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Milagres da Penha - A fonte de Nossa Senhora

Convento da Penha - Foto: Alair Caliari

"Conta-se que, durante os meses de trabalho na edificação da capela, faltou água para beber-se; faltou nas fontes naturais - lagoas e rios. O frade ajoelhou-se sobre a rocha isolada que servia de base à ermida; pediu a Nossa Senhora que socorresse os fiéis. A água rebentou no meio do granito, e ainda hoje os devotos visitam o lugar e bebem dessa milagrosa água. [Maravilhas, p. 237]

"É tradicional que esta nascente desapareceu imediatamente que foram concluídas as obras da igreja e do convento. Agora [1888], debaixo da muralha que guarnece o pavimento do alpendre da igreja, existe um olho d'água muito cristalina, cujo manancial borbulha em uma das dobras nuas do rochedo. O fio corrente é tão delgado que, para encher-se uma garrafa, no pequeno cavado da terra, são precisos muitos minutos, esperando-se que o líquido avulte na estreita concha. [Maravilhas, p. 276]

Em seu livro Relicário de um povo [p. 35], escreve a Prof. Maria Stella de Novaes: "Ainda em princípios deste século [1906], vimos, em Cachoeiro de ltapemirim, vidrinhos de 'Água de Nossa Senhora da Penha', em mãos de pessoas que visitaram o Convento. Deparou-se-nos, depois, a oportunidade de observar, em 1907, um pequeno depósito, numa escavação natural da rocha, na base do edifício, quase à entrada da capela - a Fonte de Nossa Senhora, [...] O Santuário da Penha, de 15 de março de 1925, divulga uma referência ao veio líquido existente ainda, nesse tempo, 'brotando no píncaro da rocha'. Atribuía-se-lhe, igualmente, uma originalidade confirmada pelo mesmo autor do artigo - o capelão da Penha - a de secar, quando se praticavam atos ignominiosos ou profanação naquele sítio sagrado."

 

Autor: Guilherme Santos Neves
Fonte: História Popular do Convento da Penha - 3ª Edição ampliada, Vitória - 2008
 

Convento da Penha

João de Laet

João de Laet

Auguste de Saint Hilaire no seu livro “SEGUNDA VIAGEM AO INTERIOR DO BRASIL – ESPÍRITO SANTO”, registra: “João de Laet que escrevia em 1633 descreveu melhor a baía do Espírito Santo que os modernos. Eis, com efeito, como se exprime:“

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