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Jesuítas em Romaria à Penha – Por Pe. Fernão Cardim, S.J.

Na barra deste porto, está uma ermida de Nossa Senhora, chamada de Penha, e certo que representa a Nossa Senhora da Penha de Sintra, por estar fundada sobre uma altíssima rocha de grande vista para o mar e para a terra

Acompanhado de alguns confrades, o Pe. Fernão Cardim, S.J subiu à Penha aos 30 de novembro de 1584, relatando suas impressões

A vida do Pe. Cardim é quase desconhecida. Não consta a data de seu nascimento. Natural de Viana de Alvito-Évora, entrou na Companhia de Jesus, em 1566. Já sacerdote, passou para o Brasil em 1583 como companheiro do Visitador Pe. Cristóvão de Gouveia. Passando pela Penha do Espírito Santo, transmitiu à posteridade as suas impressões sobre o célebre Santuário Mariano. Na sua Ordem, desempenhou cargos de confiança como o de reitor e provincial, chegando a falecer na Bahia, quando da invasão holandesa, a 27 de janeiro de 1625.

 

Acompanhado de alguns confrades, o Pe. Fernão Cardim, S.J subiu à Penha aos 30 de novembro de 1584, relatando em seguida as impressões em carta ao Provincial Pe. Sebastião de Morais em Portugal. O confronto com a Penha de Sintra diz apenas respeito à localização topográfica de ambos os santuários, não porém à semelhança das imagens.

Fonte: Pe. Fernão Cardim Tratados da Terra e Gente do Brasil, Rio de Janeiro, 1925 pág. 343s.

Na barra deste porto, está uma ermida de Nossa Senhora, chamada de Penha, e certo que representa a Nossa Senhora da Penha de Sintra, por estar fundada sobre uma altíssima rocha de grande vista para o mar e para a terra. A capela é de abóboda pequena, mas de obra graciosa e bem acabada. Aqui fomos em romaria, dia de Santo André e todos dissemos missa com muita consolação, e V. Revma foi bem encomendada à Senhora com toda essa Província, o que também fazíamos em mais romarias e continuamente em nossos sacrifícios, e eu sou o que ganho pela muita consolação que tenho com tal lembrança.

Do Espírito Santo partimos para o Rio de Janeiro que dista ali oitenta léguas. Dois ou três dias tivemos bom tempo e logo nos deu um temporal tão forte que foi necessário fincarmos árvores secas quase dois dias com muito perigo por estarmos sobre uns baixos dos Guaitacazes mui perigosos e não muito longo da costa. Ali estivemos a Deus misericórdia e  cada um se encomendava a Nossa Senhora quanto podia por vermos perto a morte. Deste perigo nos livrou Deus, por sua bondade, e as 20 de dezembro de 1684, véspera de Sto. Tomé, arribamos ao Rio.

 

Fonte: Antologia do Convento da Penha, ano 1974
Autor: Frei Venâncio Willeke O. F. M.
Compilação: Walter de Aguiar Filho, setembro/2015

Convento da Penha

A Chegada de Frei Pedro Palácios

A Chegada de Frei Pedro Palácios

Do livro O RELICÁRIO DE UM POVO – Santuário de Nossa Senhora da Penha (1958, 2ª Edição), da autora Maria Stella de Novaes

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