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Curiosidades Espírito-santenses - Por Eurípides Queiroz do Valle - V

Cachoeira de Matilde, ES

A natureza espírito-santense, pela variedade de seus aspectos e pela riqueza de panoramas que oferece, é uma das mais belas do Brasil. Os seus vales profundos e férteis, as suas montanhas de feitios bizarros e caprichosos, os seus altiplanos verdes, as suas quedas d’água estrepitosas, os seus regatos límpidos e murmurantes, as suas matas-virgens impenetráveis, os seus lagos e lagoas tranquilos, representam uma festa constante para os olhos. Não se penetra em terras capixabas sem que o espírito se alvoroce com a riqueza dos quadros que se sucedem. Arthur Magarinos dizia em 1912: - “Inenarrável o misto de pasmo e alegria de que me senti possuído ao penetrar pela primeira vez, pela natureza majestosa do interior do Espírito Santo”. Quem da Capital, por exemplo, demanda à cidade sulina de Cachoeiro de Itapemirim, pela estrada de ferro Leopoldina, se deslumbra com o que vê. Em certos trechos, a estrada atinge a altitudes superiores a 600 metros. Em muitos desses trechos a via-férrea se desenvolve sobre as cristas das montanhas, do alto das quais se descortinam cenários empolgantes. São vales amplos no fundo dos quais se destacam, aqui e ali, as pequenas fazendas, os sítios, os pomares, as lavouras, os cafezais, os rebanhos, as igrejinhas brancas, num deslumbramento constante. Os seus rios ora serenos, amplos e majestosos como esse pequeno Amazonas que é o Rio Doce, ora a romper, violentos, os obstáculos e empecilhos da descida em tombos e quedas espetaculares, como esse irrequieto Santa Maria; os seus lagos, as suas lagoas como essa Juparanã decantada, com os seus 48 quilômetros de circunferência; as planícies de Linhares e São Mateus ao norte a se perderem de vista, o feitio caprichoso de suas serras e montes a lembrarem perfis diversos, as suas enseadas graciosas e tranquilas, as suas praias ora claras, ora morenas, ricas de radioatividade e de tão benéficos efeitos para a saúde; tudo isso faz, realmente, do Espírito Santo, aquela Canaã que a pena de Graça Aranha imortalizou no romance famoso.

 

Fonte: Torta Capixaba (ensaios, crônicas, poesias...), 1962
Autor: Eurípides Queiroz do Valle
Compilação: Walter de Aguiar Filho, dezembro/2012 

 

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