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Torta Capixaba Literária

Luiz Guilherme Santos Neve foto de Samuel Vieira

Repetindo a ousadia de Renato Pacheco dez anos antes, a Livraria Âncora dá início a uma editora cooperativa, e em 1962 edita, em grande estilo, a coletânea Torta capixaba, incluindo onze autores, todos eles membros da Academia Espírito-santense de Letras. O livro é uma miscelânea de ensaios, contos e poemas, assinados por Augusto Lins, Beresford Martins Moreira, Christiano Ferreira Fraga, Eugênio Sette, Eurípedes Queiroz do Valle, Geraldo Costa Alves, Guilherme Santos Neves, José Paulino Alves Júnior, Nelson Abel de Almeida, Renato Pacheco e Ruy Côrtes.

À semelhança do projeto mirabolante da Coleção Autores Capixabas, de João Calazans, o projeto da Editora Âncora era também ambicioso, pois da sua programação editorial constavam quatro coleções, como se lê no prefácio de Antônio Simões dos Reis à Torta capixaba: “As coleções programadas dão bem uma noção do trabalho orientado: uma coleção de assuntos capixabas, uma coleção de traduções de livros internacionais, uma coleção de livros didáticos, uma biblioteca das obras dos grandes viajantes que visitaram o Espírito Santo.” E encerra o prefaciador: “Só nos resta agora apelar para o povo do Espírito Santo, para que nos dê a mão e nos empreste seus olhos atentos, assim atingiremos o seu espírito nesta luta de frutos fartos e vitórias sem mancha. Uma luta só de vitoriosos, com o livro e pelo livro.” Se a Coleção Autores Capixabas, vinte anos antes, ficou no primeiro livro, a programação da Editora Âncora foi um pouco mais longe: ficou no segundo — uma História do Espírito Santo, de Maria Stella de Novaes, publicada pela editora já como Fundo Editorial do Espírito Santo, sem indicação de data —, se não contarmos uma ou outra co-edição com a Organização Simões, do Rio de Janeiro. A coletânea Torta capixaba pode ser vista como o canto de cisne da velha geração literária do Espírito Santo, produtora, principalmente, do que se convencionou chamar “literatura do convento da Penha”. A partir daí as coisas começariam, ainda que quase imperceptivelmente, a mudar.

 

Fonte: Tonomundo blog, 01/09/2009 — Paulo Sérgio Lopes de Oliveira Oliveira
Foto: Samuel Vieira



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