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Família Melo Coutinho

Fonte: A Capitania do Espírito Santo e seus Engenhos de Açúcar
Autor: José Gonçalves Salvador

É de remota ascendência. Vamos partir, no entanto, de Martim Afonso de Melo, que foi avô de Vasco Fernandes Coutinho, primeiro donatário da Capitania do Espírito Santo. Casou com Leonor Barreto e dela teve três filhos, sendo que um deles foi precisamente Jorge de Melo, o Lages, progenitor de Fernandes. Este, por seu turno, casou com Branca Coutinho (filha de outro Vasco Fernandes Coutinho), e foram os genitores de mais oito, um dos quais foi Vasco Fernandes Coutinho, primeiro donatário do Espírito Santo.

Temos, por conseguinte, que o donatário casou com D. Maria do Campo, mãe de dois filhos, mas nenhum lhe sucedeu. Teve, porém, de sua concubina de nome Ana Vaz de Almada, os que se seguem:

1) - Vasco Fernandes Coutinho, que foi legitimado. Casou com Luísa Grimaldi (ou Grinalda), portuguesa. Tomou posse da Capitania em 1564. Fez testamento em Vitória a 5 de maio de 1588 e faleceu em 1589. Deixou filhos bastardos de amante, Antônia de Escobar. Contudo sucedeu-lhe, tempos depois, o sobrinho Francisco de Aguiar Coutinho, de 1620 em diante. No ínterim governou a esposa D. Luísa Grimaldi, coadjuvada pelo Capitão Miguel de Azeredo. Os três bastardos são:

a) - Frederico de Melo Coutinho. Nascido no Espírito Santo. Casou em São Paulo com Maria Luiz Grou, filha de Simão Álvares Martins. Tornou-se um notável sertanista. Em 1628 acompanhou A. Raposo Tavares ao Guairá. Em São Paulo foi capitão de ordenanças (1624) e juiz ordinário (1632). Recebeu o foro de fidalgo. Faleceu em 28 de janeiro de 1633.

b) - Manuel de Melo Coutinho. Também tomou parte da bandeira de 1628.

c) - Pedro de Melo Coutinho. Nasceu no Espírito Santo. Mudou-se para São Paulo e ali casou com Maria de Pinha, filha de Mateus Luís Grou, e dela deixou geração. Esteve igualmente na bandeira de A. Raposo Tavares, em 1628. Faleceu no sertão em 1654.

2 - Maria Coutinho de Melo. Filha de Ana Vaz de Almada, conforme consta no testamento de Vasco, seu pai. Casou com Marcos de Azeredo, irmão de Miguel, conhecidos moradores do Espírito Santo. Dentre seus netos, contam-se: Belchior, que casou com Antônia, filha de Miguel Gomes Bravo (RJ); outra com o capitão Lucas da Silva Tavares (RJ), e ainda outra com o mercador cristão-novo, Antônio Rodrigues de Leão (RJ). O descendente Domingos de Azeredo Coutinho e Melo, nascido no Espírito Santo, casou com Antônia, filha de Crispim da Cunha Ferreiro, e deixaram descendentes.

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Começa no Espírito Santo com o emigrante português Manoel de Paredes da Costa, o qual aportou em Vitória nos idos de 1608, e ali residiu até 1618, pelo menos. Contraiu matrimônio na mesma com Guiomar Rodrigues, filha de seus patrícios João Gomes Leitão e Maria Duarte, naturais de Lisboa. Eram todos cristãos-novos, conforme se infere do processo de Agostinho de Paredes, senhor de engenho no Rio de Janeiro, e que, em 1714, foi preso por judaísmo e remetido à Inquisição.

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