Morro do Moreno: Desde 1535
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Perfil - Vasco Fernandes Coutinho

Brasão e assinatura de Vasco Coutinho

Em 1º de junho de 1534 foi expedida a carta de doação.

O donatário, Vasco Fernandes Coutinho, era um homem da melhor fidalguia. Servira em Goa, na China e na África.

Depois dessas companhias devia ser um homem da vida.

Não era um personagem notável na Metrópole, nem sua empresa foi objeto de grande interesse para uma população fortemente excitada pela fama das riquezas do Oriente.
Mas Vasco Fernandes Coutinho era um aventureiro.

Era um dos

“... barões assinalados,
Que da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca dantes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que provetia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino que tanto sublimaram”.

Teria todas as qualidades positivas e negativas dos seus contemporâneos, aumentadas umas e outras pela luta impiedosa, onde se misturavam, paradoxalmente, o fanatismo religioso e a ambição desmedida. Conjugavam-se nele o desapego pela própria vida e a cobiça pelo poder e pelo fausto.

Era essa a armadura que necessariamente tinham de vestir os cruzados dessa nova conquista. Trazer os homens brutos para a fé cristã e apoderar-se do ouro e das pedrarias com que o sertão deveria recompensar os mais ousados e os mais fortes.
Em 23 de maio de 1535, no Dia do Espírito Santo, o donatário desembarcava na enseada junto ao Monte Moreno.

Trazia consigo cerca de 60 homens, aí incluídos “dois fidalgos da nobreza”, D. Jorge Menezes e D. Simão de Castelo Branco, que vinham cumprir as suas penas de degredo, apenas disfarçado.

 

Fonte: Espírito Santo: história de suas lutas e conquistas – Artgraf, Vitória-ES, 2002
Autor: Neida Lúcia Moraes
Compilação: Walter de Aguiar Filho, maio/2012 

Vasco Fernandes Coutinho

Vasco Coutinho velejando para o Brasil

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Vendeu tudo, contraiu dívidas, arregimentou os irreconciliáveis sessenta colonos e, com criados e fâmulos, empinou as velas do "Glória" em busca de seu "vilão farto"

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