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Rua São Francisco – Por Elmo Elton

Rampa de acesso para o Convento de São Francisco, 1906.

Na esquina desta rua, dando frente para o largo de Santa Luzia, se situava o Quarto-de-queijo, prédio de três andares, assim chamado em virtude de seu formato. Diziam os moradores antigos da cidade que no mesmo teria residido o donatário Vasco Fernandes Coutinho. A demolição do imóvel se verificou na década de 20, sendo a construção da "taipa real". Os imóveis desta artéria eram quase todos de dois andares, conforme atestam velhas fotografias, tendo ali funcionado, nas proximidades do cruzeiro, que se erguia no final da rua, isto é, ao pé do outeiro do Convento de São Francisco, colégio fundado e dirigido pelo professor Aristides Freire, nome de relevo na vida cultural de Vitória de antanho.

O referido cruzeiro, de pedra lavrada, artístico, medindo quase dois metros acima do pedestal, foi demolido em 1925, quando do alargamento da rua Coronel Monjardim.

Ainda na mesma artéria foi inaugurado, a 13 de maio de 1856, por iniciativa dos caramurus, como eram apelidados os devotos de São Benedito, com imagem naquele monastério, um chafariz, ocasião em que o padre João Luiz da Fraga Loureiro (1805-1878), poeta serrano, leu e publicou soneto alusivo ao acontecimento.

Demolidos os primitivos sobrados da rua, nela foram construídas casas de um andar, todas iguais, para servidores do Estado, sendo que as mesmas, já agora, vão dando lugar a modernos edifícios.

Esta artéria, aliás como as demais surgidas no final do século XVIII, tinha calçamento pé-de-moleque.

 

Fonte: Logradouros antigos de Vitória, 1999 – EDUFES, Secretaria Municipal de Cultura
Autor: Elmo Elton
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2017



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Ponta da Fruta

Ponta da Fruta

No passado, essa aldeia estava ligada à da Barra do Jucu pela orla marítima e depois por uma trilha que varava pastos, mata de restinga, pequenas lagoas, areias e trechos alagadiços onde vicejava rica variedade de árvores frutíferas nativas 

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