Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Panorama da cultura capixaba

Renato Pacheco - Bico de pena, por Wagner Veiga

O passado é pobre, mas alguma coisa ferve no caldeirão

O Espírito Santo não possui uma cultura típica. Muito menos identidade cultural. O historiador Renato Pacheco explica, conformado, que o Estado passou 350 anos fechado a qualquer tipo de progresso. O isolamento foi rompido no século passado. Em 1850, não havia mais do que quatro núcleos populacionais com 20 a 30 mil habitantes no Estado. Não havia espaço para o desenvolvimento de uma cultura acadêmica, diz Pacheco, que exemplifica o atraso com duas histórias.

Quando Vitória passou a ser uma cidade mais moderna, na primeira década deste século, os capixabas adquiriram um certo complexo de inferioridade, pois tudo vinha do Rio, a capital do país. Como criar uma cultura própria numa cidade onde seus habitantes se dedicavam a imitar os modismos e a vida cultural dos cariocas?

Depois, nas décadas de 20 e 30, o movimento não melhorou em Vitória. Artista era figura rara na cidade, que também desconhecia músicos. Livro, publicava-se um por triênio, sempre com edição carioca. Somente a partir da década de 50, com a decolagem da universidade federal, surgiram verdadeiras oportunidades culturais.

Apesar de ser duro na avaliação do passado cultural capixaba, Renato Pacheco elogia três aspectos positivos no atual panorama do Espírito Santo. Ele observa que o Estado preserva sua cultura popular, tanto que mantém grupos folclóricos autênticos e ativos. Que a cultura capixaba foi enriquecida pela miscigenação de raças. E que evoluiu tanto a ponto de possuir hoje uma cultura de massas, abastecida por uma incipiente indústria cultural.

Não há nenhuma revolução em andamento, mas em quase todas as áreas existe algo novo acontecendo, um panorama bastante animador.

Música

A produção musical capixaba não é rica como a baiana, mas deu uma mão a dois movimentos do Brasil contemporâneo.

Primeiro, com Roberto Menescal, Maísa e Nara Leão, entrou no barquinho da bossa nova. Depois, na década de 60, pegou carona no carrão da música jovem pilotado por Roberto Carlos, que levou longe “Meu Pequeno Cachoeiro”, de Raul Sampaio.

Hoje, em Vitória, há duas gravadoras operando. É a base de um pólo musical que começa a se estruturar.

 

Fonte: Os Capixabas, A Gazeta 14/12/1992
Pesquisa e textos: Abmir Aljeus, Geraldo Hasse e Linda Kogure
Fotos: Valter Monteiro, Tadeu Bianconi e Arquivo AG
Concepção gráfica: Sebastião Vargas
Ilustração: Pater
Edição: Geraldo Hasse e Orlando Eller
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2016

História do ES

Os partidos políticos no ES

Os partidos políticos no ES

Em janeiro de 1943, o interventor João Punaro Bley foi demitido do posto e substituído por Jones Santos Neves. Este era um político espírito-santense ligado aos grandes cafeicultores e com profundos laços de lealdade a Vargas

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Visita do Imperador ao ES – 1860

SS. MM. desembarcavam ao meio-dia. A esta hora todas as autoridades civis e militares, sacerdotes, estavam no Cais das Colunas esperando SS. MM.

Ver Artigo
Sedição de Piúma – Questão Christie

Grandes e pequenos vibraram de justa indignação contra a atitude desairosa do diplomata inglês. Choveram donativos de todos os quadrantes da província

Ver Artigo
A Guarda Nacional do ES – 1856

Pereira de Barros concretizou a idéia; e o fez com tamanho entusiasmo que, a dois de dezembro de 1856, aniversário natalício do imperador 

Ver Artigo
Guerra do Paraguai

O primeiro contingente da Província do ES, constituído de oficiais e soldados de primeira linha da sua guarnição, largou para o sul a catorze de fevereiro de 1865 

Ver Artigo
Abolição do tráfico de escravos

A vizinhança das províncias de Minas Gerais e Rio de Janeiro tornou o litoral do Espírito Santo uma das regiões mais visitadas pelos negreiros

Ver Artigo