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Domingos José Martins, a morte pela liberdade

Placa em homenagem a Domingos Martins, na Assembléia Legislativa em Vitória

Domingos Martins nasceu em Itapemirim, onde moravam seus pais.

Estudou na Bahia e depois seguiu para Portugal, onde aprimorou-se nos estudos. De Portugal passou à Inglaterra, onde trabalhou numa casa comercial. Regressando ao Brasil, fixou-se em Recife, ainda como comerciante.

Pernambuco, naquele ano de 1817, era uma das mais adiantadas províncias do Brasil.

O nativismo nacional se propagava e os ideais de liberdade eram discutidos em reuniões sigilosas. Domingos Martins, próspero economicamente, queria, acima de tudo, a independência política de sua gente e participava ativamente das reuniões em que se discutia e planejava a Revolução da Independência, bem como a Proclamação da República.

Lisboa abafava rudemente o anseio de liberdade da colônia.

E explode a Revolução. Em 1817, as ruas de Recife se tingem do sangue dos sonhadores da Independência.

Domingos Martins, desde a primeira hora, põe todos os seus recursos, e, mais do que isso, toda a sua alma, a serviço da causa da liberdade.

Mas não era ainda dessa vez que se conseguiria a emancipação política. Os patriotas de Pernambuco foram vencidos. E Domingos Martins foi condenado à morte.

Em 12 de junho de 1817, no Campo da Pólvora, na cidade de Salvador, morreu Domingos José Martins, homem ilustre nascido na planície litorânea do Sul do Espírito Santo.

 

Fonte: Jornal A Gazeta, A Saga do Espírito Santo – Das Caravelas ao século XXI – 23/09/1999
Pesquisa e texto: Neida Lúcia Moraes
Edição e revisão: José Irmo Goring
Projeto Gráfico: Edson Maltez Heringer
Diagramação: Sebastião Vargas
Supervisão de arte: Ivan Alves
Ilustrações: Genildo Ronchi
Digitação: Joana D’Arc Cruz    
Compilação: Walter de Aguiar Filho, junho/2016

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