Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Núcleo de norte-americanos no ES

Lagoa Juparanã - Linhares, ES - Fonte: Prefeitura Municipal de Linhares

Para se entender o estabelecimento dos norte-americanos em terras do município de Linhares é necessária uma breve exposição histórica.

No ano de 1860, teve início nos Estados Unidos da América do Norte a luta a que se chamou "guerra da secessão"; luta civil cujo principal motivo era a escravidão. Os americanos estabelecidos ao norte do país desejavam aboli-la, e os do sul, latifundiários do algodão, que demandava muita mão-de-obra escrava, puseram-se naturalmente contra. A guerra durou cinco anos e, no final, venceram os ianques ou nortistas. Os sulistas ficaram inconformados, principalmente porque, quase no fim da guerra, o presidente Lincoln aboliu a escravidão.

Muitos desses sulistas, ou confederados, emigraram para países onde a escravidão era ainda permitida. E como o Brasil era um destes, vários vieram ter aqui.

Para o Espírito Santo veio um grande grupo em 1865, chefiado pelo coronel Charles G. Gunter, de Alabama. Celebrou contrato com o Governo que o autorizava a medir 20 léguas por 10, de terras nas margens norte e sul do Rio Doce, próximas ao rio Mutum e Guandu. Esta área, como sabemos, pertencia ao município de Linhares. Mas o Coronel fixou-se apenas no "fertilíssimo vale, à beira do lago Juparanã e iniciou seu cultivo com diversos indivíduos de sua terra natal". Quatro anos mais tarde o Ministério da Agricultura manda o engenheiro Virgínio Gama Lobo inspecionar o cumprimento do contrato.

O engenheiro então informa em relatório várias irregularidades. O senhor Charles estava tirando jacarandá, "permitindo que os intrusos se aproveitassem das terras do Estado", e uma das terras que ocupou na lagoa Juparanã fugia completamente aos termos do contrato. Inclusive, o zeloso engenherio nomeia como "intrusos" vários linharenses de renome por aqui na época. Ao final, ele diz que apenas alguns americanos restavam no rio Doce: Brasil Manley Gunter, Augusto Teodoro Adnet e mais três outros.

Ofício da Câmara de 1884 informa que este Adnet era diretor do Aldeamento Indígena de Mutum, e, como já referimos anteriormente, um parente dos Gunter fixou-se em Linhares por bastante tempo.

Não vingou, pois, este núcleo colonial norte-americano em Linhares, ou motivado pela "má direção do empresário" ou por situações outras de adaptação.

 

Fonte: Panorama Histórico de Linhares - 1982
Autora: Maria Lúcia Grossi Zunti
Compilação: Walter de Aguiar Filho, agosto/2012

Imigração no ES

Carlos Menditti, herói de Castelo

Carlos Menditti, herói de Castelo

A história dos imigrantes italianos não se deu única e exclusivamente nas regiões de florestas desabitadas que conquistaram e onde criaram suas propriedades

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Imigrantes Italianos – Venda Nova dos Imigrantes

A classe operária não tinha perspectivas de melhoria se continuasse a viver na Itália. Sabe-se que diversas famílias que colonizaram Venda Nova (Falqueto, Caliman e Zandonadi). A vinda para a América os fascinava.

Ver Artigo
Colonização Polonesa no ES

Com a construção da ponte sobre o Rio Doce, em Colatina, uma das soluções encontradas pelo Governo Estadual foi fomentar a imigração para povoar aquela região

Ver Artigo
Emigrantes Portugueses de Origem Judaica - Ester Abreu

A autora fala a respeito das diásporas judaicas, os percalços desse povo para conservar seu estilo de vida e religião e da presença desse povo no Espírito Santo, oriundos de Portugal

Ver Artigo
Fotógrafo Cilmar Franceschetto pesquisa comunidade italiana

A beleza do biótipo de influência italiana é tema permanente no trabalho de antropologia visual de Cilmar Franceschetto

Ver Artigo
Imigrantes deixaram portugueses para trás

Na opinião de Renato Pacheco, lusos perderam o bonde da história e foram suplantados por uma cultura mais forte, que fez o desenvolvimento do Estado

Ver Artigo