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O aval da Associação Comercial de Vitória ao interventor Bley

Livro Premiado pelo IHGB (2012) - Autor: Fernando Achiamé

Acta da Reunião da Directoria da Associação Commercial de Victoria, em 6 de Novembro de 1930.

Documento transcrito das folhas 68 a 73 do Livro de Atas das Sessões da Diretoria da Associação Comercial de Vitória (1927-1932), respeitada a ortografia original.

Aos seis dias do mez de novembro de mil novecentos e trinta, presentes os srs. directores Gabino Vasconcellos, Oswald Guimarães, Almir Silva, Pinto de Araújo, Alexandre Buaiz, Placido Barcellos, Alvaro de Oliveira, Moacyr B.Soares, Clovis Nunes Pereira, Armando Ayres e Roberto Espindula, foi aberta a sessão sob a presidencia do sr. Juvenal Ramos.

O Sr. Presidente pede a attenção da Mesa para o officio abaixo, lido pelo sr. Guimarães e dirigido aos srs. Directores desta Associação:

“Tendo se normalizado a situação política do paiz, que por algum tempo chegou a ser angustiosa e na qual tivemos que actuar como Delegados da Directoria dessa Associação, vimos prestar-lhes conta dos actos por nós praticados, depois de tantas contrariedades, aborrecimentos e trabalho intenso que experimentamos em pról dos nossos associados e da collectividade, contribuindo na medida de nossas parcas luzes, com o nosso esforço e melhor vontade para evitar derramamento de sangue em nossa Capital. E fazemol-o de cabeça erguida, consciencia tranquilla pelo cumprimento do dever, sem perda da linha que a honra impõe àquelles que occupam postos de destaque como depositarios da confiança de numeroso grupo de associados.

Seria, certamente fastidioso repetir, aqui, tudo quanto se passou nesta cidade, durante o mez de Outubro, em que os acontecimentos succediam-se vertiginosamente, precipitando e aggravando cada vez mais a situação, até que se retirou da cidade, precipitadamente o Presidente do Estado, sendo a mesma occupada por um interventor federal, o sr. cel. José Armando Ribeiro de Paula e, pouco depois, pelos revolucionarios sob o commando do Coronel Amaral.

Nesses dias de anciedade, não só do commercio como de toda a população da cidade, a Directoria da Associação Commercial, por nós representada, esteve em intimo contacto com os elementos officiaes, procurando demovel-os de uma resistencia inutil, que apenas poderia fazer sacrificio de vidas.

Assim é, que, em companhia do Presidente Honorario dessa Associação, dirigimo-nos ao Presidente do Estado, dr. Aristeu de Aguiar, a quem fizemos ver os inconvenientes de uma resistencia, em beneficio de nossa população. Fomos ainda mais longe, senhores, levamos à S. Exc. a proposta de um accordo com os elementos revolucionarios, representados pelo dr. João Manoel de Carvalho que, obsequiosamente havia accedido ao nosso appello para ir parlamentar com o Commandante da Columna Revolucionaria.

Sua Excellencia garantiu-nos, então, sob palavra, que, no seu governo não correria sangue em nossa cidade e que elle saberia corresponder ao appello que lhe faziamos. Quanto ao accordo proposto, disse-nos o Presidente do Estado, que deliberaria dentro de 24 horas, convencido que estava de que dentro desse prazo a situação se resolveria sem sacrificio para o nosso povo.

Cumprindo sua palavra, o sr. dr. Aristeu de Aguiar retirou-se no dia immediato, para bordo do vapôr italiano “Atlanta”, ficando a cidade a espera da Columna Revolucionaria.

Nesta espectativa, fomos surprehendidos pelo gesto de franca hostilidade do Vice, aliás, ex-Presidente da Republica, dr. Washington Luiz, ao Governo aqui decahido e aos nossos propositos humanitarios, nomeando um interventor federal, encarregado da resistencia aos revolucionarios.

A situação agrava-se, pois. Não vacillamos. Em data de 15 [sic, 16] dirigimos ao interventor o officio que incluimos por copia e fomos procural-o pessôalmente, levando os mesmos propositos que nos animava quando conferenciamos com o dr. Aristeu de Aguiar.

Fomos attendidos pelo Chefe do Estado Maior, sr. Major Paes Brasil, para quem appellamos em nome de nossa população. Aquelle illustre militar, em longa conferencia connosco, tomou o compromisso formal de que não correria sangue em nossa cidade, seriam respeitadas a vida e as propriedades das autoridades decahidas e garantidas a ordem publica e o lar das familias.

Sob essas condições, que foram realmente cumpridas pelo sr. Major Paes Brasil, com seu reconhecido cavalheirismo acceitamos os principios revolucionarios, firmando, nessa occasião, o documento de 16 de outubro, quando ainda existiam duvidas sobre a victoria da causa revolucionaria, pela ausencia quasi absoluta de noticias do resto do paiz.

Passámos, então a ajudar, auxiliar aos proceres da revolução, com todas as nossas forças, todos os recursos de que podiamos dispôr, na ancia de uma Victoria que não nos beneficiaria pessoalmente, mas sim à população de nossa Capital.

Veio a Victoria da causa a que fomos convidados a abraçar e que abraçamos certos de prestarmos assim real serviço às classes conservadoras e ao povo e, como o publico ignorasse a somma de serviços por nós dispensada, os sacrificios a que nos expuzeramos, em beneficio geral, mantivemo-nos em attitude de amistosa espectativa, não comparecendo a Palacio senão para attender a chamados da Junta Governativa quando entendia ouvir-nos nas medidas de interesse geral que precisava ir tomando.

Está passada a borrasca! Sopram os ventos fagueiros da bonança! O commercio começa a normalisar suas operações. Os lares estão certos de se encontrarem garantidos. Está cumprida a missão que nos impuzemos, e agora, senhores, sentimo-nos na obrigação de resignar aos cargos que vínhamos exercendo, não que nos falleçam forças para novas lutas, não que se nos intibie o animo, mas porque sentimos bem que a nossa classe conta, felizmente, com elementos de grande valia que superiormente nos poderão substituir, prestando a nossa Associação relevantes serviços.

Antes de terminarmos esta exposição, devemos frizar claramente, que, a nossa actuação nessa emergencia que se acentuou, de forma nenhuma, por um caracter politico, na excepção restricta dada commumente a este vocabulo, pois sempre estivemos cooperando com depositarios do poder, tendo sempre em vista a defesa da collectividade.

Aliás, esta orientação é proverbial nessa Associação: a campanha politica da successão presidencial desenvolveu-se sob a athmosphera de paixões desencadeadas. Mas aqui, na Associação, sempre mantivemos a cordialidade de sempre, muito embóra os seus membros militassem em partidos antagonicos.

Prova essa asserção o facto de havermos votado, a convite de nossa congenere do Rio de Janeiro, uma moção de solidariedade aos poderes constituidos, sendo que da Commissão que foi à Palacio leval-a ao Presidente do Estado, fazia parte um director reconhecido como liberal. A Associação, portanto, não fazia politica. Levava sua cooperação ao poder constituido e não pessôalmente ao detentor desse poder.

Como dissemos, sentimos que a nossa missão está finda. Que venham os bons elementos, de que a nossa classe é prodiga, e elles que elevem cada vez mais o prestigio de nossa Associação e que a conduzam aos brilhantes destinos.

Agradecemos-lhes, senhores, a confiança com que nos honraram e servimonos do ensejo para reiterar-lhes nossas Saudações.

–“ (ass.) Juvenal F. P. Ramos, Oswald Guimarães, Gabino Vasconcellos. –

A seguir o sr. Juvenal Ramos, justificando o pedido de renuncia seu e dos srs. Gabino Vasconcellos e Oswald Guimarães, respectivamente vice-presidente e 1º Secretario da Mesa, diz que se sente bem e com a consciencia tranquilla por ter cumprido o seu dever, animado pelos seus collegas demissionarios, pondo acima da sua individualidade o bem estar commum, o bem estar da collectividade, o bem estar da familia capichaba. O momento de duras provações – continua o sr. Presidente – e de serias contrariedades, foi bem recompensado com os resultados beneficos que obtivemos após tantas aprehenções pelas responsabilidades que assumimos. Concluio as suas palavras agradecendo a bôa acolhida que sempre lhes deram nesta Casa.

A convite do sr. Ramos, assume a presidencia o sr. Pinto de Araújo, que declara não poder exercer essas funcções, mesmo interinamente, porquanto os seus afazeres não o permittem, e, em separado diz votar contra a renuncia dos seus pares, apresentada nesta sessão.

O Sr. Nunes: - Sr. Presidente, peço fazer constar de acta, que, além dos directores demissionarios, estivemos em palacio, Eu, o sr. Presidente Honorario e o sr. Alvaro de Oliveira. O sr. Clovis Nunes, em seguida, pede que os seus companheiros retirem o seu pedido de renuncia, porquanto acha que o commercio deve estar com os seus interesses sempre ligados ao Governo, sejam elles constitucionaes ou não.

O sr. Guimarães: - Tomámos certas medidas que nos pareceram de urgencia, em vista da ausencia de outros collegas e da impossibilidade de reunil-os, exhorbitando assim das funcçõdos cargos que exercemos.

As nossas attitudes não foram individuaes, e, porconseguinte, repito, o único meio que vemos para solução do caso é renunciarmos. O sr. Guimarães é aparteado por vezes pelos sr. Moacyr Barbosa que insiste em que a Directoria deve apresentar renuncia collectiva, sendo coadjuvado pelos directores C. Nunes, e Armando Ayres.

Tomando a palavra, o sr. Placido Barcellos, diz que, em virtude de estar ausente, ainda no momento o seu companheiro sr. Almir Silva, quer justificar a attitude daquelle director, a qual está sendo dada uma “interpretação duvidosa”. – Diz não admittir que se venha trazer para uma sessão, conversa de caracter reservado. Continuando, o sr. Barcellos pede que lhe seja informado se o documento existente assignado pelos signatários do officio que ha sobre a mesa, é de caracter individual ou collectivo.

O sr. Guimarães: – Como disse os nossos actos foram praticados em nome da Associação Commercial e em beneficio da collectividade.

O sr. Barcellos: – Nesse caso, coherente com o meu modo de proceder anterior, reprovo que a Associação Commercial tome attitudes politicas, sejam quaes forem.

O sr. Guimarães: – Nada mais tenho a dizer. Não visámos interesses pessôaes e continúa de pé a nossa renuncia.

O sr. Barcellos: – Sr. Presidente – o que eu não posso admittir é que o Governo tenha obrigado os nossos companheiros à assignar pacto. – Seria uma condição para que se não assignasse.

O sr. Guimarães: – Nós é que nos obrigámos à assignar o “pacto”, como chama, se não houvesse sacrifícios de vida, e, se assumimos essa attitude, não pretendemos fugir à sua responsabilidade.

O sr. Barcellos: – Como director, sr. Presidente, ahi fica, ainda uma vez, o meu protesto contra qualquer attitude política em que se pretenda envolver esta Associação cujos sócios não nos autorizaram a tanto. – Em seguida o sr. Barcellos pede ao sr. Guimarães seja dada uma nova explicação do assumpto, em vista de haver chegado o director, sr. Almir Silva.

O sr. Ramos: – Afastado da presidência quero dar as minhas explicações. – Antes de ouvir a conversa entre os directores srs. Almir Silva e Placido Barcellos já havia tomado a deliberação de renunciar, em virtude da attitude tomada por directores de outras Associações congeneres, e, como Eu, os companheiros estão tambem no firme proposito de renunciar. Não foi o nosso proposito melindrar a esse ou aquelle. Quero escclarecer um ponto – continúa o sr. Ramos – adherimos ao movimento revolucionario, não pelos louros da victoria até então desconhecida. Não nos ajoelhamos aos pés dos vencedores – sentiriamo-nos humilhados se assim procedessemos. – Agimos lealmente em beneficio commum e principalmente em favôr daquelles que nos confiaram o seu destino por meio desta representação de classes.

O sr. Almir Silva fala da conversa tida com o sr. Placido Barcellos, em caracter particular, e na qual alvitrara a idéa da renuncia collectiva desta directoria, dada a transformação radical por que havia passado a administração do Paiz.

O sr. Barcellos: – Convem notar: conversavamos em caracter particular, reservado.

Continuando o sr. Silva – Peço que me informem os signatarios do documento existente na mesa porque interpretaram a nossa conversa intima. Não interpretaria dessa maneira, – continúa o sr. Silva – por não ter o direito de penetrar o pensamento de outrem.

O sr. Ramos: – A satisfação que poderiamos dar à Directoria está dada com o nosso pedido de renuncia...

O sr. Guimarães: – ...Irrevogavel.

O sr. Silva: – Sr. Presidente, este caso foi levado para o lado politico. Nunca fui politico e continúo a não o ser; não só porque o meio não se coaduna com o meu temperamento, como, e principalmente porque sobre o assumpto tenho compromissos de honra com a minha familia.

O sr. Ramos: – O nobre collega está confundindo politica com politicagem.

O sr. Silva: – Devemos confirmar com serenidade os nossos actos, mantendo-os mesmo com sacrificio pessôal e até da propria vida...

O sr. Ramos: – ... mas o telegramma transmittido para o deputado Geraldo Vianna foi approvado por todos.

O sr. Silva: – Não, não votei o telegramma. Assumo a responsabilidade dos meus actos – não fujo ao[s] meus compromissos, em qualquer terreno; são todos de absoluta lealdade.

O sr. Guimarães: – Não vejo mais motivo para discurso. – A nossa renuncia é irrevogavel.

O sr. Silva: – Fiz parte da Commissão designada para entregar a “Moção” de solidariedade ao então Presidente Aguiar, apresentada em sessão dois ou tres dias depois de nos havermos negado a tomar attitudes politicas, e que teve o meu voto com “absoluta restricção”.

Estabeleceu-se confusão no recinto, entre apartes acalorados da quase totalidade dos srs. directores presentes.

O sr. Pinto, a seguir: – Mas que relação ha entre os actos praticados pelos directores resignatarios e a politica?

O sr. Silva: A mesma que ha com a “Moção” de solidariedade transmittida ao ex-presidente Aguiar.

O sr. Moacyr Barbosa: Solucionamos a questão apresentando a nossa renuncia collectiva.

O sr. Barcellos: – Quer a directoria conjuncta apresente ou não a sua renuncia, se, realmente é irrevogavel o pedido existente sobre a mesa, renuncio tambem.

O sr. Silva: – A minha renuncia acompanha.

O sr. Ramos: – Declaro com toda sinceridade e com a lealdade que costumo pautar as minhas palavras, que, o cargo de Presidente que venho exercendo até esta data, é hoje para mim bem pesado. – Aparteiamn-o os directores Clovis Nunes, Armando Ayres e Moacyr Soares, estabelecendo-se balburdia. –

O sr. Ramos (serenados os animos). Já demos explicações dos nossos actos. Compete agóra aos nossos companheiros resolver o assumpto.

O sr. Silva: – Não dei nem darei explicações dos meus actos. – Nada me peza. Discuto no momento as interpretações outras, dadas as minhas palavras.

O sr Clovis Nunes propoz fosse o officio lido em sessão de Assembléa Geral, e os actos da Directoria julgados pelos associados, não tomando a mesa conhecimento da renuncia dos directores Oswald Guimarães, Juvenal Ramos e Gabino Vasconcellos.

O sr. Silva: – Porque provocarmos acto humilhante, quando nos é mais honroso declinarmos dos nossos cargos, dignamente!...

O sr. Pinto: – Continúa em discussão a proposta do sr. Nunes.

O sr. Silva: – A Directoria deve sim, submetter à Assembléa Geral os seus actos, renunciando em seguida. Se os nossos associados julgarem que merecemos ainda a confiança que nos depositaram, continuaremos. –

O sr. Pinto Araújo diz estar de accordo com a opinião do sr. Almir Silva.

O sr. Moacyr Soares vota com restricção a proposta do director Clovis Nunes, pedindo seja submettida a votação, excepto a parte constante da renuncia de alguns dos directores. –

Em seguida dá, em descoberto, o seu voto favoravel a todos os actos praticados pelos srs. directores. –

Estando de accordo o sr. Nunes, com a “restricção” feita pelo sr. Moacyr Barbosa, o sr. Presidente, submette a materia novamente à votação.

O sr. Almir Silva diz votar contra, porque somente os resignatarios poderão retirar o seu pedido declarado “irrevogavel”, pedindo licença para retirar-se, para não mais perturbar os trabalhos já bastante prolongados. A pedido geral permanece o sr. Silva na sala, adiantando a seguir, ter sido precipitado o pedido de renuncia dos três directores, somente justificavel se a directoria, após tomar conhecimento dos actos praticados lhes negasse apoio.

O sr. Guimarães: – Manteremos a nossa attitude, se houver pelo menos um voto discordante da nossa maneira de proceder. – Pode ser votada separadamente 

O sr. Pinto Araújo submette à approvação os actos da Directoria.

Votam com “restricção à parte politica” os directores Placido Barcellos e Almir Silva, justificando o “voto”.

O sr. Guimarães: – Nesse caso mantemos integralmente a nossa attitude.

O sr. Barcellos: – Estou coherente com o meu modo de pensar. Disso não me é possível afastar.

O sr. Guimarães: – Proponho que a mesa dê a sua opinião se os nossos actos são ou não politicos. – Diz os termos do compromisso assumido com o Governo Revolucionario e subscripto pelos directores Gabino Vasconcellos e Juvenal Ramos, o que foi feito com o intuito único de salvaguardar os interesses da familia e da propriedade capichaba, e, muito principalmente evitar derramamento de sangue no territorio espiritosantense. –

Submettida à votação a attitude dos srs. signatarios daquelle documento foi a mesma approvada por unanimedade de votos tendo os sr. directores mandado lançar nesta acta, tambem por unanimidade, um voto de louvor aos srs. Juvenal Ramos, Gabino Vasconcellos e Oswald Guimarães.

Por proposta do sr. Roberto Espindula, ficou deliberado que se transcrevesse os termos do documento assignado por aquelles directores, juntando-os ao officio existente sobre a mesa.

São mais ou menos estes os termos daquelle documento:

Nós abaixo assignados, declaramos que, guardaremos sob palavra de honra, absoluto sigillo das revelações que nos foram feitas pelo major Paes Brasil, e que acceitamos os principios de que nos deu conhecimento.

Victoria, 16 de Outubro de 1930(a)

Oswald Guimarães Juvenal Ramos e Gabino A. S. Vasconcellos, 1º Secretario, presidente e vice-presidente da Ass. Comercial de Victoria.

Senha: “Tudo pela Patria” – Contra Senha: “Da Patria Soldados somos – avante”.

(ass.) Major Paes Brasil. Scientes: Oswald Guimarães, Gabino Vasconcellos e Juvenal F. P. Ramos.

Nada mais havendo a tratar foi encerrada a sessão, da qual, para constar o sr. Presidente mandou que se lavrasse a presente acta.

 Victoria, 6 de Novembro de 1930. –

Juvenal F. P. Ramos

Moacyr Barbosa Soares

 

 

Autor: Fernando Achiamé
Título: Elites Políticas Espírito-Santenses e Reformismo Autoritário (1930-19378)
Fonte: Trabalho de Pós-Graduação em História - Mestrado em História Social das Relações Políticas, 2005 
Nota: Em 2010, foi lançado o livro “Espírito Santo na Era Vargas  1930-1937”. Em 2012, o  professor e historiador capixaba Fernando Achiamé foi o vencedor do Prêmio Pedro Calmon, concedido  pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O Instituto, fundado em 1838, é considerado a mais antiga instituição cultural do país.  


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