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Divisão administrativa do município de Vitória, 1937

Edifício do Pronto Socorro, Avenida Capixaba em Vitória - 1937

Ao norte com o da Serra, pelos morros do Céu e Mestre Álvaro, Rio Jacaraípe, até Mulembá e daí a povoação Manguinhos, até o Oceano; ao Sul com o Rio Santa Maria, baía de Vitória, fazendo os limites com os municípios de Cariacica e Espírito Santo; a leste com o Oceano Atlântico e a oeste, pelo Rio Santa Maria, até o primeiro córrego além da povoação do Queimado, subindo por ele até o alto do morro Itapocú e daí a Itayobaia, Morro Mororoma, Brejo, Tabuá e Morro do Céu. Pertencem ao município da capital dois distritos, com as denominações de Queimado e Carapina.

O município da capital é dividido em três zonas: - urbana, suburbana e rural. A zona urbana, parte da Avenida Duarte Lemos na Vila Rubim e vai terminar no Forte de São João (Trianon); a zona suburbana a partir desse ponto até a Ponte da Passagem, e compreendendo todo o bairro de Santo Antônio e Caratoira, como também os arrebaldes Suá, Praia Comprida, Bomba, Santa Lúcia, Maruipe, Jucutuquara. O perímetro suburbana de Santo Antonio compreende toda a área partindo do final da Av. Duarte de Lemos vai terminar na Ilha das Caieiras com os seguintes limites: Ao oeste Baía de Vitória, ao sul Av. Duarte Lemos e vertentes, ao leste vertentes dos morros de Vitória.

O perímetro suburbano do Forte de São João, Jucutuquara, Praia do Suá, Praia Comprida, Santa Lúcia, Bomba e Maruípe, abrangerá a área que se estende no fim da rua Barão de Monjardim até a Ponte da Passagem com os seguintes limites: Ao sul e a leste com a Baía de Vitória; ao norte com o canal da Passagem; a Noroeste estendendo-se a uma faixa de 200 metros circunjacentes da estrada de Jucutuquara a serra e a Sudoeste  as vertentes da Av. Vitória, a zona rural, a partir da Ponte da Passagem e compreendo todos os distritos – Queimado e Carapina, inclusive ilha adjacentes.

MATADOURO MUNICIPAL

O Matadouro Municipal, situado no lugar denominado Goyamú, município de Cariacica, fronteiro a capital, foi construído em 1929, e está dotado de todos os requisitos de higiene.

Está este serviço entregue ao Dr. Higienista Mario Batalha.

As rezes abatidas no referido Matadouro tem sido rigorosamente examinadas, bem como a carne antes de distribuição a população.

Para se fazer idéia das atividades da Higiene Municipal é interessante a leitura dos seguintes dados:

Em 1935 – Foram abatidas 5.147 cabeças de gado vacuum, num total de 1.110.868 kilos, dos quais foram condenados 38 animais, sendo 26 por tuberculose, 5 por abscesso de fígado e 3 por septicemia – Foram abatidos 3.134 animais suínos, num total de 114.293 kilos, sendo condenados 91, dos quais 70 por cisticercose, 20 por tuberculose e 1 por traumatismo.

Em 1936 – Foram abatidas 5.905 cabeças de gado vaccum, num total de 1.198.407 kilos, dos quais foram condenados 50 animais, sendo 45 por tuberculose, 4 por abscesso de fígado e 1 por traumatismo.

Foram abatidos 3.327 animais suínos num total de 115.035 kilos, sendo condenados 116, dos quais 94 por cisticercose, 19 tuberculose e 3 por traumatismo.

Todos destinaram-se à venda nos açougues da Capital pelo Sr. Álvaro de Vasconcelos Cruz, atual contratante dos serviços de carnes e pelos senhores interessados, Silva Cruz & Cia e Romeu Netto, não havendo transformação dos mesmos para fins industriais. Nota-se em relação ao movimento ao ano anterior, um sensível aumento na matança de gado na capital, de 658 bolvinos, 138 suínos, correspondendo, quanto ao peso respectivamente a 97.539 e a 812, no total de 98.351 kilos.

É o Matadouro Municipal dotado de um pequeno laboratório de pesquisas, com microscópio, reativos e diversos aparelhos e bem assim de Museu. O exame médico é o mais cuidadoso possível, sendo os animais passados por rigorosa inspeção “ante-mortem” e “post-mortem”, em obediência ao Decreto nº 24.550 de julho de 1934, que aprova o “Regulamento da Inspeção Federal de Carnes e seus derivados.”

 

Fonte: Revista Annuário do Espírito Santo, 1937
Compilação: Walter de Aguiar Filho, dezembro/2017

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