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Reminiscência 3ª Parte – Memória da cidade de Nossa Senhora da Vitória (1936 -1956)

O Mestre com o Mestre

3 – 1946 A.D.

Dezoito anos e já professor do Colégio Estadual? Sim, graças a Guilherme Santos Neves. Fundamos Antenor, Nélio, Cristiano, Rominho, Cariello e eu a Academia dos Novos que ia comandar a literatura de Vitória nos próximos cinco anos. Pesquisa de folclore, seguindo os passos de Mestre Guilherme. Em Guarapari, as primeiras namoradinhas Alice, China e Glória.

A guerra acabou, Getúlio caiu. Amor a Campinho.

Aos sábados à tarde, apoiados por Eurípedes Queiroz do Valle, vulgo Beneventino, subíamos pelo elevador do Banco de Crédito Agrícola do Espírito Santo, e, na mágica salinha do 3º andar, maravilha das maravilhas, as reuniões da Academia Capixaba dos Novos, entre os livros e quadros doados por Saul de Navarro.

Fui a Viçosa, com Auler Thomé e Renato Aguiar, e na volta dei notícia em A Gazeta, diretor Eurico Rezende, meu primeiro artigo na grande imprensa. Discutíamos com Olímpio José de Abreu o futuro incerto do Brasil. Deixei de ser um jovem que promete e me tornei uma realidade com as grandes reportagens em A Tribuna, que Pedro Lafayete incentivou. Democracia: - neste ano, promulgada a nova carta, o professor ainda ensinava direito constitucional pela carta de 1937, preguiça pura.

 

Nota do Site: O Termo A.D. juridicamente significa: A.D. perpetuam rei memoriam - Diligências requeridas e promovidas com caráter perpétuo, quando haja receio de que a prova possa desaparecer; para a perpétua memória da coisa.

Autor: Renato Pacheco
Fonte: Escritos de Vitória, 1- Crônicas, Vitória-ES, 1993
Compilação: Walter de Aguiar Filho,junho/2011

 

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Parabéns, Vitória (desde 8 de setembro de 1551)

Vitória - Por Francisco Aurélio Ribeiro

Vitória - Por Francisco Aurélio Ribeiro

Extra-oficialmente, consagrou-se a canção “Cidade Sol”, de Pedro Caetano, como o hino afetivo ou emocional de Vitória e, a partir daí, não mais se referiram à nossa bela capital como “Cidade presépio” mas, sim como “Cidade sol”

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