Tratado de Washington
O aumento vertiginoso das exportações de minério pelo Porto de Vitória, ao final da década de 30, foi patrocinado, basicamente, pelo esforço de guerra dos países aliados (Estados Unidos e Inglaterra) contra os países do eixo ( Alemanha, Itália e Japão) na 2ª Segunda Guerra.
No Brasil, o presidente Getúlio Vargas encampou uma cruzada pelo espírito nacionalista, e com seu esforço de inserir o Brasil no modo de produção industrial, lançou em 1941 a “grande siderúrgica”, criando a Companhia Siderúrgica Nacional.
Governo Nacionaliza Itabira ION Company
No ano seguinte, nacionalizou a empresa Itabira Iron One Company, administrada pelo empresário norte-americano Percival Farquhar, que controlava as maiores jazidas de minério de ferro no País, localizadas em Minas Gerais.
Antes disso, em 1940, a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia (CBMS) iniciou o primeiro embarque de minério de ferro. O produto partia da região de Itabira, para o Cais Comercial do Porto de Vitória, com destino a Baltimore, nos Estados Unidos, no navio Modesta.
Atalaia
Paralelamente a isso, era construído o Cais de Atalaia, em Vila Velha, um terminal voltado especialmente para os embarques de minério e que poderia dar vazão à grande quantidade do produto que precisava ser exportada.
A CBMS foi extinta em 1942 e em seu lugar Vargas criou a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O controle da ferrovia Vitória-Minas passou para a CVRD e, como se encontrava ultrapassada, os ingleses intermediaram um acordo entre o governo americano e o Brasil, denominado Tratado de Washington, pelo qual os ingleses reconheciam a transferência das minas ao governo brasileiro, no entanto, o destino do minério deveria ser feito à Inglaterra e aos Estados Unidos.
Fonte: A GAZETA 31/06/2006 – 100 Anos de Porto de Vitória
Compilação: Walter de Aguiar Filho, agsoto/2011
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