Morro do Moreno: Desde 1535
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Efemérides da Penha - Por Frei Venâncio Willeke O. F. M.

Convento da Penha Expedição Thayer - Hartt, 1870

Santuário e Convento

1558 Trazendo um painel de Nossa Senhora chega da Bahia a Vila Velha o irmão franciscano Frei Pedro Palácios, disposto a levar vida de ermitão-missionário. Aos poucos levanta a ermida de S. Francisco no chamado "campinho" e depois a capela de N. Sra. no ponto mais alto do mesmo morro.

1570 Vinda a imagem de N. Sra. celebra Frei Pedro mais uma vez a festa, na segunda-feira depois da Pascoela e morre na capela de S. Francisco.

1573 Romarias de Padres Jesuítas ao Santuário da Penha, depois, de salvos do naufrágio, e outra vez em 1584, segundo relata o Pe. Cardim, S.J.

1589 O 1º Custódio franciscano, Frei Melchior de Sta. Catarina, a pedido dos capixabas, manda de Olinda dois religiosos, Frei Antônio dos Mártires e Frei Antônio das Chagas, para fundarem convento em Vitória.

1591 6 de dezembro: Da. Luiza Grimaldi, governadora do Espírito Santo, oferece aos franciscanos a escritura de doação do Morro da Penha.

1592 Os franciscanos de Vitória assumem o culto divino dominical e a assistência espiritual aos romeiros da Penha.

1609 18 de fevereiro: O Guardião de Vitória Frei Antônio da Estrela promove a trasladação dos restos mortais de Frei Palácios, da Penha para o convento de S. Francisco (Vitória).

1616 27 de julho: O Custódio Frei Vicente do Salvador instaura, em Vitória, o processo informativo para beatificação de Frei Pedro Palácios, sem levá-lo a termo.

1627  Frei Vicente do Salvador, Pai da História do Brasil, descreve em sua obra prima o santuário da Penha.

1628   Em cumprimento de promessa, visita à Penha D. Luís de Cespedes Xeria, governador do Paraguai.

1639  Frei Paulo de Sto. Antônio, guardião de Vitória, inicia a ampliação do Santuário da Penha.

1643 Invadindo Vila Velha, os holandeses não conseguem tomar a Penha.

1650  21 de novembro: O capítulo custodial da Bahia, presidido pelo Pe. Custódio Frei Sebastião do Espírito Santo, resolve a fundação do convento da Penha, nomeando superior a Frei Francisco da Madre de Deus.

1651 Após os trabalhos preparatórios, Frei Sebastião lança a primeira pedra, nos alicerces.

1652 O Governador Salvador Correa de Sá e Benevides oferece vultosa doação para as obras do convento da Penha, sendo agraciado com a admissão à confraternidade dos benfeitores.

1653 Os holandeses invadem o Santuário, roubando-o, profanando-o.  — D. João IV concede ao convento da Penha, para o culto divino, a ordinária anual de vinho de missa, azeite, farinha de trigo para hóstias e cera.

1660  Terminam as obras de construção do convento da Penha.

1669 A imagem de N. S. da Penha segue em procissão para Vitória, onde permanece 15 dias para debelar uma terrível epidemia.

1675  Criada a Província Franciscana da Imaculada Conceição, com sede no Rio de Janeiro, o convento da Penha passa para a mesma.

1730  Frei Apolinário da Conceição atesta que os "romeiros concorrem de todos os estados" e referindo-se aos frades: "assistem aqui como capelães e serventes desta Senhora 15 religiosos que, cultivando o coro nas horas do dia, não faltam nunca ao da noite".

1750   O Provincial Frei Agostinho de S. José manda aumentar o prédio do convento da Penha.

1761  Em Lisboa sai do prelo a obra de Frei Jaboatão "Novo Orbe Seráfico Brasílico" que longamente trata de Frei Pedro Palácios e da Penha.

1765  O Convento aumentado conta 23 franciscanos, sendo 12 sacerdotes, 6 coristas e 5 irmãos.

1769  Durante a tremenda seca, a imagem de N. Sra. da Penha segue em procissão marítima para Vitória, obtendo-se com muitas orações a desejada chuva.

1770 O Guardião Frei Tomás de Sta. Catarina reconstrói grande parte do convento que ameaçara ruir. — O "Poema Mariano" de 1770 menciona a capela do Bom Jesus no campinho e os Passos ladeira acima.

1777  Frei Francisco de Jesus Camargo, guardião da Penha, termina várias obras: reconstrução da casa dos romeiros, calçamento da ladeira e construção dos muros dela.

1802  Abre-se, no convento da Penha, um curso de língua indígena para os missionários franciscanos do Espírito Santo e de S. Paulo.

1807 Morre afogado no mar o presidente do convento Frei Lourenço da Piedade.

1821 O Guardião Frei Francisco do Monte Alverna realiza importantes, melhoramentos no santuário e no convento, apesar de contar apenas três súditos, em conseqüência do fechamento dos noviciados, desde 1764.

1824  Dom Pedro I determina que prossiga em vigor a doação anual de 30 novilhos feita à Penha pelo Governador Sá e Benevides. De fato continua, até 1849.

1842 O Pe. Diogo Antônio Feijó passa uma temporada na Penha. 

1844  A Assembléia do Espírito Santo vota a lei no. 7 de 12 de novembro, declarando o dia da festa da Penha "de grande gala" e feriado para as repartições públicas.

1849 Frei Vitorino de Sta. Felicidade que em várias guardianias efetuou relevantes serviços de restauração, rubricou o 1º "Livro de Visitas" da Penha.

1853  Frei João Nepomuceno Valadares levanta oito casas de romeiros e restaura boa parte da Penha.

1856 Durante a epidemia do cólera-morbo, a imagem do Menino Jesus da Penha segue em procissão para Vitória e a Serra.

1860 O casal imperial D. Pedro II e Da. Teresa Cristina visitam a Penha, sendo o guardião Frei João Valadares nomeado pregador imperial.

1862 O mesmo guardião reedificou o frontispício da capela do Bom Jesus.

1867 Frei Teotônio de Sta. Humiliana, último guardião canonicamente eleito entrega o cargo, tendo em 1864 colocado a lousa comemorativa de Frei Palácios, na Gruta deste.

1874 O administrador da Penha, Frei João do Amor Divino contrata o escultor José Fernandes Pereira para obras demoradas encarregando-o da escultura do zimbório, retábulos, cornijas, capitéis e arcadas enquanto Vitor Meireles é incumbido das pinturas dos retábulos.

1879 Dom Pedro Lacerda, Bispo do Rio de Janeiro, proíbe por decreto de 14 de abril a celebração de festas de N. Sra. da Penha fora do seu famoso Santuário.

1880  O mesmo Prelado visita a Penha.

1881 O Papa Leão XIII concede indulgência aos romeiros da Penha.

1898 A Sta. Sé confia o Santuário da Penha à diocese do Espírito Santo, na pessoa do 1º Bispo, D. João Batista Correia Neri.

1902 O 2º Bispo, D. Fernando de Sousa Monteiro incentiva as romarias e reforma o interior do Santuário.

1910 O Comendador Cícero Bastos oferece o mármore para o altar mor da Penha, o qual é inaugurado a 8 de setembro desse ano.

1912 A Sta. Sé confirma a vontade dos capixabas declarando e proclamando N. Sra da Penha Padroeira da diocese do Espírito Santo.

1918  O 3º Bispo, D. Benedito de Alves Sousa adapta o convento da Penha para retiros do clero.

1927 Inauguração das 4 valiosas telas de Benedito Calixto que evocam a história da Penha.

1942  Voltam para a Penha os franciscanos, sendo o 1o. superior Frei Luís Wand, ex-missionário dos Índios Mundurucu do Pará.

1951 8 de setembro: Em Vitória, ao ensejo do IV Centenário da Cidade, a solene coroação de N. Sra. da Penha pelo Núncio Apostólico, D. Carlos Chiarlo, legado do Papa Pio XII.

1953  1 de maio: D. José Joaquim Gonçalves, Bispo do ES, procede à sagração do Santuário da Penha, incluindo no altar mor relíquias de S. Pio X, Maria Goretti e de outros santos.

1958  Sob a presidência do 1º Arcebispo do Espírito Santo, D. João Batista da Mota e Albuquerque, comemora-se o IV Centenário da chegada de Frei Pedro Palácios a Vila Velha.

1970 IV Centenário da santa morte do servo de Deus Frei Pedro Palácios, havendo, além das comemorações religiosas, o lançamento de um selo postal alusivo.

 

Fonte: Antologia do Convento da Penha, ano 1974
Autor do livro: Frei Venâncio Willeke O. F. M.
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2016

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