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O Bairro da Glória

Caravela Glória

Praia da Glória

Entre o morro Jaburuna e o contraforte do Penedo estão a praia da Glória e a embocadura do rio Aribiri.

Conta a tradição que a pequena praia da Glória ganhou esse nome porque ali ficou ancorada, por muitos anos, a nau Glória, de Vasco Fernandes Coutinho, depois de ter prestado inestimáveis serviços ao seu dono e de quem já não recebia os necessários reparos de manutenção. Ali, então, desmanchou-se pela ação do tempo. Em época remota, cercado de terras alagadiças, era aquele recanto uma região desabitada, e quem por ali passava, por caminho ou por mar, ia à Glória referindo-se à caravela. Na verdade, ela era o grande destaque da região desabitada, que ainda estava mais para manguezal. Depois do desaparecimento da heróica embarcação, a pequena praia absorveu o seu nome. Bem mais tarde surgiram as primeiras casas no sopé do morro Jaburuna, embrião do atual bairro da Glória.

Nos primeiros anos deste século, existia na praia da Glória, junto ao Jaburuna, a fábrica de cal de propriedade de João Freitas, filho do patriarca coronel Joaquim Rodrigues Pereira de Freitas. Essa fábrica de pequeno porte usava conchas de mariscos como matéria-prima, que abundavam no fundo e em vários pontos do canal, como por exemplo, nas praias da Glória e do Suá. Os apanhadores eram proprietários de canoas que faziam a cata peneirando o material bruto retirado do fundo, nas horas de maré baixa.

Posteriormente, o bairro, ainda timidamente povoado no início do século, ficou conhecido como Fábrica porque instalou-se nas proximidades uma grande fábrica de artefatos empregados nas construções e que utilizava os sílico-calcários como matéria-prima. Era de propriedade do estado e à sua volta foram construídas as casas dos operários que nela trabalhavam. Depois, já nos anos 20 e 30, foi desativada, dando lugar, mais tarde, à fábrica de balas Garoto, hoje Chocolates Garoto S.A.

A partir da metade deste século, o gosto popular fez renascer o nome primitivo, Glória, por ter sido o recanto que abrigou e tem guardado definitivamente no seu seio a nau que trouxe Vasco Fernandes Coutinho para a capitania do Espírito Santo.

 

Fonte: Onde começou o Estado do Espírito Santo, 1999
Autor: Jair Santos
Compilação: Walter de Aguiar Filho, julho/2015 



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