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Meio século de Gilbert Chaudanne

Gilbert Chaudanne - Foto Bernardo Coutinho

O escritor e artista Gilbert Chaudanne é homenageado com exposição em Maruípe

Os 50 anos de produção artística de Gilbert Chaudanne são uma mistura de artes visuais e literatura. Misturar as linguagens, para ele, é uma tentação a que quase nunca resiste.

Além de escrever atrás de alguns de seus quadros, Chaudanne já editou livros artesanais com o tema de suas exposições.

"Toda arte tende à totalidade — além da unidade — então é uma tentação incluir essas duas perspectivas na produção artística. Às vezes, atrás de um quadro, escrevo um texto — que não é um comentário crítico — mas puxa mais para o poema e que trabalha o mesmo tema de uma maneira diferente, através da escrita", explica o artista.

"Atrás de um quadro, escrevo um texto, que trabalha o mesmo tema de uma maneira diferente, através da escrita"

GILBERT CHAUDANNE ARTISTA PLÁSTICO

E toda essa produção está sendo homenageada na exposição "A Arte é Feminina", que estréia hoje, às 19 horas na galeria Artes e Molduras em Maruípe, Vitória.

Para a exposição foram escolhidas obras que resumem a longa carreira do artista e sua produção em solo espírito-santense.

Francês, Chaudanne mora em Vitória desde a década de 1980, tendo passado algum tempo no Nordeste do país.

"Tem um pouco de tudo o que eu fiz aqui no Espírito Santo, sem a parte que está na Europa e no Nordeste do país já que a maioria faz parte de coleções particulares e seria difícil trazer", explica.

A exposição também tem obras mais recentes, de uma série chamada "Ruas", em que o artista imprime suas reminiscências da cidade natal Besançon, na França.

"Mas são ruas imaginadas, que me lembram as ruas da minha cidade. Sempre aparece uma casa medieval, que tinha na nossa rua, tem uma sina-goga. E esses elementos sempre aparecem", diz.

O bairro de imigrantes onde morou na infância influenciou não só sua carreira artística como também sua sede de conhecer novos lugares. Além de ter viajado por diversos países, como Índia, Tailândia, Afeganistão, Paquistão, Turquia e África do Sul, Chaudanne ensinou francês no Laos.

"Vivíamos em um bairro de imigrantes, então era muito cosmopolita, tinham russos, árabes, poloneses e acho que isso que me levou a viajar".

Essa busca por novas culturas acabou influenciando em suas obras, que ele insiste em dizer que não são nada francesas.

"Eu gosto do impressionismo, de pintores franceses também, mas no meu trabalho as maiores in-fluências são do expressionismo alemão e o re-nascimento italiano. A arte não tem passaporte. Uma vez vi uma escultura e achei que era bem Luiz XV, meio rococó e descobri que era da Grécia".

A exposição vai contar com trilha sonora de canto gregoriano escolhida por ele para acompanhar suas madonnas. 

 

Exposição: Homenagem a meio século de Gilbert Chaudanne
Fonte: Jornal A Gazeta, 05.08.2015, Coluna C2
Autora: Luísa Buzin
Compilação: Walter de Aguiar Filho, agosto/2015

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