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Reminiscências – Por Rubem Braga (Crônicas — 1947-1951)

Vapor Juparanã - Colatina inauguração 22-09-1927

As quatro crônicas aqui reunidas falam de coisas do Espírito Santo, província natal do autor; a primeira é do livro "Um pé de milho" (1948); a segunda e a terceira, de "O Homem Rouco" (1949); a última, de "A Borboleta Amarela" (1955).

EM CACHOEIRO

Chego à janela de minha casa e vejo que umas coisas mudaram. Ainda está ali a longa casa das Martins, a casa surpreendente de dona Branquinha. Relembro os bigodes do coronel, e as moças que estavam sempre brigando porque nossa bola batia nas vidraças. Jogávamos descalços na rua de pedras irregulares e tínhamos os dedos e as unhas dos pés escalavrados e fortes. Vista de fora, aquela casa podia parecer quente; mas ainda sinto na planta dos pés o frio bom de ladrilhos da ampla sala toda aberta para a sombra doce do pomar de romãs e carambolas; atrás do pomar o rio chorando. Ali está inda a casa de meus tios onde antes moraram os Leão e os Medeiros. Agora até meu tio morreu, e no lugar do pé de cajá-manga há uma mangueira; e um renque de acácias espanholas, amarelas e vermelhas, corre sob as janelas do lado. Vão construir no terreno em frente, onde havia aquela interminável família de negros e depois os cachorros de caça do Nilo Nobre.

Estou cercado de lembranças — sombras, murmúrios, vozes da infância, preás, mandis e sanhaços; gosto de ingá na ilha do rio, fruta-pão assada com manteiga, fumegante no café da tarde, lagostins saindo das locas e passeando na areia nas tardes quentes, piaus vermelhos, lua atrás do Itabira, nomes que esquecera, aquela menina lourinha, filha de seu Duarte, que morreu, enterro alegre de meu irmão, acho que Francisquinho, com nós todos esperando debaixo do caramanchão; e meu pai na cadeira de balanço, Zina guiando o Ford, bois descendo para o matadouro, mulheres de lenço na cabeça descendo do Amarelo, vendendo ovos a um "florim" a dúzia; e escorregamos em folha de pita pelo morro abaixo até o açude... Mergulho nesse mundo misterioso e doce e passeio nele como um pequeno rei arbitrário que desconhece o tempo; ainda existe o colégio de Tia Gracinha, ainda existe o coqueiro junto da ponte do córrego; esfregamos nossos braços com urucu, e para evitar frieira, temos sempre um barbante amarrado no tornozelo. São dezenas, centenas de lembranças graves e pueris que desfilam sem ordem, como se eu sonhasse. Entretanto uma parte desse mundo perdido ainda existe e de modo tão natural e sereno que parece eterno; agora mesmo chupei um caju de 25 anos atrás.

É extraordinário que eu esteja aqui, nesta casa, nesta janela e ao mesmo tempo é completamente natural e parece que toda minha vida fora daqui foi apenas uma excursão confusa e longa: moro aqui. Na verdade onde posso morar senão em minha casa?

Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era "Centro Operário de Proteção Mútua" ou "Centro Operário e de Proteção Mútua"? Pela noite a fora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor, e quando morreu teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último à esquerda era o preto Bernardino e à direita o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos os que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil: eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas.

Bem, tenho de sair. Mas no momento em que vou deixar a janela vejo um homem que passa para baixo; é um velho com seu andar lento. É Chico Sapo. Inútil querer lembrar-lhe o nome. Talvez ele se zangue com esse mas eu nunca soube de outro, e esse nome que a um estranho pode parecer engraçado, a verdade é que ele tem para nós alguma coisa de nobre. Sim, é Chico Sapo, o ferreiro, pai de Manuel Sapo e também de Pio Sapo, que agora me contam que morreu. É o velho Chico Sapo, e nenhum rei da Inglaterra tem um nome mais nobre. Lá vai ele, no seu lento andar de sempre, mais velho e útil que o pé de fruta-pão, da idade talvez das águas do rio, e tão antigo e tão laborioso e tão Cachoeiro de Itapemirim como as águas do rio. Passa agora como passava na minha mais remota infância; trabalha através dos séculos, sério, calado e obscuro, o velho Chico Sapo; e é sólido, respeitável e eterno. Quando volto ao centro, e olho de baixo para a Câmara Municipal, não é um trabalhador do tempo de minha infância que vejo. Mas é também um trabalhador que está ali, de pé, junto àquela porta, de componedor na mão, com o mesmo assobio de 18 anos atrás. Lá está Hélio Ramos diante de sua caixa de tipos. Eu estou longe daquele menino de 15 anos metido a fazer artigos, e meus amigos também envelhecem, João Madureira se lamenta da careca; sentimo-nos passar e estragar. Mas vemos lá em cima Hélio Ramos no seu posto. Sou informado de que ele agora tem seis filhos e não apenas toca na banda como é maestro. Mas ali, de componedor na mão, é o mesmo Hélio Ramos, grave e eterno, acumulando uma estranha nobreza no melhor valor dessa palavra, nobreza igual à de Lord Chico Sapo e à de Sir Orlando Sapateiro, nobreza de Cachoeiro de Itapemirim.

REGÊNCIA

Regência, na beira Sul da foz do Rio Doce... Daqui para cima todo o vale se agita numa febre de progresso; motores novos pulsam no rio, a estrovenga limpa o mato, o machado abate os troncos, o cacau se alastra, as serrarias guincham, os colonos requerem terras, a ferrovia se renova, os minérios são arrancados da terra, os americanos fazem contratos, os baianos chegam ávidos de dinheiro.

Mas Regência dormita. Ali mesmo do outro lado, a menos de uma légua rio acima, um lugar que só tem o nome de Povoação está crescendo; já se mudou para lá o juiz distrital, já lá se foi o registro civil; lá se fundam fazendas, lá se abrem casas, lá se ganha dinheiro depressa. Em Regência as casas são Vidas relativamente novas e feias; a igrejinha é de um medíocre estilo comercial. Isso me espanta; não ficou nada da antiga Barra do Rio Doce, da nobre Regência Augusta, pátria do Caboclo Bernardo?

Pergunto onde morava o Caboclo Bernardo. Dizem-me que era perto da igreja, ali... onde está aquela comprida canoa de peroba. A velha Regência o rio comeu, lambendo devagar uns 250 metros de barranco onde estava a povoação toda... "Aqui onde nós estamos — explica-me um caboclo velho — aqui a onça vinha pegar bode".

No extremo ocidental da aldeia há cinco coqueiros; um deles já pende sobre as águas, que lhe lambe a terra sob as raízes. O baixo Rio Doce fica de ano para ano mais largo e mais raso.

Estico-me debaixo de uma árvore, no capim, à beira-rio. Esse matinho ralo aqui perto me é familiar: vassoura, guaxima, assa-peixe. E a casa de pensão tem um jardim desordenado e ingênuo, de acácias, amor-de-homem, cravo-de-defunto e cravo-de-cachorro. E no meio de tudo um pé de aipim, com seu caule de um violeta escuro, os ramos um pouco mais claros, as folhas de um verde que vai da roseira até o roxeado, com uma delicadeza de veias tênues que fazem esse arbusto delicado e flexível lembrar certas morenas finas em que o azul das veias sob a pele tem um leve tom violáceo.

Ando pela beira do rio e recolho essa semente não sei de que, a que chamávamos Olho-de-boi; lembro-me de que às vezes a gente a esfregava numa pedra e quando estava bem quente a encostava na perna de outro menino.

Um caboclinho está pescando e lhe peço a iba, que aqui se chama, bem mais explicado, pindaíba. Sinto um peixe que não belisca, mas puxa mansamente o anzol, e sussurro para o menino um nome de que não me lembrava mais desde a infância: "acho que é moréia..." Um puxão mais longo, e a moréia vem no anzol. Essa pequena vitória me enche de uma secreta delícia; então esses inumeráveis anos de bater à máquina, de fazer tanto gesto mecânico no exílio urbano não me tiraram essa sensibilidade de menino que ainda reconhece a moréia e sabe o instante exato de puxá-la. Aqui o lambari de S. Paulo e Minas se chama, como no Itapemirim, piaba; aqui reencontro meus peixes, minhas palavras no seu sentido antigo, uma vida de beira-rio que afinal nem de todo se perdeu.

Quando anoitece ainda ando pela margem. Vejo então uma caboclinha de seis ou sete anos que parece muito ocupada. Está sozinha naquela boca da noite; apanha água no rio com uma latinha, atravessa um pequeno trecho de areia, senta-se no capim e lava os pés. Depois volta a pisar na areia, sujando outra vez os pés, apanha água, volta para o capim. Faz isso muito séria, tirando um gozo infinito desse brinquedo ingênuo e pateta. Fico a olhá-la em silêncio, e ela não me vê, toda entregue ao seu trabalho singular. Seu vulto escurinho de índia, com os cabelos muito pretos e lisos caindo pelas costas se move na penumbra da beira-rio.

Chamo-a. Leva um susto e depois, a qualquer tolice que lhe digo, ri muito, seu risinho de dentes agudos e miúdos. Dou-lhe uma prata, fico sabendo que se chama Zezita. Sai correndo, abaixa-se mais adiante, apanha alguma coisa e traz para mim. É o seu tesouro daquele dia que deixara ali: um camarãozinho pegado a mão, e ainda vivo, duas vagens de ingá madura.

Aceito um ingá. Sento-me ao seu lado no capim, diante do grande rio que desce com um vago murmúrio; ficamos em silêncio, na noitinha, olhando o rio, cuspindo o caroço preto do ingá...

O BARCO "JUPARANA"

Apresento-vos um navio que não é dos maiores do mundo: tem 26 metros de popa a proa, e 6 de largura. Está sendo todo pintado de branco; assim ficará mais bonito. Estão sendo arrumados seus 8 camarotes, e também seu bar com uma boa geladeira. Foi lançado à água em 1926, mas agora está todo renovado, e galante.

Quereis fretar esse navio e nele navegar a vossa tristeza e o sonho vosso? Arranjo por 3 dias; e pagareis 800 cruzeiros por dia. Isso inclui, senhor, a lenha para o motor de 80 cavalos, e o pagamento dos 13 tripulantes, inclusive o papo cordial e a cachacinha fornecidos em seu próprio camarote, pelo comandante Pedro Pichim. Seu nome, tal como ficou registrado em Moscou, é Pedro Epichim, e assim ele se assina; mas está acostumado a ser chamado de "seu" Pedro Pichim.

O cozinheiro é bom, e não ficareis espantado ao reparar, por exemplo, que o timoneiro às vezes usa um enorme facão de mato pendurado no cinto. Nosso barco é muito florestal. Nele podereis subir de Regência do Rio Doce a Colatina e entrar em muitas lagoas, inclusive na maior e mais bela de todas as lagoas de água doce deste imenso Brasil, de água muito clara e muito funda, cercada de floresta imponente, com a ilha do Imperador no meio, tendo uns 32 quilômetros de comprimento e na maior largura uns 5.

Nesse navio podereis levar, se tendes muitos amigos, até 300 pessoas, e se tendes muitos haveres até 25 toneladas de carga. Aconselho-vos a não levar tanto, pois se é verdade que o "Juparanã" cala, sem carga, apenas 55 centímetros, também é certo que seu casco se afunda na água mais 1 centímetro por 2 toneladas de carga; de maneira que, tendo muito peso, ele perde o que me parece ser seu encanto principal, que é a presteza e graça com que acode ao chamado de qualquer bandeira branca na margem, encostando os peitos no barranco, como pata maternal.

Assim essa viagem de 130 quilômetros desde a Barra até Colatina tem na verdade muito mais do dobro, não só pelo capricho do canal como pelo bom coração de nosso barco. Às vezes aparece uma bandeira branca à margem direita e outra à margem esquerda; e nem é bandeira direito, é um saco de algodão ou um simples lenço, qualquer farrapo branco chamando, mandando seu apelo da fímbria da floresta escura. E lá vamos costurando o rio, da margem norte à margem sul.

Quando anoitece, basta ao caboclo ribeirinho agitar uma lanterna ou lamparina, um simples tição bem aceso para que o "Juparanã mude de rumo e, com sua grande roda traseira batendo como um coração amigo, vá apanhá-lo na barranca humilde. E ele é amigo de suas irmãs menores, essas canoas do Rio Doce, canoas de peroba, cobi, vinhático, cerejeira, oiticica, araribá, seja de 20 metros de comprido e 4 palmos e chave de largura, seja canoinha boieira que um menino guia. O canoeiro, do meio do rio, faz um sinal, e ele pára, delicado. O canoeiro vem vindo, e agita um papel na mão:

— Firmino, esta carta é para botar no Correio em Colatina...

E se o canoeiro viaja, sua canoa também vai. Temos nesta viagem atadas a cada lado seis canoas compridas, e Pedro Pichim me diz que chega a levar trinta em suas ilhargas amigas.

Não é preciso comprar passagem, fica entendido que em cima é primeira classe e embaixo é segunda. Camarote e comida são pagos em separado. Pedro Pichim, o velho lobo do rio, leva na mão um caderno escolar onde toma nota do nome do passageiro e o preço da passagem: da fazenda "Maria Bonita" até a fazenda "Boa Esperança", ele calcula, por exemplo, 10 cruzeiros. Há 26 anos, desde que esse navio, vindo da Alemanha, foi montado em Colatina e lançado às águas do rio, que Pedro Pichim o comanda para baixo e para cima — e ajuda a pôr a mesa, oferece manga às damas e ingá às criancinhas, tão cheio de autoridade e tão simplesmente cordial, já com dois filhos homens na tripulação. Antigamente, diz ele que muitas vezes tinha de cobrar passagem de revólver na cinta, às vezes mesmo na mão, porque algum baiano de maus bofes resolvia fazer carinho no cabo do seu facão de mato e dizer que já tinha pago. "Então paga outra vez porque senão encosto o barco no barranco e você salta."

Quem sobe da Barra e vê, logo acima de Povoação, no lado norte, uma pequena sede de fazenda fazendo um claro no debrum escuro da mata e pergunta seu nome, lhe respondem: é o "Império da Boa Vontade". No dia azul em que esse império se estender pelo mundo, há de ter, como nau capitânia de sua grande Marinha de Paz, o barco "Juparanã", amigo de todas as bandeiras brancas.

QUINCA CIGANO

Entre os números que contam a grandeza do Município de Cachoeiro de Itapemirim há este, capaz se espantar o leitor distraído: 25.379 pios de aves, anualmente. Não, a Prefeitura não espalhou pela cidade e distritos equipes de ouvidores municipais, encarregados de tomar nota cada vez que uma avezinha pia. Trata-se de pios feitos para caçadores. E quem os faz é uma família de caçadores de ouvido fino — os Coelhos, cujas três gerações moram na mesma e linda ilha, onde o rio se precipita naquele encachoeirado, ou cachoeiro, que deu o nome à cidade.

Trata-se de um artesanato sutil; não lhe basta a perícia técnica de delicados torneiros que faz, desses pios bem acabados, pequenas obras de arte; exige uma sensibilidade que há de estar sempre aguçada. Direis que é uma arte assassina; e na verdade, incontáveis milhares de bichos do Brasil e da América do Sul já morreram por acreditar, em um momento de fome ou de amor, naqueles pios imaginados entre os murmúrios do Itapemirim.

Dizem que os Coelho fazem até, em segredo, pios para caçar mulher. Famosa caçada é essa, em que não raro é o caçador a presa da caça. Não sei. Ainda que eu seja Coelho pela parte de mãe, devo ser de outro ramo, visto que nunca me deram um pio desses. Nem quero.

De minha família acho que saí mais ao tio segundo Quinca Cigano, nascido na lavoura mas vivido pelos caminhos, e que vivia de barganhar. Barganhava uma coisa por outra, e depois, mais outra; e não sei o que arrumava, que depois de muito andar pelo mundo, voltava sempre ao Cachoeiro, tendo apenas de seu um cavalo magro e triste. Chegava sempre de noite, como um ladrão; e, como um ladrão, dava a volta por cima do morro e ficava parado, no escuro, atrás da tela da cozinha, esperando. Quando minha mãe ia à cozinha fazer o último café, Quinca Cigano, lá do escuro, murmurava seu nome. Ela se assustava; mas êle logo dizia, com sua voz que a poeira dos caminhos e a cachaça das vendinhas fazia cada vez mais rouca: "É Quinca".

Entrava; recebia, calado, comida para ele e seu cavalo. Tomava um banho, dormia — e de manhã cedo, de roupa limpa e barba feita, estava na sala de visitas conversando com meu pai. Movendo lentamente sua cadeira de balanço, meu pai lhe dava um cigarro de palha, e perguntava: "Então, Quinca?" Ele dizia que ia voltar para a família, para o sítio; agora queria derrubar aquela mata que dava para o sítio do Sobreira, formar um cafezal; ia fazer uma manga maior para os porcos; e comentava o preço do arroz e a queda das chuvas. Meu pai o ouvia, muito sério. Sabia que Quinca era sincero naquele momento; e também que alguns dias depois ele sumiria outra vez pelo mundo, no trote do seu cavalo, o cigano solitário.

Feito Quinca Cigano, eu também só tenho caçado brisas e tristeza. Mas tenho outros pesos na massa de meu sangue. Estou cansado; quero parar, engordar, morrer. Que os Coelho da ilha me arranjem um pio, não para caçar mulher, mas para caçar sossego. Deve ser um pio triste, mas tão triste que, a gente piando ele, só escute depois, nesse mato inteiro, um grande silêncio, o silêncio de todos os bichos tristes. Eu não quero, como Quinca Cigano, sair pelo mundo caçando passarinho verde. Passarinho verde não existe; e quem disse que viu, ou ensandeceu ou mentiu.

 

Fonte:  Histórias e Paisagens do Brasil – A Cidade, o Mar e as Serras (sem data)
Organização: Diaulas Riedel
Compilação: Walter de Aguiar Filho, setembro/2015

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