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O Milagre Capixaba

Porto de Tubarão anos 60 Foto: Paulo Bonina

O processo desencadeado por Christiano Dias Lopes foi consolidado por seu substituto no poder, Arthur Gerhardt. No seu governo, que coincidiu com a fase eufórica do “Milagre Brasileiro” , grandes projetos industriais foram concluídos ou iniciados no Espírito Santo.

No primeiro ano de sua gestão, Arthur Gerhardt criou um distrito industrial para concentrar as micro, pequenas e médias empresas que foram surgindo. Localizado em Carapina, no município da Serra, foi batizado de Civit – Centro Industrial de Vitória.

A Companhia Vale do Rio Doce – CVRD – que, em 1966, construiu o Porto de Tubarão em uma antiga fazenda de gado na praia de Camburi, começou, em 1974, as obras da CST – Companhia Siderúrgica de Tubarão. O terminal de Tubarão foi necessário para “desafogar” o porto de Atalaia, na Baía de Vitória. A CST, além das usinas de “pelotização” do minério de ferro, passou a produzir aço em placas. No governo de Arthur Gerhardt, a Estrada de Ferro Vitória Minas foi duplicada para suportar a escala de exportação.

A Aracruz Celulose foi oficialmernte fundada em 1972. Simultaneamente, foi construído, na Barra do Riacho, no litoral do município de Aracruz, um porto especializado na exportação de celulose: o Portocel.

Na mesma época, em Anchieta, no sul do Estado, começou a instalar a Samarco Mineração.

Por meio de um mineroduto de 396 quilômetros, essa empresa transporta minério de ferro de Mariana, em Minas Gerais, até o litoral capixaba. Após ser transformado em pellets (“pelotas”), o minério é exportado pelo porto de Ubu, que foi construído com esse objetivo.

Arthur Gerhardt não atuou apenas no campo da industrialização. No setor agrícola, houve incentivos para o plantio de uma variedade africana de café: o Cofea conephora. O “conillon” ou “canelão”, como ficou conhecido, era mais resistente ao calor do que o Cofea arabica. Com ele, houve uma renovação dos cafezais capixabas.

Gerhardt deu início às obras da “Segunda Ponte” ligando Vitória a Vila Velha – a “primeira ponte” fora construída por Florentino Avidos, em 1928. Inserido no plano rodoviário, seu antecessor, Christiano Dias, havia desenvolvido o projeto “espinha de peixe”, que consistiu em construir estradas vicinais partindo de dois “eixos centrais”: a BR-101 e a BR-262. Na faixa litorânea, de Marataízes a Nova Almeida, foi construída a Rodovia do Sol.

 

Fonte: HISTÓRIA DO ESPÍRITO SANTO – Uma Abordagem Didática e Atualizada 1535-2002
Autor: JOSÉ P. SCHAYDER,2002
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2011

 

 

Saiba mais sobre o chamado “Milagre" Econômico Brasileiro

No governo do presidente Médici foi implantado no Brasil uma medida de crescimento econômico, o principal idealizador dessa medida foi o ministro da fazenda, que atuava desde o governo Costa e Silva, Antonio Delfim Netto, esse projeto tinha como princípio o crescimento rápido. O que ocorreu para provocar esse chamado “milagre” foi o imenso capital estrangeiro no país.

Durante vários anos o Brasil não recebia investimentos estrangeiros, por causa da instabilidade econômica, da inflação, resultados políticos do Governo de Jânio Quadros, e do tumultuado governo de esquerda de João Goulart.

O motivo pelo qual os recursos voltaram ao Brasil foi a estabilidade política e econômica propiciada pelos militares, que também coibia o “esquerdismo”.

Os recursos estrangeiros chegaram ao Brasil em volume muito grande, com isso, tanto empresas privadas quanto estatais foram beneficiadas, além das multinacionais, lembrando que tais recursos foram usados no seguimento industrial.

Surgiram nesse período empresas privadas brasileiras que se baseavam no setor Labour intensive (indústrias que apresentam pequena demanda de capital e grande demanda de mão-de-obra), já as empresas multinacionais tinham suas atividades focalizadas no setor capital intensive (forte demanda de capital e pouca demanda de mão-de-obra), as estatais investiram seus recursos em forças armadas, energia e telecomunicação.

Para consolidar o crescimento rápido foi implantada uma expansão de mercado internamente e externamente, a produção não era absorvida apenas pelos brasileiros e países de terceiro mundo, mas também pelos países industrializados, como EUA e países da Europa.
As empresas multinacionais que aqui se instalaram tiveram benefícios em mátria-prima, e também mão-de-obra, já que o governo mantinha os salários sempre baixos, quaisquer manifestações em busca de melhoria salarial eram respondidas de forma violenta por parte do governo. O governo estabilizou os ganhos dos pobres e favoreceu acréscimo aos rendimentos da classe média e dos profissionais especializados.

Foi nesse período que o Brasil, de forma concreta, entrou no processo de industrialização, mais de certo modo foi um processo sem planejamento social e que agravou mais ainda as desigualdades.

 

Fonte: www.historiadomundo.com.br

 

 

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