Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

O que o capixaba tem?

Fomos impedidos de abrir estradas e de avançar. Por muitos anos, o capixaba viveria assim, como sentinela do ouro

O que a baiana tem todo mundo sabe. Elas já foram cantadas em verso e prosa pelo mundo inteiro, seus vestidos são marca registrada e seus acarajés e vatapás deliciam os mais exigentes paladares. O jeito "malemolente" do povo baiano não é defeito, é característica.

Mas por que falar dos baianos quando o assunto é o capixaba? Porque há muito tempo os intelectuais tentam explicar o Espírito Santo e o povo que vive aqui. Definir as características deste povo e descobrir, afinal, o que nos torna diferentes, é um desafio.

E se é possível reconhecer um baiano a léguas de distância, o mesmo não se pode dizer do capixaba. E não é só pelo jeito de falar, andar, comer ou vestir. O baiano ama a Bahia e fala dela. Orgulha-se dela.

Caipira no nome e por natureza, "o capixaba não é ufano com as coisas de sua terra", afirma o historiador Eliomar Mazzoco. Mas isso, antes de ser um defeito, é exatamente o que nos torna únicos.

Talvez a falta de um diferencial, que seja tão evidente quanto a figura da mulata passista, do gaúcho ou da baiana, seja a nossa marca. Somos acanhados e esta característica nos torna mais antenados com o mundo. "O Espírito Santo é uma síntese do país", destaca Eliomar Mazzoco.

Somos provincianos e sem identidade, é o que se ouve por aí. E aí não podemos esquecer que o capixaba tem um problema de auto-estima que o leva a não acreditar naquilo que faz ou produz.

O antropólogo Darcy Ribeiro, e seu livro "O Povo Brasileiro", afirma que três forças influenciaram nossa formação étnica: a ecológica, a econômica e a imigração.

Historicamente nos isolamos, e esse isolamento se reflete, ainda hoje, nesta maneira provinciana de ver o mundo. Mas não nos isolamos por vontade própria e sim por imposição de uma conjuntura política e econômica que precisava proteger o ouro escondido nas Minas Gerais.

Fomos impedidos de abrir estradas e de avançar. Por muitos anos, o capixaba viveria assim, como sentinela do ouro.

Por aqui, pouco se fez a não ser manter a faixa de praia conquistada pelos pioneiros. Quando os grandes centros industriais e comercias começaram a surgir, o Espírito Santo foi excluído do processo. Os passos por aqui eram lentos em meio a uma região que se desenvolvia à velocidade de um ônibis espacial.

 

Fonte: A Tribuna (21/05/2000)
Autora: Marcilene Forechi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, julho/2012 

 

Links Relacionados:

>> Imigração no ES
>> O que Vitória tem de melhor 
>> Canela-verde 
>> Capixabas, modéstia à parte 
>> A mexerica pocou!!!
>>
 
Capixabês 
>> Canela-Verde  
>> Nobreza Capixaba 
>> Folclore Capixaba 



GALERIA:

📷
📷


Matérias Especiais

Novidades no Farol de Santa Luzia

Novidades no Farol de Santa Luzia

É com alegria que recebemos a notícia de que o Farol de Santa Luzia vai, enfim, ser aberto diariamente!

Foi assinado em 27 de julho de 2006 um protocolo de intenções entre a Prefeitura de Vila Velha e a Capitania dos Portos. Conforme esse protocolo, a capitania cede a área do Farol para a Prefeitura transformá-lo em ponto turístico, durante o prazo de 10 anos, podendo ser prorrogado.

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Posfácio do livro Parabéns Pra Você – Por Cariê Lindenberg

Por fim, o que mais me marca em Maria é a sua determinação, força de vontade e grande fibra

Ver Artigo
Páginas soltas – Por D. Maria Lindenberg

Noventa anos significam uma vida repleta de bons e de maus momentos. De triunfos e de derrotas

Ver Artigo
Depois de Carlos – Por D. Maria Lindenberg

O domingo de 19 de agosto de 1990 deveria ser igual a qualquer outro

Ver Artigo
Em Palácio – D. Maria Lindenberg

Procurei ser amável sem pieguice; elegante, sem os maneirismos da moda; firme sem teimosia

Ver Artigo
O casamento – D. Maria Lindenberg

Sentamos no banco, que rodeava o abacateiro, para apreciar o cair da noite e, pronto, aconteceu: Carlos me deu o maior beijo

Ver Artigo