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Ponga de Bonde – Por Edward Athayde D’Alcântara

João Simões (Cabeção) - Condutor de Bondes em Vila Velha, nos anos 40

Existe uma diferença entre carona e ponga. Carona é uma viagem consentida e ponga era o prazer de burlar a vigilância do condutor de bonde ou outro qualquer veículo. O ponguista tomava ponga exclusivamente para perturbar o condutor de bonde que ia ao seu encontro pelo estribo e quando estava prestes a pegá-lo, ele saltava e corria atrás para nova ponga na parada seguinte. A ponga era feita do lado contrário ao condutor. Quando ele conseguia dar a volta ao bonde, pela traseira ou dianteira, o ponguista saltava. A ponga não era feita por falta de dinheiro para pagar a passagem, era feita quase sempre por diversão, o que às vezes custava bons tombos e gente ralada.

Ah, se os pais soubessem! Era uma surra daquelas.

O interessante é que não conheci ninguém que ao crescer guardasse mágoa dos pais ou se traumatizasse pelas surras. A lembrança, em vez de mágoa, provoca saudades.

Nota do Site: João Simões (Cabeção) foi um famoso condutor de bondes de Vila Velha, saiba mais:http://www.morrodomoreno.com.br/materias/entrevista-do-site-morro-do-moreno-com-o-condutor-do-bonde-em-vila-velha-em-270405.html 

 

Fonte: Memória do Menino...e de sua Velha Vila, 2014
Autor: Edward Athayde D’Alcântara
Produção: Casa da Memória de Vila Velha
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2020

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