Morro do Moreno: Desde 1535
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R A R I D A D E

Acerca do autor e de sua obra pouco se sabe da vida de Pero Magalhães Gândavo, natural de Braga, filho de pai flamengo, ignoram-se as datas do seu nascimento e morte, mas pensa-se que ainda vivesse em 1576, ano em que foi impressa a Historia.

Humanista distinto, versado em latim e redigindo com grande facilidade, foi professor na região entre Douro e Minho tendo conhecido a obra de autores seus contemporâneos como Sá de Miranda, João de Barros, André de Resende e Camões, este último colaborou, com um certo número de tercetos e um soneto, na edição da Historia.

Publicou em 1574 as Regras que ensinam a maneira de escrever a ortographia da lingua Portuguesa e O Tratado da Província do Brasil, talvez escrito em 1569 embora só aparecido em 1826 no 4º vol. da Colecção de notícias para a historia da Geografia das nações ultramarinas.

Permaneceu no Brasil algum tempo onde se sabe que D. Sebastião, por alvará de 29 de Agosto de 1576, o nomeou provedor da fazenda em S. Salvador da Baía considerando os serviços por ele prestados em "trelladar alguuns liuros e papeis de meu serviço".

Segundo Vasco da Graça Moura, ao voltar a Portugal tornou-se copista da Torre do Tombo onde poderá ter constatado com Damião de Góis e Luís de Camões.

A Historia da Provincia de Santa Cruz, impressa em 1576, foi traduzida desde cedo em castelhano e mais tarde em francês e inglês permanecendo quase desconhecida, embora segundo Henri Ternaux seja uma das "mais notáveis que apareceram no século XVI, sobre a descrição de países longínquos." Integra-se no ciclo literário da revelação da terra e do homem do Brasil.

Em estilo simples, pouco comum na época, Gândavo descreve a descoberta feita por Pedro Álvares Cabral e retoma os mesmos temas do Tratado dissertando sobre a geografia e a história natural do país e os costumes dos índios. É um louvor ao Brasil insistindo no seu clima, águas, fertilidade e riqueza, abundante em açúcar, algodão e pau-brasil e apela à fixação dos portugueses no novo continente.

Sente-se já o entusiasmo pela terra que considera entre as Províncias da América "sem contradição a melhor para a vida do homem", mantendo a objetividade nos seus relatos e não se deixando perturbar com os mitos que enchem os escritos de alguns viajantes da época.

Segundo o Padre Leite de Faria, desta obra de extrema raridade existem nove exemplares dispersos por diversas Bibliotecas Europeias e Americanas.

 

Fonte 1:Tratado da Provincia do Brasil - Instituto Nacional do Livro (Diretor - Augusto Meyer), Ministério da Educação e Cultura,1965
Dicionário da Língua Portuguesa - Textos e Vocabulários - Coleção Organizada e Dirigida por A.G. Cunha
Reprodução da Biblioteca Sloaniana do Museu Britânico
Edição preparada pelo professor Emmanuel Peeira Filho
Fonte 2: Biblioteca Nacional de Portugal - Tesouros
Autor: Pêro de Magalães de Gândavo
Pesquisador: Walter de Aguiar Filho, jan/2011
Fotos: Escaneadas do próprio livro

 

 

 

       

 

 

 

 



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Eugênio Pacheco de Queiroz

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Eugênio Pacheco de Queiroz foi prefeito de Vila Velha entre 1937 e 1943, em segundo mandato. A principal obra que realizou nesse segundo mandato foi de caráter urbanístio, corrigindo o traçado das ruas Municipal e Luiza Grinalda e prolongando-as até a orla da Prainha

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