Morro do Moreno: Desde 1535
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O Convento, no Alto da Penha

Em 1558 chegava a Vila Velha uma das figuras mais populares do início da colonização do Espírito Santo. O franciscano Pedro Palácios (1500-1570), criador do Convento da Penha. Há versões contraditórias. Uns afirmam que esse espanhol descendia de nobres, e outros que ele era tão pobre a ponto de não poder ter estudado para ser padre. Por isso, tornou-se missionário.

Seu primeiro ponto no Brasil foi Salvador, onde, a serviço dos jesuítas, construiu a Igreja de São Francisco, em 1557. No ano seguinte chegou ao Espírito Santo, mais especificamente em Vila Velha, carregando um painel de Nossa Senhora dos Prazeres. Uma versão popular diz que o quadro indicou o lugar onde o frei Pedro Palácios deveria construir sua capela. No alto do Morro da Penha.

Capela

Ermitão, frei Palácios foi morar numa pequena gruta natural ao pé do morro escolhido. Ali construiu um nicho para o painel de Nossa Senhora, diante do qual o povo passou a se reunir para rezar e ouvir o primeiro franciscano que trabalhou por aqui. Em Lendas Capixabas, da historiadora Maria Stella de Novaes, o painel de Nossa Senhora desapareceu num dia e o franciscano só o achou depois de muita procura, no alto do morro, entre duas palmeiras. O sumiço ocorreu por mais duas vezes, mas sempre era encontrado no mesmo lugar. O frei reconheceu nisso um sinal da santa e decidiu construir o seu templo no rochedo.

Dali, em mutirão, o missionário, os índios e os devotos subiram carregando pedras para construir uma capela dedicada a São Francisco, no local conhecido atualmente por Campinho. Mais tarde foi construída outra capela no alto do rochedo, 140 metros acima do nível do mar.

Com o tempo, a ermida se ampliou, transformando-se em convento e santuário. Centro de permanentes peregrinações, o Convento da Penha é o principal monumento religioso do estado. A atual edificação do santuário data de 1644, quando se levantou o corpo da igreja, transformando-se a capela existente em capela-mor, segundo O Convento de Nossa Senhora da Penha, dos freis Basílio Rowern e Alfredo Setaro. O assoalho em estilo mosaico foi colocado em 1879.

A antiga ladeira que dava acesso ao convento é chamada de Ladeira das Sete Voltas, ou da Penitência, devido à sua declividade acentuada e ao calçamento disforme. As sete voltas insinuam as “sete alegrias de Nossa Senhora”, devoção pregada pela Ordem Franciscana.

Está exposta no convento a imagem de Nossa Senhora da Penha, que chegou em 1570, e o painel de Nossa Senhora dos Prazeres, que Pedro Palácios trouxe da Espanha. Essa pintura a óleo, de autor desconhecido, é possivelmente a mais antiga existente no Brasil. O santuário também abriga a imagem de São Francisco, esculpido em madeira, e a pequena ermida do frei Pedro Palácios ou das “Palmeiras”, localizada na subida do Convento.

Vila Velha ainda mantém a festa anual iniciada pelo frei Pedro Palácios, oito dias após a Páscoa, em homenagem à padroeira do Espírito Santo. Para recordar os primeiros tempos, alguns romeiros mantêm a tradição de subir o morro a pé, percorrendo a antiga ladeira da penitência, com sete voltas calçadas de pedras. Atualmente o caminho normal é uma estrada pavimentada, com acesso para carros.

 

Trecho transcrito do Jornal: A Gazeta (A Saga do Espírito Santo - Das Caravelas ao Séc. XXI)

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