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Eurico de Aguiar Sales

Aeroporto Eurico de Aguiar Salles

Eurico de Aguiar Sales nasceu em Vitória em 24 de agosto de 1910, filho de Clímaco Sales e de Ocarlina de Aguiar Sales. Tendo começado a trabalhar muito jovem, foi escriturário da administração estadual em Vitória para, mais tarde, integrar, como oficial-de-gabinete, a equipe do governador do Espírito Santo, Aristeu Borges de Aguiar. Em 1931, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais, especializando-se em direito comercial. Regressou a Vitória, onde montou escritório de advocacia.

Em 1935, foi chamado para ser consultor jurídico do Banco de Crédito Agrícola do Espírito Santo. No mesmo ano, ingressou como professor de direito comercial na Faculdade de Direito do Espírito Santo. Durante a ditadura do Estado Novo, ocupou o cargo de secretário da Educação e Cultura do Espírito Santo.

Em 1945, concorreu na legenda do Partido Social Democrático (PSD) a uma cadeira de deputado na Assembléia Nacional Constituinte. Em 1946, para assumir o mandato, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da Constituição em 18 de setembro de 1946, passou a exercer o mandato legislativo ordinário. Em 1950, novamente candidato a deputado federal pelo Espírito Santo, elegeu-se na legenda do PSD. Durante essa legislatura, exerceu as funções de secretário do partido tornando-se, em 1952, seu vice-líder na Câmara. Como deputado, defendeu o princípio presidencialista de governo e foi também um antidivorcista militante.

Em 3 de outubro de 1954 concorreu, sempre na legenda do PSD, ao governo do Espírito Santo, sendo derrotado por Francisco Lacerda de Aguiar, que se elegeu pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Deixou a Câmara ao final do mandato, em janeiro de 1955, para concorrer à cátedra de direito comercial da Faculdade de Direito do Espírito Santo. Após a aprovação de seu nome, passou a ocupar a cátedra, dedicando-se ao magistério.

Em 1956, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, foi nomeado para substituir Inar Dias de Figueiredo na direção da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), entidade criada em 1945 com as atribuições de coordenar o sistema financeiro nacional. No cargo, fez parte da delegação brasileira presente à Conferência Interamericana de Buenos Aires e, mais tarde, representou o Brasil nas conversações realizadas em Washington pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Transmitiu o cargo em novembro de 1957 a José Joaquim Cardoso de Melo Neto.

Em 4 de novembro de 1957 foi nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek para o Ministério da Justiça e Negócios Interiores em substituição a Nereu Ramos, que se afastara por não encontrar receptividade política para a reforma constitucional que estava empenhado em realizar. Eurico Sales era ministro da Justiça quando, em 1958, foi revogado o pedido de prisão preventiva expedido em 1948 contra Luís Carlos Prestes.

Em 8 de julho de 1958, com oito meses de ministério, deixou o cargo para desincompatibilizar-se dentro do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral e concorrer, mais uma vez por seu estado e na legenda do PSD, à Câmara Federal. Foi substituído no ministério por Carlos Cirilo Júnior mas, dessa vez, obteve apenas uma suplência nas eleições. Em novembro de 1958, Juscelino Kubitschek nomeou-o para o Conselho Nacional de Economia, do qual veio a se tornar, dois meses depois, vice-presidente. Afastou-se do conselho em 1959, por motivo de saúde.

Eurico Sales desempenhou, também, as funções de presidente do conselho nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi). Pertenceu ao Instituto dos Advogados do Espírito Santo e à Associação dos Juristas.

Casou-se com Alba Coelho Sales, com quem teve quatro filhos. Faleceu no Rio de Janeiro em 1º de setembro de 1959.

 

Fonte: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro Pós 1930
Compilação: Walter de Aguiar Filho, agosto/2015 

Personalidades Capixabas

Rubem Braga

Rubem Braga

"Sempre tenho confiança de que não serei maltratado na
porta do céu, e mesmo que São Pedro tenha ordem 
para não me deixar entrar, ele ficará indeciso
quando eu lhe disser em voz baixa:
"Eu sou lá de Cachoeiro..."

Rubem Braga, considerado por muitos o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, ES, a 12 de janeiro de 1913.

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