gravitava a mocidade, os políticos jovens, os coronéis do interior, todos esperançosos de um moço no Governo, que provocasse a demarragem do Espírito Santo, libertando-o de sua crônica pobreza, e do cativeiro da lavoura do café.

Sob a legenda de um futuro governo de “SANGUE NOVO”, o jovem médico CARLITO acabou cedendo a tantos pedidos e partindo para a conquista de sua indicação como candidato do Partido Social Democrático para disputar as eleições governamentais de 1962. Parecia um desafio impossível a um jovem desconhecido, que jamais havia sido candidato a coisa alguma, sem tinha sido – como diziam – batizado no fogo das urnas. Neste período ele foi ajudado por muitos amigos, mas de todos um ele recorda com saudade: Antônio Vieira de Rezende, irmão do atual governador que ele operou com extrema perícia e grande fé, sem entretanto salvá-lo da terrível enfermidade que o atacou. Antônio Rezende defendeu a candidatura de CARLITO com extremada paixão. Entretanto, ele iria perder por um único voto, a Convenção do PSD que, em 1962, indicou o Sr. Jones dos Santos Neves como seu candidato, tendo sido o mesmo derrotado pelo Sr. Francisco Lacerda de Aguiar.

Decepcionado com a política, CARLITO VON SCHILGEN recolheu-se à sua antiga vida de sacerdote da medicina, prestando os mesmos serviços gratuitos e aumentando o seu já imenso número de admiradores e amigos.

Em 1975, novamente por imposição dos amigos, voltou à política como Vice-Governador, eleito pela ARENA, através da Assembléia Legislativa do Estado, cargo que exerceu até 1978, quando se desincompatibilizou para ser candidato pelo mesmo Partido a Senador, obtendo, então, contra os prognósticos mais derrotistas dos seus adversários uma grande votação nas urnas, mostrando o seu verdadeiro prestígio pessoal.

Em 1979 foi nomeado, pelo Governador do Estado, Prefeito de Vitória, alcançando um dos patamares sonhados por seu pai. E ao chegar à Prefeitura, CARLITO, diria: “Meu único objetivo é cumprir a promessa de dar a Vitória o período mais fascinante de sua História”, o que já começou a cumprir, abraçando a causa da PROMORAR, que vai resolver o problema das favelas e alagados de nossa Capital em definitivo.

Ao completar 13.000 operações em 1968, CARLITO, recebeu voto de congratulações da Câmara Municipal de Vitória.

Médico por concurso de provas (2º lugar), ingressou em 1963 no INPS, ex-IAPFESP.

É cidadão honorário pelos seguintes município: Vila Velha; Anchieta; Serra; Cariacica; Alegre; Guarapari; Mantenópolis; Santa Teresa; Itapemirim; Bom Jesus do Norte; Colatina; Rio Novo do Sul.

Possui as medalhas “Amigo da Marinha” e Medalha de Ouro do Sindicato dos Trabalhadores em Ferrovias do Estado do Espírito Santo, por serviços relevantes prestados.

Foi em 1966, Paraninfo da Faculdade de Odontologia; paraninfo de uma centena de Escolas, quer no interior, quer na Capital. Paraninfo da Associação dos Sargentos da Polícia Militar do Espírito Santo desde 1973; paraninfo do “NPOR”, turma de 1973, do 38º BI; paraninfo da Escola de Medicina de Vitória em 1975; Patrono da Turma da FAESA em 1977; Patrono da Faculdade de Medicina de Vitória em 1978.

Publicações de sua autoria: “Sangue Novo”; “A Grande Meta”; “Clamores”, depoimento prestado perante a Comissão de Inquéritos, Câmara Federal, sobre empobrecimento dos Municípios.

Realizou conferências sobre os seguintes temas: “Maconha”; “Câncer”, como conferencista do ex-serviço Estadual de Câncer. É membro da “ADESG”; membro do Colégio Internacional de Cirurgiões; Membro da Associação Médica Brasileira; Membro da Associação Médica do Espírito Santo; Coordenador dos cursos de Cancerologia do Estado do Espírito Santo (1976 – 1977 – 1978); possui, também, com muita honra, a Comenda Vasco Fernandes Coutinho, que lhe foi outorgada pela Polícia Militar do Estado.

CARLOS ALBERTO LINDENBERG VON SCHILGEN, o Dr. Carlito, homem do povo e um líder nato, diz que atualmente está interessado somente no bom desempenho do cargo de Prefeito de Vitória. Seus amigos, entretanto, acham que o futuro a Deus pertence, que sendo homem público, ele acabará por rever sua posição e, possivelmente, permanecerá na vida política do Estado.

Como se disse no início da história de sua vida, para homens como CARLITO, “senhores de si mesmos”, o destino reservou a “tarefa de permanecerem servos dos outros”.

 

Fonte: Personalidades do Espírito Santo, 1980
Autores: Maria Nilce e Juarez Magalhães
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2012 

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