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Princesa saqueava navios

Capa do Livro do Escritor Maciel de Aguiar

Um fato curioso foi marcante ma história do norte do Espírito Santo, em São Mateus e Itaúnas. No final do século dezessete e início do século dezoito, viveu na região a princesa angolana Zacimba Gaba, da nação de Cabinda, que foi capturada e trazida para o Brasil como escrava.

Comprada pelo fazendeiro José Trancoso, da Capitania de Porto Seguro, no Recôncavo Baiano, ela foi levada para a sua fazenda em Riacho Doce. Em 1674, a capitania incorporou toda a região de São Mateus, que pertenceu à Bahia.

Conforme conta o historiador e escritor Maciel de Aguiar, a princesa teria envenenado o fazendeiro com o que ficou conhecido na época como "pó de amansar senhor", uma espécie de veneno da jararaca. A cabeça da cobra era queimada e torrada. O pó misturado à comida dos senhores pela mucamas.

Libertada, Zacimba passou a liderar, no período de 1695 a 1710, um grupo de escravos fugitivos que saqueava navios vindos de Angola abarrotados de escravos, na foz dos rios Mucuri e Cricaré.

Sempre em ataques noturnos, quando a tripulaçao estava dormindo, a princesa e seus comandados subiam ao convés e pegavam os mercadores de escravos desprevenidos.

Segundo narra o escritor, no ano de 1710, Zacimba foi morta e todo o seu grupo após sofrer uma emboscada. Entretanto, a história da princesa que lutou contra a escravidão ficou registrada pela história.

 

Fonte: A tribuna (29/7/2007)

 

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