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Visitas Ilustres no Convento da Penha - Frei Venâncio Willeke O. F. M.

Nossa Senhora da Penha

Existem no arquivo do Convento da Penha cinco livros de visitas. O primeiro traz a data de 1849. Foi aberto pelo então guardião Frei Vitorino de Santa Felicidade. Vamos transcrever destes livros alguns depoimentos de visitantes ilustres.

D. Pedro Maria de Lacerda (Bispo do Rio de Janeiro): "Achando-me em Visita Episcopal nesta Província do Espírito Santo, vim da Cidade da Vitória a este Santuário da Senhora da Penha, no dia 3 de julho de 1880, e aqui com os Padres que me acompanharam e o Povo cantei as Ladainhas de Nossa Senhora. E depois de percorrer o Convento fui ao púlpito e fiz um discurso sobre o amor da SS. Virgem Maria aos homens, filhos seus adotivos, e sobre a eficácia de sua valiosa proteção. Humildemente peço a esta carinhosa Mãe e poderosa advogada que me valha sempre em todas as minhas necessidades, sobretudo espirituais, e na hora da minha morte não me falte com seu poderoso auxílio. Salve-me eu, que o mais menos importa. Amém. Ouvi-me, ó boa Mãe, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria, Senhora da Penha. Amém. Penha, aos 3 de julho de 1880, sábado, às 3 horas e 15 minutos da tarde. Pedro, Bispo de S. Sebastião do Rio de Janeiro".

Dr. Afonso Pena (Na época Governador de Minas Gerais e mais tarde Presidente da República): "No dia 29 de agosto de 1893, em minha excursão à Capital do Estado do Espírito Santo, no desempenho da honrosa comissão de dar execução à Lei Mineira no. 56 de 18 de julho do mesmo ano, para promover a união econômica entre o Espírito Santo e Minas Gerais, subi à Igreja de Nossa Senhora da Penha, onde vim prestar homenagem de adoração e respeito à Rainha dos Céus, objeto de culto especial do Povo espírito-santense. Foi profunda a emoção que senti ao entoar o Sacerdote o canto do Magnificat, que minha Mãe me ensinou a rezar desde a mais tenra infância. Deus há de abençoar os dois povos do Espírito Santo e de Minas Gerais. Convento de Nossa Senhora da Penha, 29 de agosto de 1893 Afonso Augusto Moreira Pena" — (livro de visitas no. I, pág. 42).

D. João Batista Nery (1º Bispo do Estado do Esp. Santo): "Visitei hoje, dia 26 de maio de 1897, este Convento da Penha, tendo tido então a doce consolação de celebrar o Santo Sacrifício da Missa em honra da mesma Senhora, a cujo especial patrocínio colocarei todos os meus pobres trabalhos nesta Diocese. Penha, 26 de maio de 1897 — João, Bispo Diocesano" (Livro de visitas no. I, pág. 47).

Uma alma do povo: "A minha mãe e comadre, Nossa Senhora da Penha, deixo aqui o meu agradecimento por uma graça obtida. Normília" (Livro de visitas no. IV, pg. 22).

Padre João Batista de Freitas: "Com a alma comovida e emocionado ante o sobrenatural que sinto e vejo, parecendo ver Deus no mundo que Ele mesmo fez, mais que todos os argumentos da razão a fé se fortalece e a vontade quer sempre mais e mais amar e servir a Jesus Cristo junto com sua mãe Santíssima.

A visita à Penha vale por muita pregação, meditação e retiro. Enfim é Deus que nos procura e não escolhe caminho. Feliz de quem é cristão! Penha, 2-3-56 — Padre João Batista de Freitas". (Livro de visitas no. IV, pg. 80).

Plínio Salgado: "A minha visita ao Estado do Espírito Santo em junho de 1954 encerra-se magnificamente, no alto da Penha, entre reminiscências históricas da minha Pátria, emolduradas por uma paisagem grandiosa e sob as bênçãos d'Aquela que é a Senhora da Graça e do Perdão. A Ela peço, nesta hora da vida nacional as graças necessárias, para o corpo e a alma, a fim de que sustente a mesma Fé que um dia, nesta montanha, acendeu a luz do heroísmo nos bravos defensores do Brasil. Penha, 30-6-1954 — Plínio Salgado". (Livro de visitas no. IV, pág. 75).

D. José Joaquim Gonçalves (5o. bispo do Est. do Espírito Santo): "Que Nossa Senhora da Penha, Gloriosa Padroeira deste sempre lembrado e querido Estado do Espírito Santo, continue a derramar sobre todo este privilegiado Povo, como o tem feito até agora, as mais ricas e maternais bênçãos de predileção e de santificação. Com saudade, gratidão e amor, aqui venho, novamente saudar, humildemente, a gloriosa Rainha e Mãe. Os melhores votos de felicidade e abundância de vocações para os abnegados Padres Franciscanos, a fim de que, até a consumação dos séculos, aqui estejam firmes e fiéis à Vontade de Deus, por Maria! ... Convento da Penha, 15-8-1968 — José Joaquim Gonçalves, Bispo Tit. de Tanis" (Livro de visitas no. V, pg. 2).

D. João Batista da Mota e Albuquerque (1º Arcebispo de Vitória) "Festa da Penha de 1969... Aqui estou desde segunda-feira da Páscoa, gozando não só dos encantos destas paragens, mas também da companhia dos padres franciscanos, guardas deste tesouro. Pude acompanhar, dia a dia, o crescer das romarias que compactas e piedosas vinham trazer a Maria as homenagens do seu amor filial. Pude medir melhor a profundidade dos sentimentos cristãos dos romeiros. São palpáveis a fé, a esperança e o amor de Deus. Neste ano, acentuou-se a busca de Deus, através do sacramento da confissão. Os rapazes, de seus dezoito a vinte anos, foram numerosíssimos. A Penha continuará a ser o que foi no passado: a casa de Maria, onde Jesus, salvador dos homens, paz e reconciliação, manifesta-se a seus fiéis e os leva à consciência mais esclarecida das exigências da santidade de Deus.

Sinto-me feliz e como que maternalmente amparado, nesta querida Arquidiocese de Vitória, devido à presença deste Santuário. A Maria recomendo não só o meu destino, minha vida, meu trabalho apostólico, mas o meu clero, as religiosas, os seminaristas e todo o meu povo. João Batista da Mota e Albuquerque — Festa da Penha, 14 de abril de 1969" (Livro de visitas no. V, pág. 3).

Desembargador Halley Pinheiro — "Desde criança me acostumei a vir depositar aos pés da Divina Mãe, minhas súplicas. Pedi a Ela aprovações em exames e mil e uma pequenas coisas. Hoje, minhas necessidades são bem maiores: orientação para bem julgar, saúde, tranqüilidade de espírito. Sempre fui atendido. Confio na bondade de N. S. da Penha, que não tenha desmerecido em seu conceito. Que Ela continue a proteger a mim e aos meus. Penha, 30/10/69 — Desembargador Halley Pinheiro". (Livro de visitas no. V fl. 3v.).

General Syseno Sarmento : "Maravilhoso com a quietude, a calma, tradução da paz do Senhor. A grandiosidade do panorama corresponde ao trabalho dispendido para edificar este monumento de Fé. Deus permita que haja em todo o Brasil a tranqüilidade que aqui encontramos. Convento da Penha, 23 de abril de 1970 — Syseno Sarmento, Comte. do I Exército" (Livro de visitas no. V, pág. 6).

Higino Corsetti: "O Convento da Penha é um lugar maravilhoso, que os encanta e nos sugere recolhimento e elevação de preces a Deus por tudo que temos de bom e de belo neste imenso Brasil. — Convento da Penha, aos 22 de julho de 1970 — Higino Corsetti, Ministro das Comunica-s" (Livro de visitas no. V, pág. 6).

Dr. Zerbini: "Ficamos maravilhados com o Convento de Nossa Senhora da Penha e entusiasmados com a obra patriótica dos que aqui viveram durante estes 4 séculos. 2.10.1970 — E. J. Zerbini" (Livro de visitas no. V, pág. 7).

Pe. Javier Palácios, S.J.: "Vim fazer oito dias de retiro espiritual nas alturas do Morro da Penha como Jesus foi nas do Monte Tabor. No silêncio, afastados do mundo, encontramos mais facilmente a Deus... Deparei-me com a agradável surpresa de que esta obra de fé e de piedade foi iniciada por um patrício cujo nome levo.

Embora indigno, recebi novas luzes e comunicações do Céu para — com Jesus — guiar meus passos para o Pai. Meditei e pedi a mansidão de São Francisco de Assis, neste mundo agressivo — o meu próprio e o que nos rodeia. Por tudo isto e por toda a graça aqui recebida, a minha gratidão aos frades franciscanos que proporcionaram este retiro, a Frei Palácios que do céu continua a interceder por nós e a Nossa Senhora das Alegrias que fará com que este retiro seja um mourão marcante no caminho da minha vida até a Casa do Pai. — Convento de N.S. da Penha, 20-12-1971. Pe. Javier Palácios, S. J. — Vice-Reitor da Universidade Católica de Goiânia (Goiás)" — (Livro de visitas no. V, pág. 25). 

 

Fonte: Antologia do Convento da Penha, ano 1974
Autor do livro: Frei Venâncio Willeke O. F. M.
Compilação: Walter de Aguiar Filho, dezembro/2015

Convento da Penha

Pe. Jorge Cardoso trata de Frei Palácios

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Pe. Jorge Cardoso (1606-1669), dedicou-se publicando a sua imortal obra “Agiológio Lusitano dos Santos e varões ilustres em virtude do reino de Portugal e suas conquistas.”

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