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A Pedra dos Sete Pecados – Por Maria Stella de Novaes

Corrente usada em escravos

Encontra-se em Iuna.

Dizem que as pessoas, em pecado, ficam presas, na fenda proveniente de um raio, enquanto as de alma pura atravessam-na incólumes.

Fendido, de alto a baixo, o monólito, como outras curiosidades, no Espírito Santo, tem sua lenda: — Certa vez, quando a região estava ainda coberta de mata virgem, desciam, de Minas, os Capitães-de-Entrada, seguidos de escravos, para a abertura de caminhos que permitissem o transporte de carnes, toicinho e outros produtos mineiros, para o litoral. Um avarento, dentre esses pioneiros, resolveu ocultar, na base da rocha, moedas de ouro, pepitas e algumas pedras preciosas; mas, receando que um escravo descobrisse o motivo do seu reiterado afastamento, sempre no mesmo ponto, meteu-lhe uma golilha e, numa corrente de alguns metros, o prendeu à cauda de sua montaria.

Acordado e exausto, porque o ferro não lhe permitia o repouso, à noite, o negro invoca a Santa Bárbara, que o socorresse, que o livrasse daquele senhor desumano. Era uma devoção divulgada, em Minas, desde que os lusitanos afluíram para a Zona do Casca, famosa como aurífera.

No tormento, o escravo rezava, confiante no poder de sua Protetora, quando se arma inesperada tormenta, ao passo que mão invisível lhe tira os ferros e o afasta do lugar. Súbito, um raio, caindo no rochedo, parte-o, de alto a baixo, e soterra a fortuna acumulada, na sua base!

Aturdido, o avarento corre, em busca do seu tesouro. Procura transpor a brecha, ainda ardente. E... desaparece, no abismo!...

Conserva-se, por isso, a lenda de que as pessoas, em pecado, jamais poderão atravessar a brecha singular.

 

Fonte: Lendas Capixabas, 1968
Autora: Maria Stella de Novaes
Compilação: Walter de Aguiar Filho, agosto/2016

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