Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Quantas montanhas...

E lá fui eu, abraçada ao meu “Reino das Palavras”, instalar o meu reino literário na cidade de Pancas, a 180 quilômetros de Vitória. Logo na chegada, me deparei com o parque natural das exuberantes montanhas: Camelo, Pontões, Agulha, Pedra da Rita... Após a palestra e a visita a Secretaria de Educação e autógrafos dos livros, fui conhecer e descobrir os encantos e recantos bucólicos da região...

Pancas desperta para o turismo de aventura. Lá já existe a Associação de Vôo Livre (www.avip.com.br). Campeonatos esportivos estaduais e municipais são realizados na cidade. Seguindo o serpentear do Rio Pancas, avistei os cafezais esverdeando a esperança, as cachoeiras, os rios, os animais e as trilhas que alavancam o turismo esportivo do lugar.

O município está investindo na educação ambiental, envolvendo alunos, objetivando a necessidade de preservar a natureza. Por entre montanhas, pedra preciosas e o delicioso café (conilon e arábica), o soberano sustentáculo da economia local, relembro que Pancas possui uma história que remonta ao ano de 1914, com forte influência pomerana (em Vila Verde e Lajinha).

A língua pomerana foi oficializada e existe até um dicionário pomerano/ português. O garimpo foi explorado e por lá encontraram-se as maiores águas marinhas: a Xuxa e a Marta Rocha.

As cachoeiras do Bassani e a fazenda Breda refrescam o calor intenso do clima tropical da região. Já na cidade, o calçadão, as lojinhas, o artesanato, a casa do mel, as quadras de esportes, as feiras de doces caseiros, o brote (broa), a lingüiça e a folia de reis, registram a identidade cultural e folclórica de Pancas.

Já a Igreja de Santa Luzia ergue-se imponente e protetora, bem no centro da cidade. Elevo até ela minhas preces de agradecimento, pelo carinho, pelo povo acolhedor e simpático que refletem em cada olhar a certeza de que vou voltar para participar dos festejos da cidade, para me aconchegar na Pousada do Ninho de Águia e de lá estender minhas mãos e alcançar a lua que brinca de se esconder atrás das montanhas verdejantes.

Vou entender minhas mãos e tocar a poesia de um azul olhar, que me parece luar e mar, onde eternamente gostaria de morar... Vou voltar a Pancas e rever os recantos e encantos da nobre cidade do Espírito Santo. E você, já foi lá? Não!!! Pois então vá!

Fonte: Valsema Rodrigues – escritora e historiadora
Publicado em A Gazeta (15/04/2009)



GALERIA:

📷
📷


Matérias Especiais

Ceia Natalina

Ceia Natalina

A ceia natalina do Brasil e de outros países guardam muitas tradições em comum. Elas tem origem em velhos hábitos da Roma antiga

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Saudações - Fernando Antonio de Oliveira

Carta endereçada ao escritor Walter de Aguiar Filho, autor do livro "Krikati, Tio Clê e o Morro do Moreno", pelas lembranças que nos traz sobre Vila Velha de outrora e pelo alerta sobre a identidade e cultura do canela-verde. Confira!

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte VIII (FINAL)

Cristóvão Jaques foi o único que fez reconhecimentos e assentou padrões, conforme estão de acordo todos os cronistas e historiadores, estando por isso provado ser ele o primeiro que reconheceu a costa da província do ES

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte VII

Com a chegada e desembarque, na província do Espírito Santo, do donatário Vasco Fernandes Coutinho, a 23 de maio de 1535, temos finalizado a notícia dos navegantes que tocaram ou não nas costas desta província

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte III

Conclui-se, afinal, que o navio em que viera Diogo Álvares (Caramuru) não ultrapassou a baía de Todos os Santos, onde naufragara

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte I

Pedro Álvares Cabral saiu de Lisboa a 9 de março de 1500, com 10 caravelas e 3 navios, tendo por guarnição 1.200 homens

Ver Artigo