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Barrinha - A foz do Rio da Costa

Foz do Rio da Costa - Barrinha Foto: cedida por: Elson Gatto Filho, com contribuição de Rogério Rodrigues da Costa e Vanize Merlim.

Na foto tirada em 1970 vê-se o Rio da Costa já retificado, que deu origem ao Canal da Costa (valão). Isso ocorreu após a grande enchente de 1960 quando o DNOS escavou aprofundando o leito do rio para evitar novas enchentes.

Esse cantinho onde o rio desemboca na Baía de Vitória é chamado de carinhosamente pelos antigos moradores de Barrinha.

Na foto observam-se as cercas do 3º Batalhão de Caçadores, hoje 38º Batalhão de Infantaria, demarcando suas divisas, localizados na outra margem do Rio da Costa.

Vêem-se, também as duas torres onde ficavam os sentinelas. Quem serviu o exército nas décadas de 60 e 70 e tirou guarda nelas, principalmente na escuridão da noite, tem sempre uma história cavernosa para contar.

Ao fundo a Ilha do Boi sem nenhuma construção.

A Barrinha, local onde o Rio da Costa deságua na baía, foi o local escolhido pelo primeiro Donatário para ancorar sua Nau Capitânea Glória e subir o rio, fazendo reconhecimento da região interior. Na Praia de Piratininga o donatário montou uma paliçada. A posição fortificada na praia entre os morros do Moreno e da Penha era vulnerável aos ataques dos índios. Ao norte, o mar, a leste, a cabeça da macaca grávida (Morro do Moreno); a oeste, o Morro da Penha. Na estreita garganta onde ficou localizado o acampamento, índios armados de arco e flechas conseguiriam deter 60 homens armados, era necessário procurar outro local.

Vasco Coutinho que era militar e já havia vencido outras batalhas em Gôa e Málaca, não perdeu tempo, criou uma expedição indo ao topo do monte mais alto da região – Mestre Álvaro – onde descobriu que Vitória, hoje nossa capital, é uma ilha e a sua baía não era um rio como pensava (Rio Espírito Santo). Por ter maior segurança e água boa pensou transferir a sede da capitania para Vitória, para ter maior proteção aos ataques dos índios e dos navios corsários. A transferência veio ocorrer definitivamente só em 1550.

Mesmo assim, o donatário nunca deixou de residir no sopé do Morro do Moreno, na Pedra das Caiçaras, onde está o Clube Libanês. Morou até a sua morte tendo inclusive lá falecido.

A pergunta que fica no site é esta: Por que a família Vasco Coutinho nunca se desligou de Vila Velha nem do Morro do Moreno?

 

Fonte: Site Morro do Moreno



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