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São Mateus adere ao movimento emancipador

São Mateus - Antigo Casarão do Porto, 1979

De imediato, surgiu a necessidade de fazer valer pela força os propósitos de viver em uma pátria livre. A proximidade da Bahia – onde o general Madeira(32) plantara o bastião da resistência portuguesa – estava a exigir maior vigilância das hostes nacionalistas, a fim de evitar que os corcundas de lá estabelecessem contatos com os de cá, fortalecendo-se de parte a parte. A Junta se apressou a pedir ao Governo central os socorros necessários para fazer “marchar tropas aos pontos de defesa”.(33)

S. Mateus tornou-se então o centro das atenções da província. Embora considerada parte de seu território pelos capixabas, a administração da Bahia, desde há muito, conseguira incluir a vila e respectivo distrito na sua jurisdição.(34)

Foi por intermédio da Junta baiana que S. Mateus encaminhou, em agosto de 1822, às Cortes de Lisboa, sua opinião sobre as delegações do Poder Executivo.

Constituiu, portanto, uma agradável surpresa para a pequena força enviada de Vitória a recepção entusiástica que teve ali.(35) A quase totalidade das embarcações mandadas da Bahia a S. Mateus em busca de mantimentos – principalmente  farinha de mandioca – ia sendo aprisionada, e as informações obtidas dos seus tripulantes encaminhadas ao Rio de Janeiro, por intermédio da Junta do Espírito Santo, conforme os diversos documentos existentes no Arquivo Nacional.(36)

Em janeiro de 1823, S. Mateus aclamou o novo soberano do Brasil e seus habitantes declararam-se sujeitos ao governo capixaba, atitude que um Aviso ministerial ratificou.(37)

 

NOTAS

(32) - Inácio Luís Madeira de Melo.

(33) - Ofício de vinte e três de outubro de 1822 (Gov. ES, II).

(34) - Ver foot-note n.º 3 do capítulo XIII.

(35) - MÁRIO FREIRE, Capitania, 174.

(36) - Ver Gov.ES, II.

(37) - Diz JOSÉ MARCELINO: “Esta vila aderiu ao governo da Junta Provisória em vinte e dois de janeiro de 1823. Sendo chamada pelo conselho da Vila de Cachoeira, para mandar ali seus deputados, a Câmara hesitou por se achar sujeita ao Espírito Santo pela ata celebrada no mesmo dia vinte e dois de janeiro. O governo supremo determinou, por Aviso de dez de abril de 1823, que continuasse a pertencer ao governo da Província do Espírito Santo, enquanto outra cousa não fosse determinada pelo corpo legislativo” (Ensaio, 136).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, abril/2018

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