Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

O Palácio do Barão de Itapemirim

Ruínas do Palácio - Foto: Site Caminhadas e Trilhas

Até há pouco tempo a localização das ruínas do imenso casarão do barão de Itapemirim era mistério, mas recentemente historiadores localizaram o amontoado de pedras que sobrou da magnífica estrutura.

Esquecidas em meio a canaviais, na área da usina Paineiras, em Itapemirim, as ruínas em nada lembram a arquitetura luxuosa que no passado chegou a ser comparada a palacetes medievais.

O arquiteto e historiador Genildo Hautequest Filho esteve no local no final de 2007 e disse que, apesar de não ter restado nada do luxo da época, ele conseguiu ter uma noção do domínio que o barão exercia na região.

Das ruínas é possível avistar toda a Vila de Itapemirim. Para Genildo, das janelas de seu palacete, construído estrategicamente na colina da fazenda Santo Antônio de Muqui, o barão conseguia acompanhar o movimento no porto e vigiava quem entrava e saía do prédio da Câmara Municipal, que centralizava o poder municipal naquela época.

o luxo começava pela escadaria em mármore e dois leões em tamanho real. No interior, biblioteca, sala de armas, dezenas de quartos, salões adornados de quadros e grandes retratos de antepassados. A edificação, assim como nos castelos feudais, escondia galerias subterrâneas. Ao lado do casarão, o barão construiu uma capela cujo interior era totalmente coberto em ouro. O barão de Tschudi, que se hospedou nesta residência em 1860, escreveu: "Raras vezes vi no Brasil casas de fazenda em estilo tão soberbo e de tão bom gosto".

Alguns historiadores acreditam que o Barão de Itapemirim morreu de desgosto porque o Imperador Dom Pedro II, em viagem realizada a Itapemirim, não lhe deu a honra de ser recebido em seu palacete, apesar de todos os preparativos que havia feito.

O barão mandou seus 120 escravos largarem os canaviais para preparar a fazenda, capinaram a alameda de bambus, cobriram o caminho com folhas aromáticas e enfeitaram com flores. As escadarias e os leões foram lustrados. O barão comprou finas iguarias e bebidas importadas da Europa.

Enquanto os trabalhadores preparavam a fazenda, de binóculo em punho o barão observava a estrada. Mas Dom Pedro não veio. Preferiu se hospedar numa outra residência para minimizar conflitos entre o grupo do barão e dos moços da Areia.

 

 

Fonte: Jornal A Tribuna de 06/04/2008
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2012




GALERIA:

📷
📷


História do ES

Esmeraldas! Esmeraldas! – Governo de Antônio Luis Gonçalves da Câmara Coutinho

Esmeraldas! Esmeraldas! – Governo de Antônio Luis Gonçalves da Câmara Coutinho

O acontecimento culminante do seu período governamental foi a descoberta de minas pelo capitão Antônio Luís de Espinha

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Ano de 1564 - Por Basílio Daemon

Ainda no ano de 1587 existia naquela aldeia de São Lourenço, em Niteroi, este célebre índio, já bastante velho

Ver Artigo
Ano de 1562 – Por Basílio Daemon

D. João Nery identifica essa capela como a de São Tiago, cuja fundação seria datada de 1562

Ver Artigo
Ilhas no mar, baía e nos rios - Por Basílio Daemon

Em 1879 Basílio Carvalho Daemon publicou o livro Província do Espírito Santo, sua descoberta, história cronológica, sinópse e estatisticas

Ver Artigo
Donatários da capitania do ES - Por Basílio Daemon

Donatários da capitania, capitães-mores, ditos regentes e outros governadores, governadores da capitania, membros do governo da junta provisória, membros do conselho do governo

Ver Artigo
Basílio Daemon - Biografia

Por seus filhos capitão Dr. Ticiano Corrégio Daemon e tenente Daemon

Ver Artigo