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A lenda de Frei Pedro e Nossa Senhora

Tela: Nossa Senhora da Alegria, reproduzida pela artista Luiza Valderato

Nosa Senhora da Penha, dos Prazeres ou da Alegria?

A Nossa Senhora do Convento de Vila Velha é a representação de Nossa Senhora das Alegrias, que é a mesma Nossa Senhora dos Prazeres.

A maneira como ela passou a ser a padroeira do Espírito Santo, venerada como Nossa Senhora da Penha, é contada numa comovente lenda conhecida por todos os vila-velhenses.

Tudo começou quando, em 1558, aqui chegou o irmão leigo, franciscano, Pedro Palácios. Nascido na Espanha, ele veio para o Brasil numa caravela portuguesa. Piedoso, Frei Pedro Palácios cumpria com abnegação os votos de pobreza da ordem dos Frades menores, que decidiu seguir.

Junto consigo trouxe um quadro representando Nossa Senhora das Alegrias. Ele veio para trazer amparo e conforto espiritual aos moradores da primeira povoação portuguesa aqui. Desembarcando na Prainha, abrigou-se numa gruta e lá passava os momentos em que não estava consolando e confortando as pessoas.

Nossa Senhora das Alegrias, como Nossa Senhora dos Anjos, são devoções da Ordem dos Frades Menores. Por isso o seu painel foi trazido por Frei Pedro Palácios.

Um dia a tela, que ficava com o frei no seu abrigo, desapareceu. Ela foi encontrada entre duas palmeiras, no alto do penhasco ao pé do qual ele vivia. Por mais duas vezes o fato se repetiu.

O aviso era claro: tratava-se de um pedido da Virgem, que escolhia assim o lugar de sua adoração.

Frei Pedro Palácios, a partir daí, fez duas capelas. Uma para o criador de sua ordem, São francisco de Assis, e em seguida outra, a de Nossa Senhora da Penha, erguida em 1560. Mais ou menos 90 anos depois, em 1651, frei Francisco Santo iniciou a construção do Convento que hoje é o santuário e morada definitiva de Nossa Senhora.

 

Fonte: Nossa Senhora da Penha - Padroeira do Espírito Santo, 2005
Autora: Sandra Medeiros
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2011 

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