Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Energia - Incentivo é pelo sistema monofásico

Na foto, produtores ajudam na extensão das linhas

Com o intuito de diminuir a implantação do sistema trifásico, que domina 90% das linhas implantadas no interior, no novo plano de eletrificação posto em andamento vem sendo incentivadas as linhas monofásicas cujos custos, de um modo global, são 40% mais baixos.

Pesquisas realizadas no campo evidenciam que a maioria dos proprietários dá preferência pelas ligações monofásicas onde, havendo necessidade de aumento de carga, não há necessidade de se mexer na posteação para a transformação em linhas trifásicas. Pede tão somente a colocação das cruzetas, cabos e ferragens.

Já o processo atual de comercialização dos programas de eletrificação rural é extremamente difícil, pois a partir da decisão do governo estadual de construir a linha tronco, não existe nenhum compromisso de ligação por parte do consumidor rural. Também fica a seu critério as providências para a definição de que "potência instalar" e envolvimentos diversos, quanto à construção do "ramal", diretamente junto à Escelsa e construção de "centro de transformação" e "instalação interna", juntamente a firmas empreiteiras especializadas.

De certa forma, esta metodologia provoca morosidade no atendimento, é desgastante tanto para a concessionária quanto para o consumidor, gera constantes reclamações e, em muitos casos, inviabiliza obras. Através de convênios com as prefeituras, incentivados a partir de 1983, o governo estadual vem tentando não só ampliar as redes monofásicas como também evitar a morosidade e incorreções atendimento.

Prefeituras

O barateamento das linhas e a maior agilidade são as justificativas para o incentivo da eletrificação através de convênios municipais. Basicamente, neste modelo, é feito o repasse para a prefeitura, tomando por base o preço da Escelsa, com a verba sendo repassada à municipalidade que se tornou responsável pela execução das obras.

Esta orientação governamental, contudo, trouxe alguns problemas de aceitação de diretriz por parte da Escelsa, a partir do instante em que se verificou que algumas prefeituras, como Castelo, vem pondo em prática um programa com o uso de cordoalha de aço.

A Escelsa, alegando questões de segurança, permaneceu muito tempo defendendo o uso exclusivo da cordoalha de alumínio.

Afora estas questões, o programa de eletrificação no âmbito da municipalidade ganhou maior dinâmica, como se previa, especialmente por que os prefeitos passaram a executar obras através de mutirões, obtendo com isto maior rendimento a custos mais baixos.

Castelo

O prefeito de Castelo, Paulo Galvão, que vem se destacando na eletrificação rural, não só defende a implantação de linhas monofásicas como também o uso de métodos que possibilitem um barateamento significativo das obras. Neste sentido, ele observa que um quilômetro de linha monofásica, a preço de Escelsa, custa cerca de Cz$ 30 mil.

"Mas no âmbito municipal — diz Galvão — um quilômetro de linha monofásica custa cerca de Cz$ 9 mil, já que podemos utilizar a cordoalha de aço e obter um espaçamento maior entre os postes. Em Castelo, chegamos a alcançar vãos de até 1.200 metros quando, nos padrões convencionais, o vão não excede a 100 metros".

Por último, ele observa que a Escelsa, nos últimos dias, parece ter sido sensibilizada para a dinâmica do programa a nível municipal. Tanto que, após muitas resistências, aprovou na semana passada uma rede no município de Castelo onde foram utilizadas cordoalhas de aço. Ele prevê que, desta forma, rapidamente a municipalidade vai concluir em breve o total de 100 quilômetros de redes no campo.

Os convênios municipais permitiram, em avaliações de dezembro último, as seguintes quilometragens: Alegre (51,01), Alfredo Chaves (20,92), Aracruz (13,08), Baixo Guandu (62,73), Boa Esperança (129,13), Cachoeiro de Itapemirim (2,50), Castelo (89,50), Conceição do Castelo (14,82), Guaçuí (72,10), lconha (3,07), Linhares (78,97).

Permitiram ainda, em Nova Venécia (62,00), Pancas (34,30), São Gabriel da Palha (60,00), São Mateus (5,00) e Viana (17,40), globalizando 716,56 quilômetros de redes rurais.

 

Fonte: A Gazeta, 10/04/1986
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março/2015

Energia e Eletrificação

Demanda de energia no campo supera a oferta

Demanda de energia no campo supera a oferta

O crescimento do interesse pela irrigação, o que faz aumentar a demanda por mais energia elétrica na área rural

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Geração de energia elétrica começou no ES em 1903

A primeira iluminação pública de geração elétrica do Estado, e décima no país, aconteceu em 1903, em Cachoeiro

Ver Artigo
A chegada da água e energia em Vitória

A potabilidade nas fontes era satisfatória. Restava a perenidade, que foi assegurada por testemunho em juízo. A preferência foi dada ao córrego Duas Bocas

Ver Artigo
Eletrificação rural em Castelo é mais barata

Ao invés de contratar os serviços de eletrificação do município, o prefeito Paulo Galvão decidiu convocar a participação dos proprietários rurais

Ver Artigo
Em 1923, a luz chegava ao campo

Em 1957, o Brasil foi sede do Seminário Interamericano de Eletrificação Rural, patrocinado pelo Conselho Interamericano Econômico e Social

Ver Artigo
Produtor sugere conselho para gerir eletrificação

Carlos Lindenberg salienta que há problemas de toda ordem. Um deles diz respeito à instabilidade das linhas que levam energia para o campo

Ver Artigo