Morro do Moreno: Desde 1535
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Sesmaria Fazenda da Costa

A Sesmaria da Fazenda da Costado iniciava no Morro do Moreno indo até o Morro da Concha, na Barra do Jucu, onde tinha um marco

Você sabia que o Morro do Moreno faz parte da antiga Sesmaria da Fazenda da Costa?

O documento paroquial que deu o título de propriedade particular aos primeiros proprietários da Sesmaria, registrado pela Igreja, dizia assim:

“A Sesmaria da Fazenda da Costa possui três léguas de extensão e uma ao fundo, principiando no Morro do Moreno até o Rio Jucu, onde tem um marco, confrontando em todo comprimento das três léguas com o mar pelo leste e na légua de largura pelo oeste.”

 

E o que é Sesmaria?

Texto baseado no autor Manuel Diegues Jr. – População e propriedade da terra no Brasil, União Pan-Americana, Washington, D.C., 1959.

Do verbo sesmar, dividir terras.

Pedaço de terra devoluta ou abandonada que, no Brasil-Colônia, os governos das capitanias hereditárias doavam a quem se dispusesse a cultivá-la. Os donatários das sesmarias eram chamados sesmeiros.

A sesmaria visava a concessão de terras no Brasil para o progresso da agricultura.

A Lei das Sesmarias, datada de 1375, foi criada em Portugal com o objetivo de fazer progredir a agricultura, que estava abandonada em razão das lutas internas. Como produzia-se pouco, os preços eram altos, dificultando à população o acesso ao consumo. Daí foi criada a Lei das Sesmarias: caso o proprietário não cultivasse e semeasse as terras, cederia parte a um agricultor para que fosse realizada a lavoura.

Recebiam a sesmaria homens ligados à pequena nobreza em Portugal, ou militares e navegantes com títulos de vitória, que lhes assegurava o mérito de uma recompensa.

A sesmaria, através da grande propriedade monocultora, de trabalho escravo, foi que representou, a seu tempo, o instrumento de ocupação da terra e de verdadeiro povoamento.

 

A primeira sesmaria do ES

Autor: Luiz Guilherme Santos Neves

Ao que tudo indica, Santo Antônio foi o primeiro nome dado à Ilha de Vitória. A antiga denominação faz pressupor o desembarque dos colonos portugueses na ilha, para explorá-la sob o comando de Vasco Fernandes Coutinho, em 13 de junho de 1535, dia do calendário cristão consagrado pela Igreja a Santo Antônio, o que justifica a denominação escolhida, inclusive para o local do desembarque dos exploradores.

Tratava-se da maior ilha da capitania, situada próxima da primeira vila que Vasco Fernandes Coutinho constituiu em seus domínios. Era natural, portanto, que atraísse a atenção dos portugueses desde que desembarcaram em terras capixabas. Por volta de 1536 ou 1537, Vasco Coutinho doou a ilha, em sesmaria, a Duarte de Lemos, antes dela vir a ser a sede da capitania, com a fundação da vila de Nossa Senhora da Vitória.

 

Compilação: Walter de Aguiar Filho, maio/2012



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