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Vitória cidade ganglionar – Presidente Avidos

Porto de Vitória, 1930

Vitória pertence ao tipo, que os urbanistas modernos denominam de cidade linear, unindo gânglios atrofiados entre o mar e as montanhas. Excluindo-se a Praia Comprida, todo o resto da cidade se estende em pequenos golfos de aterro recente: Santo Antônio, Caratoíra, Moscoso, Sete de Setembro e Jucutuquara. São aterrados seminaturais, conquistados às marinhas quaternárias, dificultando as construções e os melhoramentos de alçada do poder público. Para se levar benefícios a cada bairro, percorrem-se longos vazios de habitantes, encarecendo, portanto, o custo unitário dos serviços em mira. Os morros, de encostas íngremes, revestidos, em parte, de vegetação alta, não haviam sido invadidos de todo. A lei municipal 276, promulgada pelo prefeito Octavio Peixoto (1924-28), defendia-os razoavelmente da cobiça dos exploradores da propriedade pública e alheia.

O favoritismo eleitoral ainda não era arma demagógica, empunhada pelos "amigos dos pobres", candidatos a cargos eletivos de sinecuras polpudas. A vereança era gratuita, o interesse coletivo sobrepunha-se ao "pro domo sua". O civismo se praticava com certa altivez de caráter e sobriedade de costumes.

A morfologia da cidade foi alterada radicalmente: retificação, alagamento e abertura de novas ruas. Drenagem, pavimentação, reforço do abastecimento de água, redes de esgotos. Núcleos residenciais. Edifícios públicos. Cais do Porto. Ponte sobre a baía. Iluminação em combustores custosos, passeios de ladrilhos, jardins e monumentos. Estradas suburbanas, escadarias monumentais, viaduto e um cheiro limpo de tinta fresca e cimento fundido.

Em resumo, isso foi a grande obra realizada pelos dois Avidos, pai e filho, já que é muito difícil separar-se a iniciativa de um e da realização do outro.

 

Fonte: Biografia de uma ilha, 1965
Autor: Luiz Serafim Derenzi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2017

História do ES

Brigadeiro José Joaquim Machado de Oliveira – Por Levy Rocha

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Vitória, naquele ano, da primeira tipografia comprada pelo fazendeiro, proprietário e ex-alferes de 1ª linha, Alfredo Ayres Vieira de Albuquerque Tovar

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