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Pregões em Vila Velha

Pregões de Peixe

Em Vila Velha, na década de 20, os vendedores ambulantes tinham seu repertório especial para apregoarem suas mercadorias. Este modo pitoresco de anunciar seus produtos, na maioria das vezes, era inventado pelo anunciante (N.R.: Como existe hoje alguns ambulantes e feiras livres).

Havia em Vila Velha, ainda no tempo do cinema mudo, o "Cine Cici" de propriedade do Sr. Tinininho.

Neste cinema os seus frequentadores se deleitavam ouvindo melodias executadas pelo saudoso violonista Tanego Barros, com sua esposa Maria José, ao bandolim. Quanta poesia no passado!

A tarde dos dias em que os filmes seriam exibidos, saíam pelas ruas dois garotos portando um grande cartaz, com numerosos acompanhamentos de meninos e gritavam:

"É hoje no Cici... belíssimo drama em cinco atos... às 8 horas da noite..."

E assim apregoando o filme, ganhavam entrada para o cinema.

E o nosso vendedor de bilhetes de Loteria?

Jacob, sírio de nascimento, vindo para Vila Velha rapazinho com sua mãe, conhecida como "madama turca", dedicava-se à venda de bilhetes lotéricos, aqui e em Vitória. assim apregoava seus bilhetes:

"É o baru bra hoje... Federa..." que, "traduzindo" é o seguinte: É o peru pra hoje... Loteria federal...

Creoulinho esperto e bom negociador era o nosso vendedor de miúdos de boi. Seu pregão era cantado:

"Olha o bucheiro...
Cabeça de boi, passarinho,
ainda tem rabadinha..."

Diogo, pescador do século XIX assim anunciava seus peixes:

"Peixeirô...ô...ô...
É Diogo... gô... gô... " (N.R.: Seria no ritmo da Poeira da Ivete Sangalo, dos dias atuais?)

Ah Vila Velha! Quando seus antigos moradores imaginariam que sua modesta cidade pudesse se metamorfosear em quase uma metrópole? E seus pescadores, que sua Praia da Costa se transformasse num elegante bairro residencial e que suas cabanas tão depressa fossem substituídas por belíssimas e modernas residências?

 

Autor: Maria da Glória de Freitas Duarte
Fonte: Vila Velha de Outrora - Vitória - 1990
Compilação: Walter de Aguiar Filho,dezembro/2011

Vila Velha

Academia de Letras Humberto de Campos

Academia de Letras Humberto de Campos

Na década de 50, o mundo se recompõe dos destroços herdados da grande guerra, o Brasil vive momentos áureos da democracia e o Espírito Santo cresce em todas as áreas de sua vida administrativa. Tudo se modifica. Por sua vez, Vila Velha começa a ensaiar seus primeiros passos em busca do progresso. Nesse clima de euforia e de desenvolvimento, resolveram os integrantes do Centro Cultural transformá-lo em uma ACADEMIA DE LETRAS.

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