Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

O Convento da Penha - O maior símbolo do Espírito Santo

Escudo do IHGES

O CONVENTO DA PENHA — O MAIOR SÍMBOLO DO ESPÍRITO SANTO

 

Oficial ou particularmente, o Convento da Penha tem sido o maior símbolo do Espírito Santo.

Proclamada a República e promulgada a Constituição do Estado, passa logo a figurar nas Armas e Selo do Espírito Santo. Vem a ditadura de Vargas e com ele caem os símbolos, as armas e as bandeiras estaduais, — mas, ao voltar o país ao regime da lei e da democracia, são eles restabelecidos e no caso particular do Estado capixaba é expedido o seguinte decreto:

"Decreto n.° 16 618 de 24 de julho de 1947.

Dispõe sobre os símbolos do Estado.

O Governador do Estado do Espírito Santo, usando de atribuição legal e tendo em vista o art. 6º, n.° V, do decreto-lei federal n.° 1202,  de 8 de abril de 1939; CONSIDERANDO que, pelo disposto no § único do art. 195 da Constituição Federal de 1946, os Estados e os Municípios podem ter símbolos próprios;

CONSIDERANDO que são eles Bandeira, Hino, Armas e Selos;

CONSIDERANDO que, respectivamente, pelos decretos ns. 455 e 456, ambos de 7 de setembro de 1939, foram estabelecidos o Selo e o Escudo das Armas;

CONSIDERANDO que, embora não definidos por ato expresso, a tradição admitira a Bandeira e o Hino — aquela com as cores azul e rosa e este sob música de Artur Napoleão e letra de Peçanha Póvoa;

CONSIDERANDO que a Assembléia Constituinte de 1947, manifestou-se pelo respeito fiel à tradição desses símbolos; CONSIDERANDO que o Instituto Histórico e Geográfico do Estado, assim igualmente, se pronunciou.

DECRETA:

Art. 1.°) — São símbolos do Estado:

a) a Bandeira;

b)  o Hino;

c) as Armas;

d) o Selo.

 

Art. 2.°) — A Bandeira do Estado terá as dimensões estabelecidas para a Bandeira Nacional, em três campos — azul, branco e rosa — retangulares, longitudinais e iguais, tendo no centro do segundo, em arco de letras azuis, a legenda: "Trabalha e Confia"

Art. 3.°) — O Hino constituir-se-á da música de Artur Napoleão e letra de Peçanha Póvoa.

Art. 4.°) — As armas serão representadas por uma grande estrela, em azul e rosa, no centro da qual se vê o Monte da Penha, com o Convento, envolvido por duas circunferências concêntricas, em cujo espaço intermediário se lê: "Trabalha e Confia" — Estado do Espírito Santo. Em forma de lira envolvem a grande estrela ramos de café e cana, ligados na base por um laço, em que se lê: 23 de maio de 1535 e 12 de junho de 1817.

Art. 5.°) — O Selo será de forma octogonal, em azul e rosa, tendo inscrito na base — Estado do Espírito Santo; no alto, 23 de maio de 1535; no centro, duas circunferências concêntricas e, inscrito no espaço intermediário, a legenda: "Trabalha e Confia"; no espaço interno do círculo, desenhado, o Convento da Penha .

Art. 6.°) — Padrões, dos símbolos do Estado, executados nos termos deste Decreto, serão depositados no Arquivo Público, para modelo obrigatório dos que se confeccionarem, por iniciativa pública ou particular.

Art. 7.°) — A Secretaria do Interior e Justiça baixará as instruções necessárias para execução deste Decreto.

Art. 8.°) — Revogam-se as disposições em contrário. Vitória, 14 de julho de 1947, 126.° da Independência c 59.° da República.

Carlos Fernando Monteiro Lindenberg

Fernando de Abreu

Napoleão Fontenele da Silveira

Erildo Martins

Antônio Barroso Gomes."

 

E não é só o Estado do Espírito Santo que incluiu o Convento da Penha em seus símbolos.

Também aparece ele no próprio selo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo.

Pintado em grandes telas pelos pincéis afamados de Vítor Meireles e de Benedito Calixto ou pelas tintas bem lançadas de muitos outros pintores de nomeada, lançado para diversas partes, em todas as suas facetas, em todos os tamanhos e nuances pela persistência caprichosa de Álvaro Conde, fotografado em todas as posições, inclusive por via aérea, através das máquinas de fotógrafos profissionais e amadores, dando vida aos postais da cidade, enriquecendo os álbuns dos apaixonados, levando mensagens a distâncias longínquas — o Convento da Penha tem sido e será sempre o símbolo máximo a representar o Espírito Santo.

 

Fonte: O Convento da Penha, um templo histórico, tradicional e famoso 1534 a 1951
Autor: Norbertino Bahiense
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2018

Convento da Penha

O genial Vitor Meireles no Convento da Penha no ano de 1871

O genial Vitor Meireles no Convento da Penha no ano de 1871

Os pincéis mágicos que imortalizaram as grandes telas históricas também estiveram na Penha, manejados pelo genial Vitor Meireles

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Campo de Piratininga na história do Convento

Os franciscanos compraram o campo de Piratininga, por 5$000, a Da. Catarina de Vide, viúva de Manuel de Vide, o compadre e amigo de Anchieta

Ver Artigo
As Terras do Convento – Por Nobertino Bahiense

O documento de doação feita pela Governadora da Capitania do Espírito Santo, Da. Luísa Grinalda, desde a longínqua data de 6 de dezembro de 1591

Ver Artigo
A Festa da Penha

A primeira Festa da Penha - como já se disse - foi realizada ainda em vida de Frei Pedro Palácios, que a promoveu. Escolheu ele a segunda-feira depois da dominga de Pascoela, dia consagrado, então, à devoção franciscana de Nossa Senhora dos Prazeres.

Ver Artigo
Festa da Penha (2005) - Por Mônica Boiteux

Em tempos idos, a Festa da Penha era o maior evento das Famílias de Vila Velha. Rendas brancas e flores nas janelas, as casas da Prainha se arrumavam para saudar a passagem da Santa

Ver Artigo
Milagres e a Festa da Penha – Por Maria Stella de Novaes

Numa pesquisa paciente naquele centro da devoção à Mãe do Salvador, encontramos o registro do primeiro milagre 

Ver Artigo