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Todos na Festa Junina!

Clementino Barcellos, jovem

Confira a transcrição de matéria publicada no jornal A Gazeta em 27 de junho de 1961, sobre a festa do dia 17 de junho de 1961:

Festa Junina no Ginásio "São José"

Decorreu num ambiente de muita animação a grande festa junina de 17 dêste mês, no conceituado Ginásio São José, da vizinha cidade de Vila Velha, sob a orientação da operosa Irmã Teresa Chiesa.

Dentre as atrações constantes do vasto programa destacaram-se os números de rodas e cateretês por graciosas alunas do curso primário e as quadrilhas dos moços e dos casados, esta constituida dos senhores Clementino Barcelos, o ensaiador e marcador da quadrilha, braço forte da esplêndida festa, Major Adnet, Dr. Carlos Messina, Dr. Hélio Viana, Garrof Weigert, Dr. Ronaldo Scampini, Major Kanguçu, Dr. João Abreu Ribeiro, Walter Aguiar, Dr. Luiz Fernando Rodrigues e Tenente Calou. No pátio do educandário, funcionaram barraquinhas e uma variedade de folguedos da época, o que contribuiu para o grande movimento que se verificou naquela noite. Compareceram à bonita festa das Irmãs de Caridade altas autoridades civis e militares do estado e do município e a sociedade local de um modo geral, prestigiando o acontecimento.

Os senhores comandantes do 3º B. C. e da Escola de Aprendizes de Marinheiros muito contribuíram para o êxito da festa caipira. Os componentes das quadrilhas e dos números de rodas e cateretês estavam trajados a carater, arrancando dos presentes muitos aplausos pela alegria que despertavam em todos que ali foram passar algumas horas de bem-estar social. A Irmã Chiesa foi pródiga na atenção que dispensou indistintamente a todos que ali se encontravam e manifesta-se sinceramente agrdecida a quantos, de qualquer forma a auxiliaram para o feliz resultado daquela imponente festa junina, especialmente aos bondosos pais das alunas.

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Agora veja a transcrição de matéria publicada no jornal A Gazeta em 17 de junho de 1937, conforme o linguajar da época:

"A famia de seu Quelemente"

Registramos hontem, ligeiramente, tanto quanto nos permittia o adeantado da hora, o numero da "quadria" que a formidalosa "Famia de seu Quelemente" dansou no palco do Theatro Gloria, em cooperação ao festival do poeta Zé da Luz.

Os srs. dr. Armando Azevedo e Clementino Barcellos organizaram uma esplêndida festa antonina, em beneficio da capella que os catholicos querem erigir no bairro Aribiry. Cavalheiros e rapazes, senhoras e senhorinhas tomaram parte no conjuneto, todos vestidos à matuta, com graça e naturalidade. Dessa festa, a noticia correu mundo. Dos seus numeros destacava-se a famosa "quadria", marcada e ensaiada pelo mestre Clementino.

Ante-hontem, foi dado à nossa sociedade o prazer de apreciar esse conjuneto na saudosa contradança dos nosso savós.

Marcada com maestria e dansada com garbo e correção, a "quadria" provocou bôas gargalhadas, pela convicção que cada figurante tinha do seu papel.

Disciplinados, attentos, os pares obedeciam à voz do marcante nos "en avant", nos "balancès" e nos "tours", com precisão, sem as "chuvas" tão costumeiras entre os que tomam parte numa quadrilha pela primeira vez.

"A famia de seu Quelemente" está agora na obrigação de não se desfazer. Esse conjuneto deve ser matido para essas festas de caracter brasileiro, que tanto agradam.

Os srs. dr. Armando Azevedo e Clementino Barcellos estão de parabéns como membros proeminentes da "famia", que tão auspiciosamente assignalou o seu primeiro successo.


Fonte: A Gazeta, 27/06/1961
Contribuição: Francisco M. de Barcellos
Compilação: Walter de Aguiar Filho, julho/2012 

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