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Em defesa da memória – Por Maurício José da Silva

Painel Informativo Cultural maio/junho 1989

Cidadãos e homens públicos devem estar conscientes da importância da preservação do patrimônio cultural da sua comunidade. Para isto, é indispensável a união de esforços que viabilizem uma política de ação permanente. O Departamento Estadual de Cultura tem procurado dinamizar sua Divisão de Memória, adotando uma filosofia de trabalho que se sustenta em duas linhas de ação: a dotação, de recursos técnicos necessários à localização e preservação de documentos, dados e informações de valor histórico para o Espírito Santo e a democratização do acesso a esse patrimônio.

Um povo que não tem memória, que não tem passado, está impedido de viver seu presente e construir seu futuro. A cultura, assim como todas as manifestações do conhecimento humano, depende fundamentalmente da circulação de informações para sua evolução. No Espírito Santo, ainda hoje, sofremos conseqüências de um isolamento imposto durante muitos anos, até o início deste século, por problemas econômicos. Por causa disso, pouco se conhece da nossa riqueza cultural. Só mais recentemente, a importância de autores como, Aristides Freire e Amâncio Pereira (resgatados pelo pesquisador Oscar Gama, que neles centralizou grande parte de seu livro Teatro Romântico Capixaba, publicado pelo DEC em 1987) ganhou o destaque merecido.

Para suprir em parte desta carência juntamos a este título publicações como o catálogo Dramaturgia Capixaba, reunindo informações sobre a maioria dos textos escritos e encenados no Estado nos últimos 20 anos; as peças vencedoras do Concurso Capixaba de Dramaturgia (com dois títulos lançados este ano) e a Série Fonográfica Capixaba, enriquecida em 89 com o lançamento do LP Maria Cibeli - a Rainha do Rádio.

Agora nos cabe buscar novos recursos para equipar museus e bibliotecas, garantindo condições ideais de preservação a todo nosso acervo. Só assim o capixaba poderá comprovar a riqueza da sua cultura, constituída com base nas diferentes etnias (índio, negro e europeu) que formam seu povo. Resgatar este patrimônio, é meta que, por si, justifica todo o esforço.

 

Fonte: Painel – Informativo Cultural, maio-junho/1989, Departamento Estadual de Cultura – Ano III – nº 05
Autor: Mauricio José da Silva, Diretor Geral do DEC
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2016

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