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Fonte Capichaba

Revista Vida Capichaba Nº 497

Em 12 de fevereiro de 1828, pelo Governador da Província do Espírito Santo, Caitano Pinto de Miranda Montenegro, Visconde de Praia Grande, foi mandado construir a “Fonte Capichaba”, que na época escrevia-se: Capixaba.

Não passava de simples encanamento, aqueduto, que por muito tempo serviu, até que, o governo Felipe José Pereira Leal, em 1850, declarava em relatório de que “Conclui se o chafariz da Capichaba”, que em vez de fonte, passava a ter uma nova determinação e este governo alterou a planta, sendo erguido o que, até hoje se vê, e podendo-se dizer que a fonte é sem nenhuma dúvida, de 1882.

Essa fonte encontrava-se naquela época, fora do perímetro da cidade.

Como sempre aconteceu, a ilha de Vitória que primeiramente foi “Santo Antônio” seguindo-se “Duarte Lemos” depois “Cidade Nova” e por último em 8 de setembro de 1551, começou a ter o nome de “Vitória”, confirmando em 2 de março de 1822, que até hoje conservada, pois sempre teve falta de água. O governador procurava captar de pequenos mananciais e insuficientes para a população fato este, até os nossos dias se repete na grande estiagem, apesar dos vultuosos gastos nos serviços de canalização da água para a cidade, principalmente nos anos de 1912,1924 e 1936, dado o crescimento progressivo da população e indústrias.

Junto à fonte Capichaba, em 1848, pelo governador Luiz Pedreira da Costa Ferraz, foi mandado construir uma fonte para lavagens de roupas, que serviu por muito tempo, e no governo de Sebastião Machado Nunes em 1855, sofreu a reforma dos encanamentos.

Coube ao governo interino, em 1878, 2 de dezembro, Alfeu Adelfo Monjardim de Andrade e Almeida mais tarde Barão de Monjardim mandar construir anexado a fonte, uma casa adequada para banhos frios, assistindo a inauguração e não recebia da população nenhuma indenização, apesar de haver guarda da casa.

Tudo desapareceu...o frontispício da fonte permaneceu...

De várias fontes que existiu em Vitória, conservam-se ainda obra do passado, a do “Moscoso” de 1888 e a Capichaba de 1828.

Várias investidas foram dadas para demolição total do que o tempo conservou da fonte Capichaba, principalmente no governo do Dr. Florentino Avidos, para que, no local fosse concedido os terrenos para construção e o governo num belo gesto de conservação do nosso passado, negou a pretensão depois de vários considerandos.

A Prefeitura Municipal, já teve também o mesmo desejo. Condenou a fonte, preparou o “batalhão” dos camartelos, mas o destino protegeu...

A palavra e os clamores do Dr. Olinto Aguirre, verdadeiro batalhador das cousas antigas, incansável para a conservação do nosso passado, muito tem feito e aliado a boa vontade do prefeito Municipal Dr. Américo Monjardim, está sendo reerguida a “Fonte Capichaba” que pelas mãos do Dr. Laurentino Proença, com as características do passado, tudo tem feito para permanecer tal qual a história a conservou, e estando de há muito jorrando água, onde gerações e gerações de Vitória, foram em outros tempos, numa forma de devoção apanhar a encantada água que a velha lenda diz: “Quem bebe água na fonte da Capichaba, não sairá de Vitória” e é uma verdade...

 

Autor: F. Eujenio de Assis
Fonte: Revista Vida Capichaba, Vitória 15/03/1940 - Nº 497 Ano XVIII
Compilação e Escaner: Walter de Aguiar Filho, julho/2011

 



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